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Especial: Tecnologia – César Anfe – Conhecimento e tecnologia em níveis elevados

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Especial: Tecnologia – César Anfe – Conhecimento e tecnologia em níveis elevados

30/12/2017 – Quem entrou no setor de celulose e papel recentemente não tem ideia dos avanços pelos quais as empresas do segmento já passaram nos últimos anos. As fábricas estão se tornando enormes complexos industriais a envolver uma grande variedade de disciplinas, requerendo cada vez mais conhecimento e tecnologia extremamente especializados.

Foi nesse contexto evolutivo que a engenharia, a assistência e a consultoria especializada ganharam espaço para impulsionar a competitividade das indústrias de base florestal. É constante a busca por eficiência, melhoria contínua de processos e inovações no ambiente corporativo moderno, onde não há espaço para desperdícios e retrocessos.

A fonte geradora de informações para inovar na Engenharia de Processos continua sendo a própria planta industrial, porém as rotinas acabam por não abrir espaço para pensar fora da caixa.

Assim, muitas oportunidades de mudanças para melhorar são desperdiçadas. Tornam-se fundamentais as parcerias com universidades, centros de pesquisa, fornecedores de equipamentos, serviços e tecnologias. Os consultores especializados também agregam valor com suas experiências profissionais únicas.

Quanto mais pessoas analisam um mesmo processo e mesmo problema ou, ainda, pensam sobre uma forma inédita de fazer algo, maior a chance de terem uma visão completa sobre a melhor maneira de inovar determinadas tarefas. Na área de utilidades, por exemplo, contamos com as empresas parceiras geradoras de tecnologia em tratamento de águas e efluentes e inspeção de equipamentos críticos – como caldeiras, turbinas e geradores elétricos – e também com consultores em mercado de energia elétrica, além dos tradicionais fornecedores de tecnologia, que desenvolvem equipamentos e processos cada vez mais complexos e eficientes.

As necessidades de conhecimentos em fábricas, sem falar no processo de fabricação de celulose, passam por profundo entendimento de materiais, processos corrosivos, termodinâmica, química da água e do vapor, biologia dos processos de tratamento de efluentes, torres de resfriamento e geração/distribuição de energia elétrica, entre outros. Um olhar mais aprofundado para as matérias-primas e suas interações na fabricação de celulose e papel é propriedade dos consultores e consultorias especializados em Engenharia de Produto e Gestão de Processo.

São esses profissionais que, durante as campanhas da fábrica, entre paradas gerais, nos apoiam nas questões vitais para o devido planejamento das intervenções, com a finalidade de mantermos a maior disponibilidade possível nas plantas – fator fundamental para a competitividade do setor e da indústria de celulose brasileira.

Muitas soluções hoje disponíveis como tecnologia consagrada foram desenvolvidas a partir de problemas vividos no chão de fábrica, assistidos por esses especialistas, que mantêm contato com plantas no mundo todo e aprimoram soluções utilizando sua experiência prática aliada aos conhecimentos acadêmicos.

A troca de experiências proporcionada pelos congressos internacionais, fóruns de debate e encontros técnicos, como os promovidos pela própria ABTCP e outras congêneres internacionais, é mola propulsora para a evolução desse conhecimento tão importante e buscado pelas empresas para solução de problemas que influenciam negativamente os resultados do negócio. Esse é um dos principais caminhos pelos quais se constrói a engenharia especializada capaz de elevar o grau competitivo de nossas organizações.

Por César Anfe, coordenador da Comissão Técnica de Recuperação e Energia da ABTCP.

Publicado inicialmente na Revista O Papel.

editado

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Especial: Indústria – Julio Molinari – Eficiência produtiva é prioridade das indústrias de processo

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Especial: Indústria – Julio Molinari – Eficiência produtiva é prioridade das indústrias de processo

29/12/2017 – Não bastassem as consequências da crise econômica pela qual o Brasil atravessa, fatores como elevada carga tributária, precárias estruturas logísticas para recebimento de matéria prima e escoamento de produtos, limitações da capacitação profissional e, sobretudo, a baixa eficiência de processos comprometem significativamente a produtividade e a competitividade da indústria brasileira.

Nas indústrias de processos, a eficiência não só é um diferencial, mas uma questão de sobrevivência, pois se as empresas não investirem em eficiência, podem ter perdas em torno de 30%. A ineficiência no sistema acarreta indisponibilidade, falhas de equipamentos, paradas não programadas, setups extras de máquinas, tempos inativos, redução da velocidade, além de perdas e rejeitos.

A tendência para otimizar os processos é aumentar a inteligência de automação embarcada nas máquinas, tornando-as mais autônomas em manutenção e inspeção. Isso inclui a adoção de novas tecnologias, como equipamentos eletroeletrônicos e softwares para controle de processos, que geram aumento da produtividade, bem como ganhos com eficiência energética.

