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Fontes limpas retomam competitividade em setembro, no mercado livre de energia

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Fontes limpas retomam competitividade em setembro, no mercado livre de energia

A FDR Energia, empresa de geração e comercialização de eletricidade, acaba de divulgar o Índice Nacional de Atratividade do Mercado Livre para Fontes Limpas de Energia do mês de setembro.

O índice apresentou uma retomada na competitividade das fontes limpas no mercado livre de energia brasileiro, com a média de “0,535”, um aumento de 5% em relação a agosto, que registrou nota “0,507”.

De acordo com o levantamento, Tocantins continua na liderança do ranking com a média “0,624”.

Na segunda posição, permanece o Pará, com “0,614”, seguido por Espírito Santo, com “0,602”.

Na quarta posição, ficou o estado de Goiás, com “0,600”.

Médias acima de “0,6” indicam uma boa viabilidade para o consumidor migrar do mercado cativo para o Ambiente de Contratação Livre.

O estado do Rio de Janeiro ficou em quinto lugar, com a média “0,599” e chegou bem perto desta classificação.

Na lanterna do ranking, permanece o Amapá, com nota “0,373”, o único a apresentar baixa atratividade.

“O resultado de setembro foi o melhor desde abril de 2018, sobretudo, impulsionado pelo aumento das tarifas de energia no mercado cativo”, explica Erick Azevedo, sócio diretor da FDR Energia e coordenador do estudo.

O índice, tal qual o modelo do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU), é calculado em um intervalo de “0,000” (para a menor atratividade) e “1,000” para a maior atratividade.

No Índice Nacional de Atratividade do Mercado Livre para Fontes Limpas de Energia, pode-se considerar que valores abaixo de 0,4 são tidos como inviáveis financeiramente para migração para o ACL.

Entre 0,4 e 0,6 como viabilidade moderada, entre 0,6 e 0,8, de boa viabilidade e acima de 0,8, com alta viabilidade.

O índice foi calculado com base no preço médio comercializado no mercado livre entre as fontes incentivadas (energia proveniente de Pequenas Centrais Hidrelétricas e usinas eólicas, solares e de biomassa) comparadas com as tarifas de distribuidoras que representam 98% do mercado cativo brasileiro.

VEJA O RANKING COMPLETO DO MÊS DE SETEMBRO

Da redação

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Alta nas tarifas de energia eleva interesse dos consumidores em gerar a própria energia

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Alta nas tarifas de energia eleva interesse dos consumidores em gerar a própria energia

Os aumentos constantes nas tarifas de energia no País têm levado muitos consumidores a buscar na energia solar uma alternativa para redução de custos.

Segundo levantamento exclusivo do Portal Solar, maior marketplace no Brasil em geração distribuída, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – regiões que tiveram um dos maiores aumentos nas contas de luz –  lideram o interesse em gerar a própria energia.

O estudo, feito com base nos 2 milhões de acessos no Portal no primeiro semestre deste ano, traz o ranking dos dez estados brasileiros com maior nível de interesse em adquirir sistemas fotovoltaicos para residências, comércios e indústrias.

Os consumidores de São Paulo estão na liderança do ranking, com 23,23% das cotações no Portal Solar, seguidos por Minas Gerais, com 11,83%, e Rio de Janeiro, com 11,13% (veja ranking abaixo).

Para Rodolfo Meyer, CEO do Portal Solar, a densidade demográfica, as altas tarifas das distribuidoras e a boa radiação solar justificam as posições ocupadas por esses estados.

“O que antes era motivado por questões ideológicas e ambientais, hoje o crescimento da energia solar na geração distribuída é impulsionado, sobretudo, pelo viés econômico-financeiro, já que a tarifa no Brasil tem se tornado um grande obstáculo para a competitividade do setor produtivo e para a renda das famílias”, explica.

Atualmente, o mercado de energia solar fotovoltaica já oferece opções de financiamentos para a aquisição desses equipamentos.

O Portal Solar, em parceria com o Banco Votorantim, viabiliza a compra e instalação de sistemas orçados entre 5 mil e 500 mil reais, com parcelas que variam de 12 a 60 vezes.

O financiamento é voltado para pessoas físicas e empresas.

“Com um retorno de 16% a 25%, o consumidor começa a entender que a energia solar dá mais retorno que aluguel, poupança e CDB”, conclui Meyer.

