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Artigo Técnico: Manutenção em medidores de vazão

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Artigo Técnico: Manutenção em medidores de vazão

Uma viável alternativa na conservação do seu ativo

INTRODUÇÃO

Ao longo dos últimos anos, nosso laboratório de calibração de medidores de vazão efetuou uma grande quantidade de serviços para os mais diferentes tipos de tecnologias comumente utilizadas nas Indústrias de Processo e Manufatura como: Medidores de Vazão do Tipo Eletromagnético, Coriolis, Vortex, Turbina, Ultrassônicos, Engrenagens Ovais, Hidrômetros, Rotâmetros e para diversos segmentos como Sucroalcooleiro, Papel e Celulose, Alimentos, Bebidas, Têxtil, Químico, Petroquímico, Farmacêutico, Siderúrgico, Mineração, Automotivo, Saneamento, entre outros e devido ao alto índice de manutenção, iniciamos um trabalho para identificar quais eram os problemas relativo à quantidade de equipamentos que nossos clientes enviavam para nosso laboratório para execução de calibração e simples manutenção. Porém o que nos chamou a atenção foi que em uma grande parte destes equipamentos (medidores de vazão eletromagnéticos) era necessários efetuarem a manutenção completa, ou seja, abertura do mesmo para substituição de bobinas, eletrodos, fiação interna e revestimento, pois se fariam necessárias para a recuperação de tubos medidores de vazão. Durante estas analises técnicas, foram efetuadas manutenções em centenas de equipamentos de diferentes marcas e modelos na qual foram consideradas em nossas estatísticas e foram geradas diversas dicas e procedimentos para melhor conservação destes ativos. Deste trabalho, todos os equipamentos (tubos medidores eletromagnéticos) foram passiveis de recuperação.

SINTESE DO ARTIGO TÉCNICO

A finalidade deste trabalho é poder detalhar a viabilidade de recuperar medidores de vazão que foram condenados por fabricantes / terceiros e compartilhar com nossos clientes que os mesmos são passiveis sim de recuperação, bem como também recomendar dicas sobre boas práticas de instalação dos mesmos. Ressaltamos que todos os equipamentos foram passiveis de manutenção e recuperação.

Os dados coletados para a montagem deste trabalho foram baseados em centenas que equipamentos que nos deparamos em nosso laboratório ao longo dos últimos meses e o artigo técnico foi basicamente fundamentado em “CASOS DE SUCESSO” interno, onde os equipamentos envolvidos nesta recuperação foram objetos de aquisição no mercado. Ao todo foi considerada uma amostragem de 40 equipamentos. Todos estes equipamentos estavam com o status de “Equipamentos Condenados”. Após uma analise detalhada por parte de nossa equipe técnica, foi feita uma triagem e identificamos o seguinte:

11 peças – Necessitavam de apenas troca de placas de borne
07 peças – Eram problemas de fiação em curto – Refazer fiação externa
14 peças – Necessitavam de abertura para troca de bobina e eletrodo
08 peças – Necessidade de troca de revestimentos dos tubos

Todos os equipamentos objeto deste trabalho foram passiveis de recuperação a um custo viável quando comparado ao valor de um equipamento novo, mesmo quando se trata de troca de revestimento. Desta forma, podemos afirmar que o valor de recuperação torna se totalmente viável.

DIAGNÓSTICOS COMUMENTE ENCONTRADOS NOS EQUIPAMENTOS

Considerando a amostragem acima mencionada e após as respectivas analises dos tubos medidores de vazão e seus conversores, identificamos que comumente os problemas são:

Tubo Medidor
Azinhavre na placa de borne / Infiltração de umidade
Infiltração de produto pela caixa de borne / Infiltração de pó na placa de borne
Utilização de placa de baixa qualidade e ou placa sem padrão de conexão do fabricante
Bobinas e eletrodos em curto
Revestimento avariado (Equipamento com cortes, bolhas / estufamentos)

Conversores
Fonte de alimentação queimada
Sinal de saída queimada
Eletrônica sem excitação de bobinas

DETALHES DA RECUPERAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS – TUBOS MEDIDORES

Ressaltamos que o sucesso deste trabalho foi passível de ser editado e montado como artigo técnico pelo fato da contribuição das pessoas envolvidas (clientes / colaboradores / fornecedores de peças) na qual acreditaram ser possível a recuperação destes equipamentos. Como indicado acima, vamos detalhar as respectivas manutenções, considerando a amostragem na qual selecionamos para a montagem do mesmo. Após uma analise detalhada por parte de nossa equipe técnica, foi feita uma triagem estatística e identificamos o seguinte:

DIAGNÓSTICOS

27,5% (11 peças) – Necessitavam de apenas troca de placas de borne
17,5% (07 peças) – Eram problemas de fiação em curto – Refazer fiação externa
35,0% (14 peças) – Necessitavam de abertura para troca de bobina e eletrodo
20,0% (08 peças) – Necessidade de troca de revestimentos dos tubos

PRIMEIRO DIAGNÓSTICO ESTATÍSTICO – TROCA DE PLACAS DE BORNE – 11 Peças (27,5%)

Em sua grande maioria, as placas de borne comumente apresentam problemas de baixa isolação e neste caso, representou alto índice de problemas quando da analise técnica. Tentamos abaixo, relacionar os principais problemas como já havia sido informado.

Azinhavre na placa de borne

Este é um dos problemas mais comuns encontrados quando efetuamos a analise técnica dos tubos medidores de vazão. O mesmo é o resultado do contato da umidade e gás carbônico nas superfícies metálicas. Uma das maiores características é a crosta cor azul esverdeada do zinabre, que é a oxidação encontrada nas placas de borne. Portanto, devemos ter um cuidado especial com os terminais elétricos. O zinabre pode bloquear a circulação de energia, causando falha intermitente no equipamento e mau desempenho.

 

 

 

Infiltração de umidade

Outro elevado índice de problemas ocasionado em tubos medidores são as placas de borne com alto índice de umidade.  Alta umidade pode levar a uma maior condensação da água sobre as superfícies das placas eletrônicas. A concentração de moléculas de vapor de água eleva com aumento da umidade relativa do ar e consequentemente a condução de energia elétrica entre os terminais causando falha intermitente no equipamento e mau desempenho.

 

 

 

Infiltração de produto pela caixa de borne

Usualmente encontramos equipamentos com estes problemas na qual o índice de condenação é elevadíssimo. Contudo em muitos casos, o equipamento deve ser avaliado de forma detalhada antes de efetivamente condenar o mesmo. Abaixo estaremos mencionando algumas dicas para melhor proteção deste problema.

 

 

 

 

Infiltração de pó na placa de borne

Comumente encontramos placas de borne com alto índice de contaminação em seus bornes de ligação. Neste caso, podemos observar que a placa de borne esta totalmente impregnada com pó em seus terminais. Neste quadro, ocorreu contaminação através do ambiente industrial – ambiente carregado com poeira e umidade.

 

 

 

 

Utilização de placa de baixa qualidade

A utilização de placas de borne com boa qualidade é de fundamental importância para qualquer equipamento instalado na área industrial. Montagem de placa com este dispositivo se torna inaceitável e recomendamos que o cliente recuse trabalhos realizados por empresas que forneçam placas de borne com como esta, pois estará prejudicando o desempenho do equipamento, bem como problemas de variabilidade de processo, perda de produção, paradas não programadas, etc. Infelizmente existem empresas que fornecem placas com este nível qualidade. Aconselhamos que o usuário recuse o fornecimento deste tipo de material.

Utilização de placa sem padrão de conexão do fabricante

Como mencionado, a utilização de placas de borne com boa qualidade é de fundamental importância para qualquer equipamento instalado na área industrial e além da qualidade, a montagem de placa com padrão do fabricante ou que possa ser trocada sem necessidade de remoção do processo, se torna fundamental. Em áreas classificadas se torna impraticável esta troca, sendo necessária a remoção do equipamento. Podemos citar vários exemplos e um deles que podemos mencionar são os equipamentos instalados em Usinas de Açúcar e Álcool na área da Destilaria. Neste caso acima, baixa isolação devido a umidade na placa de borne e conexão tipo solda fez com que o equipamento obrigatoriamente necessitasse ser removido devido a classificação de área para ser feito o reparo. Neste caso houve necessidade de parada de processo, horas de trabalho para remoção do equipamento e posterior instalação. Por fatos como este, recomendamos que sejam utilizadas placas de borne de boa qualidade e se possível conexão padrão fabricante.

Referencia de Placas de Borne de Boa Qualidade – Conexão Padrão Fabricante

Recomendamos o uso de placas de borne de boa qualidade tipo – Conexão Padrão Fabricante ou Similar para Troca / Substituição em Campo.