A digitalização é o próximo passo para a indústria entrar em um novo patamar tecnológico. Em maio, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizou a primeira pesquisa nacional sobre o uso de tecnologias digitais relacionadas à era da Manufatura Avançada, conhecida como Indústria 4.0, cujo termo refere-se à integração digital das diferentes etapas da cadeia de valor nos produtos industriais, desde o desenvolvimento até o uso.

De acordo com o levantamento, feito com mais de duas mil empresas de todos os portes, a maior parte dos esforços realizados pelas indústrias no Brasil, no que se refere à adoção de tecnologias digitais, concentra-se nos processos industriais: 73% dos consultados afirmaram usar ao menos uma tecnologia digital na etapa de processos, 47% utilizam na etapa de desenvolvimento da cadeia produtiva e somente 33% o fazem em novos produtos ou negócios.

A pesquisa da CNI mostra que a indústria brasileira ainda está se familiarizando com a digitalização e com os impactos que ela pode ter na competitividade. Em outros países onde a indústria 4.0 está mais avançada, já se registra aumento da produtividade, redução de custos de manutenção de equipamentos e do consumo de energia e aumento da eficiência de modo geral.

Por outro lado, o alto custo de implantação é a principal barreira interna para 66% das empresas. Neste sentido, há uma necessidade para que o governo exerça o seu papel de promover a infraestrutura digital, investindo e estimulando a capacitação profissional, além de criar linhas de financiamentos específicas.

* Julio Molinari é presidente da Danfoss na América Latina

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Especial: Energia – Fernando Umbria – Agora Inês é morta

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Especial: Energia – Fernando Umbria – Agora Inês é morta

27/12/2017 – Passado o sufoco da falta de água nos reservatórios, o risco de déficit de energia hoje é mínimo. Permanece, entretanto, o tormento de uma conta de luz que ficou muito cara, sem perspectiva de melhora no curto prazo. A energia elétrica está custando em média 60% mais do que custava ao fim de 2012. De lá para cá, a inflação foi a metade disso.

A combinação perversa dos altos preços e tarifas de energia elétrica com a crise econômica tem provocado a redução do uso do insumo. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), em 2015, o consumo no Brasil caiu 2,2% em relação a 2014. No primeiro semestre de 2016, a queda foi de 1,7% quando comparado ao mesmo período de 2015.

Com isso, o país atualmente dispõe de uma sobra estrutural de energia de 13 GW, de acordo com o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). Há, ainda, cerca de 4 GW de capacidade que devem iniciar sua operação até o final deste ano. As distribuidoras, principais compradoras de energia do setor, encontram-se com grandes sobras contratuais, pois compraram energia tendo como base um mercado projetado que não está se realizando.

Do lado do consumo, as empresas brasileiras vêm redobrando esforços para se manter competitivas. Em muitos casos, a competitividade deu lugar à sobrevivência. Desde o segundo semestre de 2015, tem havido um forte movimento de migração de consumidores cativos para o mercado livre, onde há opção de escolha de fornecedor de energia, preços mais competitivos e abertura para negociação de outras condições comerciais. O processo de migração dura, em geral, seis meses.

Porém, o mercado livre deixou de ser atrativo nas últimas semanas devido a um súbito aumento nos preços para os contratos de fornecimento com início em 2017, em especial para a energia incentivada. A razão disso foram abruptos aumentos no custo marginal de operação (CMO) e no preço de liquidação das diferenças (PLD), devido a mudanças em importantes elementos de entrada dos modelos de planejamento e operação utilizados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

De início, houve uma alteração na vazão mínima de Sobradinho, cujo efeito sobre o PLD médio de julho foi uma alta superior a 50%. Alguns agentes e a CCEE questionaram tal alteração. É esperado que a Aneel se pronuncie sobre o assunto em breve.

Além disso, foi divulgada recentemente a revisão da projeção da carga do sistema, com significativa elevação dos valores em 2016. Essa elevação ocorrida na carga é resultado de um novo critério adotado pelo ONS para representá-la de forma mais realista. Entretanto, um dos efeitos dessa revisão será provocar o aumento do PLD em agosto e setembro, que devem ficar, respectivamente, em cerca de 120 R$/MWh e 220 R$/MWh.

Esse contexto acabou gerando situações contraditórias. O PLD mais alto é uma sinalização de que a energia está mais cara por conta da escassez, mas há significativa sobra estrutural de energia. Com o patamar mais alto do PLD e do CMO, é praticamente certo que teremos bandeira amarela em setembro, o que vai provocar aumento das contas de luz e deve acentuar a redução do consumo. Isso tende a agravar mais ainda o problema de sobra de energia contratada das distribuidoras.

Essa confluência de contradições leva à incerteza para as empresas, gerando custos financeiros, encarecendo a operação, comprometendo a eficiência e diminuindo as margens.