Ranking dos estados com maior interesse pela energia solar

1. São Paulo 23,23%
2. Rio de Janeiro 11,13%
3. Minas Gerais 11,83%
4. R. Grande Sul 6,99%
5. Paraná 6,28%
6. Bahia 5,10%
7. Sta Catarina 4,34%
8. Ceará 4,16%
9. Pernambuco 3,22%
10. Goiás 3,40%

Fonte: Portal Solar

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Estudo mostra que fonte solar fotovoltaica pode aliviar impacto de termelétricas fósseis

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Estudo mostra que fonte solar fotovoltaica pode aliviar impacto de termelétricas fósseis

A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) identificou oportunidade de redução da conta de luz dos consumidores brasileiros, por meio da contratação da fonte solar fotovoltaica em novos leilões de energia do Governo Federal, como forma de aliviar a pressão sobre os recursos hídricos, reduzir os recorrentes despachos de usinas termelétricas fósseis e reduzir as emissões de gases de efeito estufa do País.

Segundo estudo da entidade, os brasileiros poderiam ser beneficiados com uma economia de entre R$ 2 e 7 bilhões nas contas de luz em menos de cinco anos, via complementação da matriz elétrica brasileira com a fonte solar fotovoltaica, especialmente no subsistema elétrico da região Nordeste, região mais afetada pela seca e pela falta de disponibilidade de recursos hídricos para operação das hidrelétricas da região.

A medida evitaria, também, a liberação de entre 15,4 e 17,9 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera no mesmo período, contribuindo para o cumprimento dos compromissos brasileiros de redução de emissões de gases de efeito estufa, assumidos junto ao Acordo de Paris.

O presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk, recomendou um debate aprofundado com relação à recente proposta divulgada pelo Ministério de Minas e Energia de contratar novas termelétricas fósseis a gás natural para o atendimento da região Nordeste.

“Porque trocar termelétricas antigas por outras termelétricas, quando poderíamos estar substituindo as termelétricas fósseis por usinas baseadas em renováveis, a preços menores? Temos um imenso potencial renovável subutilizado e que reduziria não apenas os custos financeiros, mas também os custos ambientais, de poluição e de gases de efeito estufa, de uma maneira muito mais efetiva e contundente. Outros países do mundo já começam a contratar renováveis com armazenamento para fins de segurança energética, com preços competitivos e sem emissões de gases de efeito estufa”, questiona Koloszuk.

O trabalho técnico identificou déficit estrutural de garantia física na matriz elétrica brasileira, ou seja, a necessidade de complementar a geração de energia elétrica, como medida de segurança de suprimento, para atender a projeção de demanda presente e futura.

Nos últimos anos, tal complementação tem sido realizada através do acionamento recorrente de termelétricas emergenciais, de custo mais elevado e com emissões de gases de efeito estufa, com consequente repasse destes custos à população. Isso contribui para os aumentos tarifários muito superiores à inflação repassados aos consumidores desde 2013.

“O parque gerador da matriz elétrica brasileira precisa ser robusto o suficiente para atender a demanda projetada, mesmo em cenários adversos, durante períodos de estiagem, e com margem de segurança capaz de assegurar o suprimento e minimizar o risco de déficit, ou seja, de apagões para a população. A fonte solar fotovoltaica pode ser parte estratégica desta solução, sendo uma fonte competitiva e de rápida implantação”, esclarece o presidente executivo da ABSOLAR, Dr. Rodrigo Sauaia.

As termelétricas mais caras do País foram reativadas nos últimos anos como uma medida de segurança de suprimento, por conta da severa crise hídrica que diminuiu a capacidade de geração de energia elétrica das hidrelétricas.

Esta medida foi retomada em 2018, levando o País a estabelecer, por meses consecutivos, a “bandeira tarifária vermelha nível 2”, maior patamar de tarifa previsto no setor e que indica elevação no uso de termelétricas fósseis onerosas para suprir a demanda brasileira.

Como resultado desta medida, que visa evitar um novo apagão, os consumidores brasileiros terão de pagar uma conta extra que já soma centenas de milhões de reais para cobrir os custos mensais de operação das usinas fósseis emergenciais em operação.

Para aliviar os custos sobre a sociedade brasileira, o estudo da ABSOLAR aponta que existem formas de superar estes desafios econômicos e ambientais: diversificando a matriz elétrica nacional, com a expansão de fontes renováveis competitivas, a exemplo da fonte solar fotovoltaica, capaz de produzir mais energia elétrica justamente em períodos de pouca chuva e sol intenso.