RECOMENDAÇÕES PARA EVITAR ESTES TIPOS DE PROBLEMAS

Efetuar a instalação elétrica adequada, bem como a utilização de prensa cabos de boa qualidade, além de silicone, fita de alta fusão também são recomendados. Quando necessário, utilizar resina onde efetua a vedação por completo.

Adequação de abrigos tanto para os conversores como os respectivos tubos medidores.

Utilização de capa de tecido reforçado é uma forma eficiente e eficaz para proteção de equipamentos que estão em áreas abertas, sujeito a entrada de líquidos / pó através de conexões elétricas ou pontos sem vedação adequada.

Utilização de placas de borne com conexão original do fabricante e também de boa qualidade, são recomendadas. Aconselhamos o usuário não aceitar placas feitas com material de baixa qualidade.

Alguns Exemplos Típicos:

Efetuar a instalação elétrica de forma adequada.

Comumente infiltrações de água se devem através das instalações elétricas estarem feitas de forma inadequada. Usualmente a água proveniente de chuva / umidade escorre pelo cabo e acaba adentrando o compartimento da caixa de borne, causando penetração de produto e consequentemente acarretando em problemas no tubo medidor. Nossa recomendação é que o usuário possa efetivamente utilizar cabos adequados, prensa-cabos de boa qualidade e em áreas críticas, uso de abrigos, fita de alta fusão, resina no compartimento da caixa de borne.

Adequação de abrigos tanto para os Conversores como os respectivos Tubos Medidores.

Em sua grande maioria, as instalações de equipamentos em processo, não possuem abrigo / proteção causando problemas / avarias em conversores / tubos medidores. Infiltração de água, infiltração de produto, umidade excessiva, pó, são algumas das causas mais comum de problemas na qual ocorrem nestes ativos, como queima de fonte, queima de sinal de saída, placas de borne e muitas situações a queima placas eletrônicas levando o equipamento a ser condenado.

No caso dos tubos medidores, observamos através de trabalhos de “SITE AUDIT” que executamos em muitos de nossos clientes, a falta de abrigo, causando avarias nas placas de bornes / circuitos eletrônicos.

Temos observado que em sua grande maioria, os equipamentos que necessitam de manutenção, conserto e reparo, a sua causa principal esta relacionado à falta de abrigo / proteção. Quase que em sua totalidade poderia ser evitado se a instalação fosse adequada.

Abaixo seguem alguns exemplos para proteção:

Recomendação de Uso de Capa de Tecido Reforçado como Proteção de Conversores e Tubos Medidores

Abaixo segue uma série de formatos de conversores de vazão na qual podem ser adaptados a um tamanho único para que possam efetuar a proteção das eletrônicas e caixa de borne dos tubos medidores de forma simples, eficaz e o melhor, a um baixo custo, comparado aos problemas que podem ocorrer sem a proteção adequada.

Conversor – Equipamento Marca Rosemount – Capa de Proteção sem Visor

Conversor – Equipamento Marca Krohne-Conaut – Capa de Proteção sem Visor

Conversor – Equipamento Marca Endress+Hauser – Capa de Proteção sem Visor

Tubo Medidor Equipamento Marca Krohne-Conaut – Capa de Proteção sem Visor

Equipamento Marca Endress+Hauser – Capa de Proteção com Visor

Podemos afirmar que em sua grande maioria, o emprego de abrigos e capas de proteção, utilização de prensa cabo adequados e de boa qualidade, fita de alta fusão, aplicação de silicone adequada para serviços elétricos, eliminariam em sua grande maioria os problemas com estes ativos. Recomendamos o uso de capas de proteção tipo Vinilona com Visor de Display.

SEGUNDO DIAGNÓSTICO ESTATÍSTICO – REFAZER / TROCAR FIAÇÃO EM CURTO – 17,5% (07 peças)

Os problemas de fiação em curto são quase em sua totalidade causados pela infiltração de umidade na caixa de borne e na sua grande maioria se propaga através da fiação causando baixa isolação das bobinas e eletrodos. Nossa abordagem aqui neste item serão os problemas que comumente provocam falhas nos equipamentos. Posteriormente falaremos um pouco mais quando entrarmos no item abertura de capa.

Neste caso, o problema foi mau isolamento da junção das bobinas. O equipamento já havia sido submetido a uma intervenção de manutenção. Contudo o isolamento foi feito com fita isolante que não é o recomendável. Por este fato que sempre recomendamos que seja utilizado o conector padrão fabricante ou similar para que em uma necessidade de troca de placa de borne, não ocorra a necessidade de remover o tubo medidor do processo.