Alterações e aprimoramentos nos modelos são necessários e desejáveis. Afinal, o sistema elétrico não é estático e quanto mais próximo sua representação física estiver da realidade, melhor devem ser os resultados obtidos. Porém, mudanças repentinas trazem consequências danosas aos consumidores e aos agentes. É importante que sejam estabelecidos prazos de implementação para que a transição ocorra sem sobressaltos.

Os consumidores precisam de previsibilidade, que é uma das razões que pesam na decisão de migrar para o mercado livre. A importância da previsibilidade pode ser resumida pelo provérbio “é melhor prevenir do que remediar”.

O comprometimento das migrações provocará sérias consequências àqueles que estão com seus processos em andamento, sem terem ainda formalizado seus contratos de compra de energia no mercado livre. Essa situação de incerteza leva a uma condição mais alinhada com a expressão “agora Inês é morta”.

*Fernando Umbria é presidente-executivo da Associação Brasileira de Consumidores de Energia (ABCOE).

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Especial: Indústria – Carlos Valle – PMEs já podem viver a indústria 4.0

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Especial: Indústria – Carlos Valle – PMEs já podem viver a indústria 4.0

26/12/2017 – Imagine você, pequeno e médio empresário, que existe uma solução que, ao mesmo tempo, reduz seus custos com matéria-prima e retrabalhos e aumenta sua capacidade de produção, seu faturamento e seu controle sobre os processos industriais. Imagine, então, que tudo isso seria feito sem necessidade de trocar ou aumentar seu parque de máquinas. Se colocarmos nessa equação a capacidade de customização de cada produto que sai da linha, sem perda de tempo ou dinheiro no processo, essa hipótese pode parecer até um delírio.

Mas não é delírio nenhum afirmar que a automação de processos industriais, por meio da adoção de tecnologias digitais, já é uma realidade no segmento de manufatura. A questão é que tais tecnologias são desconhecidas por 57% das pequenas empresas que responderam à pesquisa “Indústria 4.0: novo desafio para a indústria brasileira” – uma sondagem nacional, coordenada pela Confederação Nacional da Indústria, sobre a adoção de tecnologias digitais relacionadas à era da manufatura avançada.

A pesquisa considerou dez tecnologias, entre elas a automação com e sem sensores, adoção de MES (sistema de execução de manufatura, na sigla em inglês) e coleta, processamento e análise de grandes quantidades de dados (big data). O motivo de elencá-las tem tudo a ver com o cenário imaginário que criei no começo desse texto. Essas três tecnologias, combinadas, são a solução para que, no curto prazo, as pequenas e médias empresas de manufatura atinjam os benefícios da indústria 4.0.

A adoção de um sistema que integra o parque de máquinas ao ERP, caso do MES, permite o monitoramento de todo o processo de chão de fábrica em tempo real, sem esperar ocorrências acontecerem. Isso leva a uma série de vantagens, mas eu destacaria a redução de perdas com baixa produtividade, a garantia de produtos em conformidade com as normas técnicas e a precisão no controle de materiais.

Mas deixei o melhor para o final. O maior trunfo do MES é aperfeiçoar a OEE (eficiência geral do equipamento, na sigla em inglês) do parque de máquinas. O que isso quer dizer? Quer dizer que ele faz um diagnóstico de quanto a máquina é capaz de produzir (100%) e quanto ela está produzindo (vamos usar 55% de exemplo); e ajusta essa eficiência, identificando gargalos, acertando tempos de transição e levando a um melhor indicador de OEE (o máximo gira em torno de 85% – devido a pausas de manutenção, trocas de turno etc).

Aí você vai me perguntar: meu parque de máquinas tem muitos anos, tem como fazer essa automatização? E eu vou te responder que sim. Equipamentos mais antigos podem ser automatizados, desde que tenham CLP (Controlador Lógico Programável).

Já automatizamos a unidade fabril e a integramos ao ERP. Agora você pode passar a contar com tecnologias como a de identificação por radiofrequência (comumente chamada de RFID) para gerenciar dados de todo o ciclo de vida do seu produto, do momento do pedido até o pós-venda. Isso, além de dar informações que permitem um controle melhor de almoxarifado e até um atendimento mais rápido e personalizado no pós-venda, te traz para o mundo Big Data – em que você vai usar os dados, de forma estruturada, para tomar decisões estratégicas.

Para amarrar isso tudo, você ainda pode contar com um BPM (sistema de gerenciamento de processos do negócio). E essa é a última sigla que vou usar, mas uma das mais importantes para que o gestor de uma indústria sinta o benefício da Indústria 4.0 no dia a dia da empresa. Com o uso de uma plataforma de produtividade, além de ter acesso a um painel com todos os indicadores de gestão, é possível gerenciar e controlar documentos, suas revisões e aprovações; criar comunidades para projetos específicos; centralizar conhecimento; disponibilizar cursos, entre um mundo de outras possibilidades.