“A ampliação planejada da fonte solar fotovoltaica na matriz elétrica brasileira contribuiria significativamente para reduzir o acionamento das termelétricas fósseis mais onerosas ao país, diminuindo custos aos consumidores, reduzindo emissões de gases de efeito estufa e aliviando a pressão sobre os recursos hídricos na geração de energia elétrica. Simultaneamente, a medida promoveria a geração de empregos locais qualificados, proporcionando ganhos de renda para a população e contribuindo para a retomada da economia nacional” destaca Sauaia.

Da redação

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Ideias para uso do carvão vegetal terão financiamento de até R$ 2 milhões

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Ideias para uso do carvão vegetal terão financiamento de até R$ 2 milhões

Estão abertas, a partir desta segunda-feira, 10, as inscrições para o “Desafio Carvão Vegetal Sustentável”, que vai selecionar projetos de inovação com soluções para otimizar os finos de carvão vegetal na cadeia de produção do aço da ArcelorMittal Brasil.

A chamada faz parte do Edital de Inovação para a Indústria, iniciativa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), do Serviço Social da Indústria (SESI) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

A ideia é que as empresas desenvolvam soluções em, pelo menos, uma das frentes: atuação nas variáveis do processo para redução da geração de finos; aumento da confiabilidade na medição de finos; e uso dos finos para a criação de coprodutos de maior valor agregado.

Os finos são um coproduto indesejado da produção do aço e que é originado da degradação do carvão vegetal ao longo do processo até o abastecimento dos alto-fornos.

Durante a produção, manuseio e o transporte do carvão vegetal, o produto sofre degradações físicas que acarretam a geração de partículas finas.

Essas partículas, denominadas finos de carvão, representam perdas para o processo, pois atualmente não é possível utilizá-las nos alto-fornos e elas são revendidas como um resíduo de menor valor agregado.

A cada 100t de carvão vegetal produzido, são gerados cerca de 30t de finos, o que representa uma grande perda econômica com impactos sobre o meio ambiente.

SELEÇÃO

Um comitê de avaliação, composto por especialistas da ArcelorMittal Brasil e do SENAI, fará a seleção das ideias de até oito startups.

Cada proposta receberá o valor máximo de R$ 250 mil e deverá ser desenvolvido em até seis meses.

Os interessados podem se inscrever até 15 de outubro no site desafioarcelormittal.com.br.

Todas as informações sobre o Edital, critérios para participação e regulamento completo podem ser consultados no mesmo endereço.

Rodrigo Carazolli, gerente-geral de Inovação e Desenvolvimento de Novos Negócios da ArcelorMittal Aços Longos, explica que o desafio visa contribuir para a perenidade do negócio e ganhos de sustentabilidade.

“Os finos de carvão representam um desperdício não somente para a companhia, mas também para o meio ambiente, pois elevam o custo de produção do ferro-gusa, geram perda de competitividade, impactos ambientais, perda de performance e riscos operacionais nos alto-fornos”, diz ele.

O desafio proposto pela ArcelorMittal é uma das primeiras iniciativas a serem lançadas pelo Açolab, espaço de inovação criado pela companhia em julho.

O espaço receberá startups, clientes, parceiros, representantes do meio acadêmico e profissionais da empresa envolvidos no desenvolvimento dos projetos.

“É um passo importante na busca por estimular ideias inovadoras no setor do aço e em sua cadeia de valor. Não existe nenhuma experiência similar ao Açolab nos 60 países de atuação do Grupo ArcelorMittal”, completa Carazolli.

Na edição 2018 do Edital de Inovação para a Indústria, estão disponíveis R$ 55 milhões, em cinco categorias, para financiar o desenvolvimento de soluções inovadoras para a indústria brasileira, sejam novos produtos, processos ou serviços de caráter inovador, incremental ou radical.

A seleção dos projetos é feita com base em critérios como potencial de inovação e de comercialização do produto ou do processo.

Além do fomento, as instituições oferecem apoio na forma de infraestrutura para desenvolver as propostas selecionadas por meio dos Institutos SENAI de Inovação e dos Institutos SENAI de Tecnologia.

A chamada da ArcelorMittal Brasil faz parte da categoria Empreendedorismo Industrial – Inovação na Cadeia de Valor, que busca estimular a conexão entre grandes indústrias e startups, micro e pequenas empresas.

“Quanto mais complexo o desafio, mais criativa tem de ser a solução. E as startups têm essa capacidade”, avalia o gerente-executivo de Inovação e Tecnologia do SENAI, Marcelo Prim.

“Temos comprovado em outras chamadas do Edital de Inovação para a Indústria que isso é possível. Sempre nos surpreendemos positivamente com os resultados, principalmente no método das startups de resolver o problema”, completa.