No caso deste, o usuário efetuou a utilização de sindal. Uma prática comumente adotada em emergência para colocar o equipamento em operação. A placa de borne do fabricante comumente possui a fiação soldada na placa de borne ou ela blindada. Neste caso, realmente fica complicado a troca da mesma. Para este caso, foi desenvolvido uma placa para facilitar a troca quando houvesse o acumulo de azinhavre, adotando uma placa de boa qualidade que será mencionado a seguir.

Recomendações para Evitar a Infiltração de Produto e alguns Exemplos de Manutenção Referenciando os Equipamentos Antes e Depois através de Fotos.

Efetuar a instalação elétrica adequada, bem como a utilização de prensa cabos de boa qualidade, além de silicone, fita de alta fusão também são recomendados. Quando necessário, utilizar resina onde efetua a vedação por completo.

Adequação de abrigos tanto para os conversores como os respectivos tubos medidores.

Capa plástica adequada é uma forma eficiente e eficaz para proteção de equipamentos que estão em áreas abertas, sujeito a entrada de líquidos / pó através de conexões abertas ou semi-abertas.

Utilização de placas de borne com conexão original do fabricante e também de boa qualidade.

Abaixo a execução da manutenção de forma adequada.

Exemplo 01

A fiação existente foi removida e totalmente refeita. Foi colocada uma nova placa de borne com conexão padrão do fabricante. Neste caso, em eventual falha por penetração de azinhavre na placa de borne, por exemplo, a mesma pode ser substituída sem necessidade de remoção do equipamento do processo.

Exemplo 02

TERCEIRO DIAGNÓSTICO ESTATÍSTICO – ABERTURA DE CAPA – 35,0% (14 peças)

Devido aos problemas acima relatados, em quase sua grande maioria, os equipamentos que ainda apresentam baixa isolação depois de realizados os procedimentos acima e sem possibilidade de manutenção de troca de placa de borne e fiação, será necessário o procedimentos que adotamos como “ABERTURA DE CAPA”, ou seja, abrir o equipamento propriamente dito, na qual destacamos este exemplo entre centenas de casos que efetuamos trabalhos de manutenção.

Exemplo – Infiltração de Produto

O equipamento que estamos detalhando abaixo foi submetido a uma analise técnica na qual ficou constatado pelo técnico que a bobina e eletrodo estavam em curto. Para tanto, havia a necessidade de abertura de capa, troca da placa de borne, limpeza e manutenção dos cabos internos.

Após ter efetuado a respectiva abertura de capa, identificamos infiltração generalizada em seu interior – compartimento interno de bobina e eletrodo na qual houve contaminação, levando ao diagnóstico de fato como bobinas e eletrodo em curto, sendo necessariamente efetuar a abertura do equipamento para manutenção.

Após desmontar totalmente o conjunto interno, foi verificado que havia a necessidade de descontaminação, remoção dos eletrodos, efetuar a medição de isolação entre bobina e revestimento e demais procedimentos internos adotados em nosso laboratório.

Após esta etapa, foi realizado o procedimento de limpeza, pintura os acessórios internos para evitar / atenuar a formação de ferrugem. Posteriormente foi efetuada toda a montagem da nova bobina, montagem dos eletrodos e feita totalmente a nova fiação interna.

Pode ser visualizado que toda a bobina foi envolvida com fita adesiva apropriada para enrolamento de bobina e que atenda a Norma NBR 5057 por vários fatores de proteção e isolamento. Após esta etapa foi utilizado fita  adesiva / silicone neutra para fixação da fiação interna.

Por fim foi feita toda a montagem do equipamento, solda completa e acabamento para remover as irregularidades (dependendo da necessidade). Logo após o equipamento é submetido a pintura, feita todas as medições novamente com a nova placa de borne, sendo disponibilizado para ser submetido a calibração.

QUARTO DIAGNÓSTICO ESTATÍSTICO – TROCA DE REVESTIMENTO – 20,0% (08 peças)

Temos sempre promovido que a troca de revestimento em medidores de vazão eletromagnéticos é totalmente viável e confiável. E dentro das operações unitárias são múltiplas as variantes que podem causar danos ao revestimento, como temperatura, abrasão, vácuo, excesso de torque, entre outros. A seguir um trabalho feito em um tubo medidor de 10”.

