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BB Investimentos vê forte demanda internacional para celulose

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BB Investimentos vê forte demanda internacional para celulose

Em uma análise sobre o setor de papel e celulose, o BB Investimentos mostra otimismo com a indústria, principalmente devido à forte demanda na Europa e na China, especialmente para celulose de fibra curta.

O fenômeno se explica devido às novas ofertas de papel vindo do mercado.

Os analistas do banco destacam que o spread entre fibras NBSK e BHKP também chegaram a níveis bem altos e devem contribuir para aumentos de preços para a fibra curta no curto prazo.

Além disso o dólar mais forte deve continuar a afetar positivamente as receitas das empresas.

Já para papel, com os preços de celulose em alta, há espaço para aumentos de preços de papel também.

Diante disso, o BB-BI espera forte demanda, especialmente no mercado interno, com demanda de caixas de papelão e tissue liderando o movimento, contanto que a economia local mantenha a rota de crescimento.

O banco ressalta que em junho, as empresas e o mercado trabalharam duro para recuperar as perdas de maio, resultantes da greve dos caminhoneiros.

Os analistas enxergaram maiores volumes vendidos e melhores níveis de produção em quase toda a cadeia, o que beneficiou a performance das companhias.

Outro ponto positivo para o mês ficou por conta da valorização do dólar ante o real, impulsionando as receitas com exportações.

Uma vez mais, na visão do banco, a Suzano (SUZB3) foi o destaque positivo do mês, subindo 5,0% m/m, contra uma queda do Ibovespa de 10,9% m/m.

A aquisição da Fibria (FIBR3) conquistou um passo importante, com as autoridades nos EUA autorizando o processo sem ressalvas.

Com relação aos preços de celulose, a tendência de alta tem arrefecido.

Não obstante, com a demanda ainda forte, alguns players internacionais já anunciaram aumentos de preços para este mês (julho).

O BB-BI vê certa resistência, apesar dos fundamentos continuarem a favor do setor.

Na Europa e na China, os preços de BHKP ficaram em USD 1.050/t e USD 769/t, respectivamente, sem alterações nas últimas quatro semanas.

Já em relação à NBSK, houve um aumento de 1,6% no mesmo período.

O spread entre NBSK e BHKP também subiu, alcançando USD 150/t, próximo aos níveis de 2014, o que abre espaço para aumentos de preços para a fibra curta.

Os embarques globais em maio somaram 4,2Mt, uma alta de 2,0% a/a, com celulose de fibra curta subindo 7,1% m/m e 3,3% a/a.

Em maio, de acordo com a Ibá, a produção brasileira de celulose chegou a 1.576 kton, queda de 4.9% comparado a maio/17, ainda reflexo da greve dos caminhoneiros que afetou a economia do país no período.

As exportações, por outro lado, subiram 8,8% a/a, para 1.238 kton.

Durante o mês, a China respondeu por 40% do total exportado, seguido pela Europa com 33%.

Já para o segmento de papel, a produção também foi afetada negativamente pela greve e caiu 11% a/a, para 763 kton.

Papéis de embalagem e cartão foram os mais afetados, caindo 14,6% a/a e 16,4% a/a, respectivamente. Considerando 2018, a produção foi estável, em 4.216 kton.

Fonte: MoneyTimes

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