A última questão talvez seja a que você mais esperava ler. Quanto isso tudo vai me custar? Bom, isso vai depender do tamanho da sua empresa, da maturidade da sua gestão e do seu plano de negócios. Mas o que posso afirmar é que o investimento necessário nessas tecnologias para se ter mais produtividade se paga muito rapidamente com os benefícios diretos elencados acima e quando o faturamento passa a ser mais expressivo. E esse aumento virá, com certeza, quando a sua indústria for 4.0.

*Carlos Valle é diretor do segmento de Manufatura da TOTVS

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Especial: Logística Reversa – Lucila Cano – Cadeia de responsabilidades

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Especial: Logística Reversa – Lucila Cano – Cadeia de responsabilidades

24/12/2017 – A logística reversa é decorrência natural dos esforços para a implantação definitiva da lei de resíduos sólidos no país. De modo a extinguir o descarte de embalagens no meio ambiente, a logística reversa prevê que o fabricante de um produto se responsabilize pelo recolhimento da embalagem vazia, pós-consumo.

Assim, muitas embalagens poderiam ser reaproveitadas, reduzindo custos de fabricação. Outras seriam corretamente enviadas para reciclagem, garantindo a segurança ambiental e dos consumidores.

No ciclo da logística reversa, a responsabilidade compartilhada deve reger as relações entre os fabricantes e os usuários de defensivos agrícolas. Vazias, as embalagens de produtos químicos não podem ser descartadas de qualquer modo. Elas podem estar impregnadas de substâncias tóxicas lesivas à saúde.

O que parece muito simples, como o agricultor devolver a embalagem vazia para o fabricante, não funciona bem assim. É preciso montar toda uma estrutura para que esse processo tenha êxito. Por isso, a responsabilidade compartilhada também implica conhecimento compartilhado.

Ampliar a conscientização

Desde que os defensivos agrícolas passaram a ser utilizados em larga escala, algumas leis foram criadas para regulamentar o uso, mas sem abordar a destinação das embalagens desses produtos pós-consumo. Por desconhecimento dos efeitos nocivos que poderiam provocar ao meio ambiente, os agricultores queimavam, enterravam e até jogavam essas embalagens em rios e áreas a céu aberto.

A lei federal 9.974/00, de junho de 2000, regulamentada em 2002, atribuiu aos usuários de defensivos agrícolas a responsabilidade de devolver as embalagens vazias aos comerciantes, os quais, por sua vez, teriam que encaminhá-las aos fabricantes. Assim se formava uma cadeia de responsabilidades que acabou resultando na criação do Inpev, o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, em dezembro de 2001.

Atualmente, o instituto coordena o Sistema Campo Limpo de destinação de embalagens vazias de defensivos agrícolas e reúne mais de 100 empresas e nove entidades representativas da indústria do setor, distribuidores e agricultores.

Ampliar a conscientização de todos os envolvidos nessa cadeia de responsabilidades é uma das principais tarefas do Inpev. Tanto, que em 2008 o instituto criou o Dia Nacional do Campo Limpo, comemorado anualmente em outubro.

Nessa oportunidade, são divulgados os resultados da logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas no Brasil, de modo a promover o reconhecimento de todos os participantes do Sistema Campo Limpo. Não apenas fabricantes e agricultores, mas também revendas, cooperativas e poder público.

Tal ação formadora também se estende às escolas localizadas no entorno das unidades de recebimento de embalagens vazias.

210 mil alunos

Em 2015, o Programa de Educação Ambiental Campo Limpo teve a adesão de 1.872 escolas e atingiu quase 190 mil estudantes. Já em sua sétima edição, as inscrições recém-encerradas somaram mais de 2.000 escolas, o que representa aproximadamente seis mil salas de aula e cerca de 210 mil alunos.

Na prática, a ação educativa leva kits pedagógicos multidisciplinares a alunos de 4º e 5º anos do Ensino Fundamental. Os materiais incluem cartilhas, livro do professor e jogos educativos, para que o conceito de conservação ambiental seja transmitido aos estudantes de maneira lúdica.

Neste ano, o kit foi incrementado com um aplicativo para ser jogado em computadores, tendo por tema “Resíduos sólidos: responsabilidade compartilhada”. Mas isso não é tudo. O programa inclui ainda um concurso anual de desenho e redação, com etapas de premiação local e nacional.

A adesão das escolas é significativa para estender o conhecimento da responsabilidade compartilhada às famílias dos agricultores. Em matéria de educação ambiental, as crianças são multiplicadores imprescindíveis.

Homenagem a Engel Paschoal (7/11/1945 a 31/3/2010), jornalista e escritor, criador desta coluna.

*Lucila Cano é colunista especialista em temas relacionados ao 3º setor no hotsite UOL; assumiu a coluna em 9/4/2010.

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Especial: A Madeira Chilena – André Laroze – Certificação e Desenvolvimento Florestal

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Especial: A Madeira Chilena – André Laroze – Certificação e Desenvolvimento Florestal

20/12/2017 – A Certificação da Gestão Florestal Sustentável (SFM) é um instrumento que promove o desenvolvimento da silvicultura, informando os consumidores de que certos produtos são provenientes de florestas, cuja gestão cumpre os requisitos para o cuidado ambiental e responsabilidade social exigente. Tais requisitos são definidos no sistema de certificação de padrão MFS, por exemplo, PEFC e CERTFOR.