Acima, podemos ver que a caixa de ligação esta totalmente contaminada e seu revestimento esta com estufamento interno. O equipamento foi analisado e ficou constatado que internamente estava com bobinas e eletrodos em curto.

Após diagnosticar através de laudo técnico, foi traçado o local de abertura do equipamento. Neste caso, o mesmo ainda continha produto infiltrado, o que provocou curto em bobinas e eletrodos, na qual foi necessário efetuar a completa manutenção do equipamento (troca de bobina, eletrodo, fiação interna).

Bobinas e Eletrodos em curto

Como diagnosticado na analise técnica, após a abertura do equipamento as partes internas estavam totalmente contaminadas de produto, o que levou ao curto interno de bobinas, eletrodos e fiação interna.

Desta forma, o equipamento foi totalmente desmontado e cada uma de suas partes internas foram limpas e submetida a tratamento de superfície para evitar formação de ferrugem.

Posteriormente foi removido o revestimento e avariado e colocado um novo revestimento.

Após o tratamento das peças internas (pintura anti-corrosiva), iniciou a fase de montagem das bobinas e eletrodos, juntamente com a nova fiação interna.

Após a montagem de todos os acessórios internos, iniciou o processo de fechamento do tubo medidor. Este processo é critico, pois deve ser soldado por completo para evitar penetração de produto.

Após a completa soldagem, o equipamento é resinado para evitar entrada de produto através de seu cabeçote, colocado o’ring e acoplado as placas de borne de ligação com posterior pintura na cor original do fabricante.

Equipamento montado em linha e calibrado dentro da faixa solicitada pelo cliente.

RESUMO

Como pôde ser visto ao discorrer de todo o artigo técnico, a finalidade deste trabalho foi poder detalhar a viabilidade em recuperar medidores de vazão que comumente são condenados e compartilhar com os usuários e responsáveis pelos Departamentos de Instrumentação / Manutenção / PCM, de que estes equipamentos (medidores de vazão) são passiveis de recuperação sim e a um custo totalmente viável e destacamos que 100% dos tubos medidores avaliados foram totalmente recuperados. Apesar da robusta construção destes equipamentos, o planejamento e instalação adequada são essenciais para seu desempenho em geral.

Os respectivos conversores de sinal (transmissores de vazão) também podem ser recuperados, pois em sua grande maioria apresentam falhas como:

Fonte de alimentação queimada
Sinal de saída queimada
Eletrônica sem excitação de bobinas

Como mencionado, estes conversores são passíveis de manutenção também, assim como são outras tecnologias como Medidores por efeito Coriolis (medidores mássicos), Hidrômetros, Turbinas entre outros.

Abaixo seguem algumas dicas / recomendações simples e de fundamental importância para ajudar a preparar, instalar e usar com êxito o medidor de vazão eletromagnético. São medidas simples, contudo eficazes na conservação e melhor desempenho dos seus ativos.

Condutividade mínima
Todos os fabricantes de medidores eletromagnéticos recomendam o nível desta condutividade mínima para o bom desempenho do medidor de vazão.

Tubo medidor deve estar totalmente cheio (Afogado) o tempo todo.
As leituras de um medidor de vazão eletromagnético pode ter sua incerteza elevada se o mesmo não estiver com o tubo completamente cheio. Portanto o mesmo deve ter uma contra pressão mínima para que possa ter o seu melhor desempenho.

Dispor de trecho reto a montante e jusante do tubo medidor
Para garantir a exatidão das especificações em condições de processos amplamente variáveis, é recomendado que o usuário instale o tubo de vazão com uma distância mínima equivalente a cinco vezes o diâmetro de tubo reto a montante (antes do tubo medidor) e a duas vezes o diâmetro de tubo reto a jusante (após o tubo medidor), a partir do plano do eletrodo. Esse procedimento irá atenuar de forma adequada distúrbios criados por cotovelos, válvulas e reduções. Outros fatores podem efetivamente causar perturbações como por exemplo a injeção de produtos químicos próximo ao tubo medidor. Deve ser tomado extremo cuidado para não gerar incerteza na medição e alta variabilidade da variável vazão.