O gerente de Inovação do Sebrae, Célio Cabral, destaca a importância da participação de pequenas empresas nesse mercado.

“A cadeia produtiva do carvão vegetal é complexa e abre oportunidades para negócios de diversos segmentos, como biotecnologia, automação industrial, logística e IOT. Além disso, o desafio confirma uma tendência de abertura à inovação por parte de grandes empresas consolidadas em mercados tradicionais.

Por isso, os pequenos negócios, em especial startups, precisam enxergar a chamada como um primeiro passo que viabiliza a aproximação com um mercado de alto potencial de escalabilidade”, explica ele.

Fonte: SEGS

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Brasil recebe incentivos para financiamentos em energia solar

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Brasil recebe incentivos para financiamentos em energia solar

O Ministério da Integração Nacional anunciou, em meados de junho de 2018, mais de R$ 3 bilhões para projetos de geração de energia solar com o objetivo de impulsionar o setor.

O Brasil apresenta um grande potencial e de acordo coma Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), até 2024, cerca de 1,2 milhão de geradores de energia solar deverão ser instalados em casas e empresas no país, representando 15% da matriz energética brasileira e até o ano 2030 o mercado de energia fotovoltaica deverá movimentar cerca de R$ 100 bilhões.

De acordo com pesquisa publicada pelo DataFolha, em 2016, cerca de 80% da população nacional quer energia solar fotovoltaica em suas casas, desde que tenha acesso a financiamento competitivo.

Segundo a diretora executiva da Fronius, Monalisa Gomes hoje existem várias linhas de financiamentos para energia solar no Brasil destinadas às pessoas físicas e jurídicas, o que proporciona grandes oportunidades de obterem o sistema fotovoltaico.

“O mercado continua em expansão com um ritmo de crescimento exponencial; novos perfis de clientes residenciais almejam os benefícios da própria instalação solar; grandes grupos de consumidores comerciais estão analisando seriamente a adesão; a indústria e o agronegócio aumentaram seu interesse em energia limpa e sustentável”, comenta.

Para Gomes o Brasil possui todas as condições geográficas e climáticas para as diversas aplicações das tecnologias de produção de energia fotovoltaica.’

Com o prazo de pagamento para até oito anos e possibilidade de financiar 100% do valor do projeto, as taxas anuais estão estimadas em 5,43% para as regiões Norte e Nordeste e 6,40% para o Centro-Oeste.

No entanto, essa medida não chega aos estados do Sul e do Sudeste, visto que os recursos do financiamento vêm dos fundos constitucionais destinados ao desenvolvimento socioeconômico destas regiões.

Novas oportunidades

Há poucos meses, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou o financiamento para pessoas físicas no qual contempla a instalação de placas fotovoltaicas, aero geradores, geradores a biogás e equipamentos necessários.

Pessoas jurídicas também têm direito ao crédito com as mesmas condições, exceto empresas com renda anual superior a R$ 90 milhões.

A mudança ocorre no âmbito do subprograma Máquinas e Equipamentos Eficientes, do Fundo Clima, um dos instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima destinado a apoiar a implantação de empreendimentos, aquisição de máquinas e equipamentos e o desenvolvimento tecnológico relacionados à redução de emissões de gases do efeito estufa e à adaptação às mudanças do clima.

Parcerias limpas

Recentemente, a plataforma digital Portal Solar em parceria com o Banco Votorantim (BV) lançou um produto de financiamento específico para energia solar fotovoltaica. A linha é destinada para pessoas física e jurídica que queiram adquirir um gerador de energia solar de até R$ 500.000,00.

Os prazos vão de 12 a 60 meses para pagamento, sem a necessidade de entrada e com carência de até 60 dias.

As taxas variam de 1,48% a 1,78% e existe a possibilidade de compor renda para aplicar para o financiamento, ou seja, é possível juntar a renda de mais de uma pessoa para que o limite financeiro seja maior.

Segundo o executivo do Portal Solar, Rodolfo Meyer, “40% das empresas apontavam uma carência de linhas competitivas e fáceis de operar. E a parceria com o Banco Votorantim foi de extrema relevância para explorar com mais assertividade este mercado” conta.

Mais de 300 projetos são vendidos através do Portal Solar mensalmente, sendo que os inversores da Fronius representam 35% deste volume, tornando uma parceria muito importante.