As empresas que optam por fazer a certificação assumem um compromisso com a gestão sustentável dos recursos florestais, expressa como um fator de diferenciação no mercado, melhorando a integração com as cadeias de fornecimento internacionais, como os clientes domésticos e procurando demonstrar, por meio de seus produtos, o seu interesse no ambiente. No Chile você pode reconhecer o rótulo PEFC em muitos produtos de madeira e papel, tais como móveis, embalagens, correspondência, brochuras, revistas, livros e material escolar.

Mas, além da importância que a certificação é para a comercialização de produtos, o principal é a sua contribuição para o desenvolvimento florestal. Aproximadamente 60% das plantações do país está certificada desde 2004, o que em matéria ambiental se manifesta em programas para a conservação de florestas nativas e áreas de alto valor ecológico, bem como ações para manter a produtividade do solo, a proteção de bacias hidrográficas e de qualidade da água.

Em termos de trabalho, foi regulamentada a execução dos contratos e condições de segurança no trabalho, além de uma qualidade de vida adequada para uma atividade que é realizada no campo. No âmbito social, a certificação requer uma relação com as comunidades locais com base em comunicação e participação, realização de treinamento e educação, a cooperação em projetos de desenvolvimento local e a proteção dos locais de interesse especial. Em relação às comunidades, a certificação se concentra em atender os compromissos assumidos em termos de direitos de utilização de propriedade e gestão de reivindicações de terras de floresta, promovendo soluções extrajudiciais sempre que possível.

As empresas certificadas também deve fazer acordos de transferência de tecnologia e de florestação quando as comunidades já receberam o pedido de terra do livre, prévio e informado ao longo das linhas da Convenção 169 da OIT.

Certamente que necessita para continuar elevando o nível de sustentabilidade do setor florestal nacional. Em particular, é necessário para evitar conflitos gerados pelo impacto das operações de grande escala, tendo em conta que 40 milhões de m3 por ano de colheita não caem do céu; para esta certificação que construiu mecanismos que suportam a melhoria contínua da gestão.

*André Laroze é PhD em Recursos Florestais e Secretário Executivo da CERTFOR.

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Especial: Energia – Luiz Eduardo F. do Amaral Osorio – Energia renovável é a resposta para dilema entre crescimento e emissões de CO2

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Especial: Energia – Luiz Eduardo F. do Amaral Osorio – Energia renovável é a resposta para dilema entre crescimento e emissões de CO2

19/12/2017 – O setor de energia desempenha um papel crucial para o desenvolvimento sustentável do planeta neste século. Em um momento de transição para uma economia de baixo carbono, o principal desafio será equilibrar a demanda crescente por energia com o uso racional dos recursos naturais e a redução das emissões de gases de efeito estufa. Até 2050, a Organização das Nações Unidas estima que dois terços da população global, ou 6,3 bilhões de pessoas, estarão vivendos em centros urbanos. Isso equivale a uma nova cidade com 1,4 milhão de habitantes a cada semana nos próximos 36 anos. Será preciso uma preparação para atender à expansão econômica liderada pelos países emergentes, cujo padrão de consumo é inferior ao das nações desenvolvidas, o que exigirá a adoção de novas soluções sustentáveis para as cidades do futuro.

Diante desse contexto, tornam-se ainda mais relevantes os investimentos em fontes limpas de energia e em eficiência energética. De acordo com relatório da Agência Internacional de Energia Renovável, se a participação dessas fontes fosse dobrada para 36% até 2030 no mix energético global, os gastos ambientais evitados poderiam chegar a US$ 4,2 trilhões. Para alcançar essa realidade, será preciso que os países coordenem seus marcos regulatórios e estimulem o ingresso dessas fontes alternativas em suas matrizes de energia.

No Brasil, onde a média de consumo de energia elétrica per capita está em 2,5 mil kWh por ano, bem abaixo dos 8,2 mil kWh por ano das nações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a matriz elétrica contrasta com boa parte do mundo. Mais de 80% da geração é oriunda de fontes limpas, com ênfase para as hidrelétricas, enquanto em boa parte do mundo o carvão é o principal insumo. Um destaque recente no País tem sido o forte crescimento, apesar de já ter uma matriz limpa, da participação das energias renováveis alternativas, como a eólica, a solar e a biomassa, que já respondem por cerca de 15% da oferta elétrica interna. Isso sinaliza que, à medida que o consumo per capita brasileiro avançar, essa expansão da demanda será atendida por fontes renováveis de energia.

