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As análises da academia e do mercado: a renovação da Suzano para garantir perenidade

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As análises da academia e do mercado: a renovação da Suzano para garantir perenidade

15/08/2016 – “O processo conduzido pela Suzano se apoia claramente em uma renovação da companhia como forma de garantir sua perenidade”. Essa é a conclusão de Leni Hidalgo Nunes, professora convidada que orientou a reportagem de HSM Management em conjunto com Angela Fleury, da HSM Educação Executiva, neste novo formato de case. Segundo Nunes, a renovação tem sido deflagrada por meio de um novo olhar estratégico e de uma evolução da cultura.

No pilar estratégico, a professora aponta as inovações de negócios em curso (as “adjacências) e o redesenho da indústria. Já o aspecto cultural está em todas as mudanças que impactam as pessoas, como o empoderamento nas pontas e mais geração de ideias.

“Há um claro movimento para que as pessoas confiem que terão suas opiniões respeitadas e tenham o conforto de participar e contribuir com novas ideias”, avalia.

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A especialista do Insper destaca que, dentro da filosofia de “ser forte e gentil”, a satisfação dos funcionários não é vista como o único vetor de aumento de produtividade e eficiência. “Reforça-se a crença de igualdade; a mudança de tratamento não impacta positivamente só os contratados, mas terceirizados, aprendizes e comunidade”.

Sandra Peres, analista-chefe da corretora Coinvalores, afirma que os atuais investimentos da Suzano em ampliação nas fábricas e em novos produtos, aliados à redução do custo de caixa, geram uma visão positiva no longo prazo.

“Além disso, o Brasil está em evidência no mercado internacional de celulose há dois anos também pela desvalorização cambial”, completa. Ela destaca quatro players: Suzano, Fibria, Klabin e Eldorado.

O custo da tonelada de celulose anda extremamente competitivo aqui em torno de US$ 200, enquanto é de US$ 500 na Ásia e de US$ 700 nos EUA e na Europa. “Essa nossa competitividade é uma vantagem de longo prazo”, avalia Peres.

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“Na China, já vimos o fechamento de fábricas de celulose locais, por terem alto custo, além d e haver a pressão do governo central para a modernização. “A Suzano vende em mais de 80  países e, no início de 2016, os destinos eram: Ásia (39%), Europa (34%), América do Norte (15%), Brasil (12%), Américas Central e do Sul (1%).

Peres observa que as rivais da Suzano também têm investido fortemente em aumento de capacidade. Em março, a Klabin focada em papéis, iniciou a produção de celulose, ao inaugurar fábrica em Ortigueira (PR), com investimentos de R$ 8,5 bilhões. Em seguida, a Eldorada e a Fibria anunciaram expansão de unidades fabris em Três Lagoas (MS), finalizada até 2018, com investimentos próximos a R$ 16 bilhões.

A queda do consumo doméstico de papel de dois anos para cá, especialmente devido a crise, é fato, mas a Suzano está entre as empresas nacionais de maior resiliência, na visão de Peres. Em 20 anos, com a consolidação do cenário digital, espera-se “a maturidade do mercado”, diz.

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Fonte: Revista HSM Management

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