“Confio na empresa pois possuem qualidade comprovada em diversos países no mundo. Foi pioneira no mercado fotovoltaico no Brasil e é a marca de inversores mais conhecida entre as empresas do setor em território brasileiro”, enfatiza.

Da redação

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Energia solar fotovoltaica atinge nova marca de 350 MW no Brasil

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Energia solar fotovoltaica atinge nova marca de 350 MW no Brasil

O Brasil acaba de atingir a nova marca de 350 megawatts (MW) de potência instalada em sistemas de microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica em residências, comércios, indústrias, produtores rurais e prédios públicos.

Energia solar fotovoltaica

Segundo mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a fonte solar fotovoltaica, baseada na conversão direta da radiação solar em energia elétrica de forma renovável, limpa e sustentável, lidera com folga o segmento de microgeração e minigeração distribuída, com mais de 99,4% das instalações do País.

Em número de sistemas instalados, os consumidores residenciais estão no topo da lista, representando 76,7% do total.

Em seguida, aparecem as empresas dos setores de comércio e serviços (16,1%), consumidores rurais (3,8%), indústrias (2,5%), poder público (0,8%) e outros tipos, como serviços públicos (0,1%) e iluminação pública (0,01%).

Em potência instalada, os consumidores dos setores de comércio e serviços lideram o uso da energia solar fotovoltaica, com 43,3% da potência instalada no País, seguidos de perto por consumidores residenciais (37,4%), indústrias (9,2%), consumidores rurais (6,5%), poder público (3,3%) e outros tipos, como serviços públicos (0,4%) e iluminação pública (0,02%).

De acordo com a entidade, o Brasil possui hoje 37.107 sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, trazendo economia e sustentabilidade ambiental a 44.727 unidades consumidoras, somando mais de R$ 2,5 bilhões em investimentos acumulados desde 2012, distribuídos ao redor de todas as regiões do País.

Energia solar fotovoltaica

O presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk, ressalta que o crescimento da microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica é impulsionado por três fatores principais: (i) a forte redução de mais de 75% no preço da energia solar fotovoltaica ao longo da última década; (ii) o forte aumento nas tarifas de energia elétrica dos consumidores brasileiros, pressionando o orçamento de famílias e empresas; e (iii) o aumento no protagonismo e na responsabilidade socioambiental dos consumidores, cada vez mais dispostos a economizar dinheiro ajudando, simultaneamente, a preservação do meio ambiente.

“Celebramos com otimismo este avanço para a fonte solar fotovoltaica no Brasil, com a certeza de que teremos um forte crescimento do setor nos próximos anos e décadas”.

“O Brasil possui mais de 82 milhões de unidades consumidoras e um interesse crescente da população, das empresas e também dos gestores públicos em aproveitar seus telhados, fachadas e coberturas para gerar energia renovável localmente a partir do sol, economizando dinheiro e contribuindo na prática para a construção de um país mais sustentável e com mais empregos locais e qualificados”, comenta Koloszuk.

Para o CEO da ABSOLAR, Dr. Rodrigo Sauaia, o Brasil tem excelente recurso solar e possui condições privilegiadas para se tornar uma liderança mundial na área.

Levantamento realizado pelo Ibope Inteligência em 2018 apontou que 9 em cada 10 brasileiros quer gerar energia renovável em casa.

“Além disso, pesquisas realizadas pelo Ibope Inteligência em 2018 e 2017, pelo Datafolha em 2016 e pelo DataSenado em 2015 comprovaram que a fonte solar fotovoltaica conta com amplo apoio de mais de 85% da população brasileira”, ressalta Sauaia.

Ranking Nacional Solar Fotovoltaico

Para acompanhar de perto a evolução da microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica nos estados brasileiros, a ABSOLAR desenvolveu um Ranking Nacional Solar Fotovoltaico, que compara as potências instaladas em cada unidade da Federação.

Atualmente, o Estado de Minas Gerais lidera o ranking nacional, com 22,10% da potência instalada no País, seguido pelo Rio Grande do Sul (14,16%), São Paulo (12,63%), Santa Catarina (7,09%) e Paraná (5,43%).

Energia solar fotovoltaica

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Unica reclama da baixa contratação da biomassa nos leilões

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Unica reclama da baixa contratação da biomassa nos leilões

Durante o III Congresso Internacional de Biomassa (CIBIO), evento internacional realizado esta semana em Curitiba (PR), o gerente em Bioeletricidade da União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica), Zilmar de Souza, falou sobre a baixa comercialização da bioeletricidade nos últimos leilões regulados e a falta de diferenciação entre energias limpas e poluentes nos critérios de contratação.