De fato, o futuro brasileiro no campo das renováveis é promissor: em usinas eólicas, o País já é um dos dez maiores geradores do mundo, com 8,6 mil MW, e detém potencial considerável, com mais de 300 mil MW de capacidade podendo ser adicionados nos próximos anos, volume equivalente a 21 hidrelétricas de Itaipu; em solar, a Aneel, o regulador local do setor elétrico, prevê que, até 2024, quase 5 milhões de pessoas produzam sua própria energia. A fonte, cuja participação atual na matriz não chega a 0,1%, poderia responder por 3% em dez anos, sem considerar o imenso potencial para o uso residencial e industrial. Até 2050, o governo brasileiro estima que a geração solar distribuída possa alcançar até 118 mil MW.

O caminho adotado pelo Brasil tem sido o de conciliar a contratação de energia por meio de leilões com participação de agentes privados em que as fontes alternativas têm importante papel. Exemplo está nas usinas eólicas. Em 2004, foi criado o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa). Em 2009, estabeleceu-se um leilão anual com foco na contratação de usinas eólicas, para criar demanda firme à indústria fornecedora. O BNDES, banco de desenvolvimento local, passou a conceder empréstimos com juros mais baixos para aquisição de equipamentos com índice de nacionalização da produção superior a 60%.

Em 2009, o preço da energia eólica, que chegou a custar mais de US$ 57,08/MWh (US$ 1 = R$ 3,46) no início da década, despencou para US$ 39,07/MWh; atualmente, o preço está próximo ao patamar de algumas hidrelétricas. O Brasil contava com um fabricante de aerogeradores em 2004 e hoje conta com cerca de dez, com mais de 100 empresas participantes da cadeia produtiva eólica, muitas delas estrangeiras.

Dentro deste contexto global, a CPFL Energia aperfeiçoou, em 2009, o seu planejamento estratégico e reforçou a sustentabilidade em sua plataforma corporativa, priorizando investimento em fontes renováveis, inovação e uso inteligente dos recursos. Essa estratégia está suportada por investimentos em inovação e projetos de P&D direcionados às tecnologias verdes, como mobilidade elétrica. Esta é a nossa contribuição para que o País cumpra as suas metas no Acordo sobre Mudança Climática de Paris, quando se comprometeu, até 2030, a elevar de 10% para 23% o uso de energias renováveis alternativas na sua matriz elétrica.

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Especial: Coaching – Ingrid Schrijnemaekers – Somos todos parte do cardume

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Especial: Coaching – Ingrid Schrijnemaekers – Somos todos parte do cardume

14/12/2017 – Sentir que fazemos parte de um cardume pode ser uma sensação muito estranha. Recentemente ouvi uma headhunter dizer que ela não trabalha com cardumes. Achei aquilo um horror e perguntei para ela se só trabalhava com cardumes de CEOs. Em um mundo que caminha para uma economia mais colaborativa, será que tem espaço para pessoas arrogantes?

1. Queremos ser diferenciados – É muito engraçada como todos querem fazer parte de um grupo diferenciado, em qualquer setor na sociedade, observo mais de perto os grupos empresariais e religiosas. Com esta “diferenciação” acabamos esquecendo o que é fundamental, somos todos humanos. Podemos até dizer que somos todos cardumes, pode até haver cardume de salmão, cardume de atum e cardume de sardinhas, mas no final, não deixa de ser cardume.

2. Fora da turma – O problema principal é quando a pessoa se julga tão especial e já não faz mais parte do mundo corporativo. A pessoa se perdeu de seu cardume, tenta se “enturmar” em um novo cardume, e não consegue, se sente perdida. Da uma sensação de vazio, não é fácil.

3. Sem turma – Conheci, faz alguns anos, em um trabalho na Fundação Casa um professor que havia atuado em diferentes grupos do crime organizado. Ele disse que quando saiu do crime e quis voltar à sociedade ninguém o aceitou em um primeiro momento. Naquele instante ele não fazia parte de nenhum cardume. Segundo seu testemunho foi uma sensação horrível. O mais interessante é que ele escolheu ajudar os jovens que estavam em uma situação igual a dele, e aí sim posso dizer que somente ele que esteve do outro lado poderia ajudar alguém porque conhece o cardume. Aqui fica a questão da dificuldade de não ter a sensação de pertencimento em algum grupo.

4. Sentir-se superior – A arrogância por sua vez é uma questão oposta à de não fazer parte de um grupo. É fazer parte de um grupo, mas sentir-se superior, ou por causa do grupo ou por causa da posição ocupada.  A pergunta que coloco é como realizar um trabalho que seja diferenciado sem deixar que isto o afete? Será que é possível fazer algo sem sentir que você é aquilo que está fazendo? A mais difícil tarefa dos líderes, além de liderar é claro, é manter-se humilde em sua jornada diária.