Certifique-se de que o terra esta devidamente instalado
Por razões de segurança do pessoal e para obter uma medição de vazão satisfatória, é muito importante atender todos os requisitos do fabricante quanto ao aterramento. Uma interligação elétrica permanente entre o fluido, o medidor, a tubulação adjacente e um ponto de terra comum é especialmente importante, principalmente  quando a condutividade do líquido é baixa. A forma de efetuar o aterramento depende do tipo de medidor e do tipo de tubulação adjacente (metálica, não‐metálica, com revestimento interno, etc.) Quando o medidor é instalado entre tubulações não metálicas ou revestidas internamente, é normal a colocação de anéis entre flanges do medidor e a tubulação. Assim, obtém‐se o contato elétrico com o fluido para posterior aterramento. Esses anéis devem ter diâmetro interno igual ao do medidor. Recomendamos que o usuário possa se dedicar parte do seu tempo para ler o manual de instalação e aterrar adequadamente o medidor, pois evitará problemas de variabilidade da medição.

Conexão elétrica e abrigo para conversores e tubos medidores
Sempre efetuar a utilização de prensa cabos de boa qualidade, manter seu ativos (conversores e tubos medidores) sempre protegidos através de abrigos ou por meio de capa de proteção

Utilização de placa de borne de boa qualidade
Sempre utilizar placa de borne de boa qualidade / padrão do fabricante para evitar retrabalhos (remoção do equipamento de linha)

Montagem remota do conversor de sinal
Deve ser tomado extremo cuidado em efetuar a montagem remota do conversor de sinal, pois muitos usuários não se atentam a especificação do cabo de sinal de eletrodos e bobinas. Recomendamos sempre seguir as orientações dos fabricantes na utilização destes cabos e obedecer o comprimento máximo determinado.

Procure efetuar a instalação do conversor em local imune a vibração
A eletrônica do conversor de sinal pode ser danificada quando instalada em local sujeito a vibração, causando falha do conjunto (conversor+tubo medidor). Desta forma, verifique a instalação adequada para ambos (tubo medidor e principalmente conversor).

Conversores de Vazão Submetido a Ambientes de Temperatura Elevada
A construção do tubo medidor eletromagnético é robusto, mas seus componentes eletrônicos são sensíveis a variações de temperatura e a recomendação é efetuar a instalação remota do conversor de sinal quando a temperatura do local onde o mesmo estiver instalado estiver elevada.

Instalação de Cabo de Sinal / Cabo de Controle / Alimentação Elétrica
A recomendação neste caso é efetuar a instalação dos cabos de sinal, cabo de controle e alimentação elétrica em eletrodutos dedicados e totalmente separados um dos outros. Esta medida evitará interferência de sinal bem como ruído no sistema e consequentemente melhor qualidade na medição de vazão.

Queima de equipamentos devido à utilização de solda em linhas
Podemos dizer que esta é uma das principais causas de queima de equipamentos eletrônicos nas indústrias, pois comumente profissionais que efetuam a solda não são orientados em buscar um ponto adequado para execução do seu trabalho, bem como para evitar que este ponto possa afetar equipamentos eletrônicos. Desta forma, recomendamos que todas as empresas possam sempre orientar estes profissionais que executam trabalhos de solda no campo.

Mensagem Final

O presente documento, trás informações significativas que estão sendo destinadas e compartilhadas com usuários para que possam efetivamente ter conhecimento que medidores de vazão são passíveis de manutenção e não são equipamentos descartáveis. Para evitar que estes equipamentos possam eventualmente ter problemas em sua empresa, aconselhamos que possam efetivamente seguir como mencionado acima, as dicas / recomendações, que são simples, mas de fundamental importância na qual certamente irá ajudar na preparação, instalação e em usar com êxito o medidor de vazão eletromagnético. São medidas simples, contudo eficazes na conservação e melhor desempenho dos seus ativos. Já efetuamos vários trabalhos, bastante interessante para várias empresas chamado Site Audit, que em parceria com os usuários, todas elas foram feitas com sucesso e o melhor, sem custo.

Adicionalmente, recomendamos que todo e qualquer ponto de medição seja previamente analisado e dimensionado para que os técnicos / engenheiros de processo possam ter informações confiáveis, independente se seja um novo ponto de medição ou se o mesmo for existente.

Autor

Engenheiro Químico

Gilmar Gomes da Silva

Suporte Técnico – Campo e Laboratório

[email protected]

Website: www.gmgspbrasil.com.br

Referencias:

Manual de Instalação de Fabricantes de Medidores de Vazão.

Procedimentos internos GMG SERVICE

Experiência Técnica da Equipe de Profissionais GMG SERVICE.

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