5. Faça um autoavaliação – Proponho que você pare para avaliar de quantos grupos faz parte, se este grupo sente-se superior aos outros, e se você dentro do grupo sente-se superior as demais pessoas. O que você pode fazer para ajustar-se em uma posição menos arrogante? Será que tem grupos ou trabalhos menos arrogantes que possam absorver o seu talento? Proponho esta reflexão porque sei que muitas pessoas sentem-se desconfortáveis em uma posição de destaque porque não conseguem lidar com o assédio moral de sua importância, mesmo sabendo que é relativa.

Muitas vezes, uma vida mais simples pode ser mais saudável do que uma vida com tanto glamour. Mas com certeza esta é uma opção muito pessoal. Lembre-se: somos cardume, independentemente do grupo. 

* Ingrid Schrijnemaekers é consultora internacional de Gestão de Mudanças com foco em Planejamento, Cultura Organizacional e Valores. Brasileira/Holandesa, Administradora de Empresas pela PUC-SP, foi professora de Marketing do Mackenzie e de Gestão de Pessoas no MBA da FGV. Trabalhos realizados na Argentina, em Angola, nos EUA e Canadá. www.vahlor.com.

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Especial: Coaching – Maraísa Lima – Por que um bom líder deve ser um bom comunicador?

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Especial: Coaching – Maraísa Lima – Por que um bom líder deve ser um bom comunicador?

Liderança é comunicar o valor e o potencial das pessoas tão claramente que elas mesmas possam vê-los em si” – Stephen R. Cove

12/12/2017 – Ao longo dos anos, ouvimos histórias de pessoas que arrebataram multidões com discursos, cartas e ideias. Sem fazer uma longa busca, vem à memória nomes como Abraham Lincoln, Martin Luther King, Barack Obama, Nelson Mandela, Papa Francisco e Jesus de Nazaré. Mas o que esses homens têm em comum?

James Humes, o ex-redator presidenciável que escreveu discursos dos não menos notáveis Eisenhower, Nixon, Ford e Reagan, nos indica o ponto de partida para responder a questão ao afirmar que “a arte da comunicação é a linguagem da liderança”.

Mesmo sem aprofundar na biografia desses grandes líderes, podemos elencar pelo menos três razões que explicam por que a capacidade de comunicação se tornou um elemento decisivo para o sucesso de sua liderança:

1 – Conhecem o seu interlocutor: o pastor Martin Luther King se tornou um ícone na luta pelos direitos civis negros, nos EUA no século passado, por conhecer exatamente as dores e necessidades das pessoas para as quais pregava suas ideias e pela maneira segura como se expressava diante desse público. No dia 28 de agosto de 1963, data de seu lendário discurso, palavras como “segregação”, “discriminação”, “liberdade”, “felicidade”, “justiça” e “sonho” representaram a realidade e o anseio de seus milhares de seguidores.

2 – Tocam a mente e o coração das pessoas: grandes líderes conseguem se colocar no lugar do outro e compreendem que tipo de mensagem cria uma conexão emocional e também lógica com as pessoas. Ouvem de maneira tão genuína que são capazes de direcionar a sua comunicação com muita facilidade. No livro “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, Dale Carnegie nos lembra que para despertar o interesse de uma pessoa é preciso falar sobre assuntos de seu interesse. Era o que fazia Abraham Lincoln quando recebia convidados em sua casa ou enquanto liderava a nação estadunidense em um dos momentos mais conflituosos de sua história, a guerra civil.

3 – Sabem vender uma ideia e engajar pessoas: com uma oratória altamente desenvolvida, são articulados, usam de palavras conhecidas e tocantes, além de terem uma alta capacidade de persuasão. Jesus Cristo discursou para ricos e pobres sobre temas polêmicos e conseguiu ser compreendido por fazer uso, por exemplo, do recurso de parábolas, metáforas e comparações. Tinha a habilidade de mostrar que era possível sair de uma condição atual desfavorável para um estado futuro desejado. Com isso, conseguia motivar seus seguidores a acreditar que nada era impossível.

De um modo geral, a finalidade da comunicação é produzir uma reação no interlocutor. Num exemplo simples, podemos observar um feedback (“retorno”) do receptor em relação à compreensão de um e-mail. Num outro extremo, essa reação pode ser o engajamento de um colaborador com a entrega de metas numa organização. Mas como conseguir esse retorno das pessoas? Por meio da comunicação consciente que envolva ações planejadas e constantes!

Por fim, vale a pena resumir aquilo que consideramos mais importante para que “a arte da comunicação” seja a linguagem da liderança: conhecer o público-alvo a fundo, compreender suas dores e necessidades, se conectar emocionalmente ao receptor por meio de uma linguagem acessível e assuntos de seu interesse, buscar informações relevantes, ter um posicionamento seguro e entender o ponto de vista do outro.

Maraísa Lima é jornalista, especialista em Marketing, Comunicação Empresarial e professora do curso de aperfeiçoamento profissional “Comunicação Organizacional para Liderança Assertiva” no Instituto de Pós-Graduação e Graduação (IPOG), ipog.edu.br.

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Especial: Setor Público – Carolina Modesto e Backer Ribeiro – Reorganização escolar e aumento das tarifas de ônibus: a crise da falta de diálogo

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Especial: Setor Público – Carolina Modesto e Backer Ribeiro – Reorganização escolar e aumento das tarifas de ônibus: a crise da falta de diálogo

11/12/2017 – Vivemos em um tempo de contato intenso e permanente onde a comunicação nos acompanha 24h por dia e guia todas as nossas relações. No entanto, vivemos também uma época perigosa em que a superficialidade das relações humanas domina nosso dia a dia. É impressionante como o diálogo efetivo, que escuta, cria soluções e não ignora, ainda é negligenciado por grande parte de nossos governantes na aplicação de políticas públicas que passam por uma condução errônea, ou inexistente, da comunicação com a sociedade civil. A falta de diálogo e empatia está nos levando a falência do sistema público.

Um exemplo de comunicação inexistente foi quando no final do ano passado estudantes ocuparam as escolas públicas em São Paulo contra o projeto de reorganização do governo Alckmin. Esse ato de protesto nada mais foi do que um clamor por voz, um desejo de ser ouvido e consultado frente a uma decisão de tamanho impacto e relevância na vida de cada estudante.

Não convém discutir aqui a boa intenção ou a qualidade do programa proposto, mas sim, a inexistência de consultas públicas aos cidadãos mais impactados por este projeto como: estudantes, pais, professores e gestores das escolas. As ocupações foram legítimas e lideradas por jovens cidadãos (também não pretendemos tocar em méritos políticos de outras possíveis lideranças que se uniram a causa), os quais simplesmente foram “avisados” que as suas escolas seriam fechadas. Ponto. O novo secretário, José Renato Nalini, promete diálogo. Mas, só agora?

Vemos com este exemplo uma crise causada por falta de proximidade com as pessoas, falta de “sola no pé” andando nas ruas e não somente em ciclovias. O planejamento procedente da consulta popular, baseada em conversas, em olho no olho, em compaixão com o próximo é indiscutivelmente rica e real. Sim, ela vem do mundo real e se propõem a servir pessoas reais. Os manuais de planejamento chamam essa etapa de “Pesquisa e diagnóstico”, mas também pode ser chamada de “Etapa de humanização”.

Outro exemplo é o descontentamento do cidadão frente ao recente aumento da tarifa de ônibus em São Paulo. Muitos protestos vêm sendo realizados e liderados, principalmente, pelo movimento Passe Livre, que tem como objetivo conseguir a revogação do aumento. Não cabe, no momento, discutir os aumentos pelo prisma da má gestão financeira da máquina pública, escândalos de corrupção e inflação, já que este aumento já está pensando no bolso dos brasileiros. Mas sim, se focar nos porquês desse aumento, onde esse dinheiro será aplicado e acima de tudo, onde o investimento retorna para o cidadão na forma de melhoria e qualidade. Outro ponto chave é justamente se houve qualquer tipo de consulta ou diálogo com o cidadão antes e durante essas mudanças, em vias de validar ações com real retorno do dinheiro público para o público.

Agora tudo é “por causa da crise”. A justificativa da moda é a crise. Porém, a população não foi informada a respeito dos repasses que seriam feitos em vista do aumento das tarifas, por exemplo. Haverá mais obras para melhoria do transporte público? Mais ônibus serão colocados nas ruas? Nunca visualizamos e experimentamos em nosso dia a dia aquele tão sonhado conformismo que diria “Pagamos caro, mas não podemos reclamar, temos um serviço de transporte digno e de qualidade”.

Estes são apenas dois exemplos emblemáticos que ilustram um cenário de crise institucional e política causados, em grande parte, por tomadas de decisões unilaterais e falta do bom e velho diálogo. Vivemos um cenário onde falta tudo: perguntas, interesse em ouvir o outro lado e defender o bem-estar do outro. Acima de tudo falta a compreensão e compaixão. Kailash Satyarthi, ganhador do prêmio Nobel da Paz 2014, nos questiona nesse sentido: “Como podemos falar que somos civilizados se não prestamos atenção nisso?”. E ainda indaga “Em que tipo de mundo estamos vivendo?” E assim, complementamos: “Como não prestar atenção no que dizem as pessoas que os elegeram como seus representantes oficiais?”.

Portanto, se queremos formar e empoderar jovens críticos e atuantes em suas realidades, falemos com esses jovens para que eles amadureçam com inteligência e compaixão. Que eles possam chegar as suas escolas, sem medo de ver portões fechados, por meio de transportes públicos dignos do preço monetário cobrado. Desse modo, muito mais do que sola de sapato gastos, nossos representantes ganharão o grande prêmio Nobel do cumprimento de seus deveres. É isso o que a Communità Socioambiental acredita. Só por meio de um processo de comunicação e relacionamento as diferenças e interesses podem ser equilibrados.

Carolina Modesto e Backer Ribeiro são relações públicas e associados da Communità Comunicação Socioambiental.

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