No último dia 31 de agosto, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) promoveu o leilão A-6/2018, para atendimento ao mercado das distribuidoras a partir de 2024. Ao fim da disputa, o setor sucroenergético, que havia cadastrado 25 projetos, totalizando 1.040 MW, vendeu apenas dois, o que representará o incremento de 28,5 MW.

Para o especialista, esta baixa comercialização pode colocar em xeque o alcance das metas indicadas para a bioeletricidade canavieira no Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2026).

O documento elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) prevê que contratação da capacidade instalada por esta biomassa deverá ser de 1.868 MW entre 2021 a 2024.

“Até o momento, o ambiente regulado [leilões], que ainda é a principal porta de entrada para a indústria da cana no setor elétrico, contribuiu com apenas 20% da expansão indicada até 2024 para a indústria sucroenergética no PDE. Mesmo desconsiderando uma expansão via mercado livre, a baixa contratação nos últimos leilões mostra que precisamos redesenhar o modelo e a forma de participação da biomassa nos certames. Isso é fundamental para estarmos aderentes ao planejamento do segmento elétrico”, comenta o executivo da Unica.

Zilmar espera que os próximos leilões regulados consigam evoluir para, no mínimo, a criação de um produto específico para a bioeletricidade produzida da cana, ou mesmo leilões regionais e específicos para esta fonte e o biogás.

Segundo ele, separar a bioeletricidade de fontes não comparáveis como carvão e gás natural, idealmente dentro de uma política setorial de longo prazo, com diretrizes claras e de continuidade, é a melhor maneira de se buscar o pleno uso deste importante recurso renovável na matriz elétrica do Brasil.

“Atualmente, aproveita-se apenas 15% do potencial técnico do setor sucroenergético em geração de bioeletricidade para o sistema elétrico. Além de uma escala de produção/estrutura de custos bem diferente, colocar a biomassa da cana-de-açúcar, que é sustentável, em disputa direta com outras responsáveis por despejar toneladas de gases de efeito estufa (GEEs) por MWh, distorce gravemente a correta valoração dos atributos que cada fonte entrega ao sistema elétrico”, avalia o gerente.

Desde 2013, a fonte biomassa participa dos leilões regulados no chamado Produto Disponibilidade Termoelétrica, concorrendo diretamente com gás natural e/ou carvão mineral, sem diferenciação de atributos como o nível de emissões de GEE.

Fonte: Canal Energia

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Cana reduz produção de energia enquanto acumula açúcares

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Cana reduz produção de energia enquanto acumula açúcares

A cana-de-açúcar acumula açúcares dos seis aos 12 meses de crescimento, ao mesmo tempo em que diminui gradativamente a produção de energia por meio da fotossíntese nas folhas, revela estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Biociências (IB) da USP.

A pesquisa acompanhou no campo o ciclo completo de desenvolvimento da planta, com duração de um ano, e também identificou que a cana absorve água durante a madrugada entre seis e nove meses de crescimento, quando passa por um período de seca e faz menos fotossíntese.

Os resultados do trabalho, descritos em artigo publicado na revista Functional Plant Biology, podem contribuir com as estratégias para aumentar a produção de biomassa pela cana.

O estudo foi feito no âmbito do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) do Bioetanol, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A capacidade da cana-de-açúcar de acumular altos níveis de biomassa e de sacarose ao longo de seu desenvolvimento tornou a planta a mais usada para obter açúcar e a segunda maior matéria-prima para produção de etanol no mundo.

Já se sabia que a acumulação de biomassa e de sacarose pela planta está relacionada ao uso de metabólitos, como carboidratos não estruturais (NSCs), produzidos pelo processo de fotossíntese durante o dia.

Não estava claro como as condições ambientais e os estágios de desenvolvimento da cana influenciam a produção de NSCs e afetam o crescimento da planta.

“Descrevemos, pela primeira vez, o comportamento diuturno da cana, no campo, durante todo um ciclo de desenvolvimento. Com isso, fizemos algumas descobertas interessantes e estratégicas na direção do nosso objetivo de produzir uma ‘supercana’, capaz de acumular biomassa e altos teores de fibra rapidamente”, disse Marcos Buckeridge, professor do IB e um dos autores do estudo.

Transição

Os pesquisadores acompanharam um ciclo completo de crescimento da cana, de 12 meses, em campo, 24 horas por dia, em uma fazenda em Piracicaba, no interior de São Paulo.

Eles analisaram parâmetros como as trocas gasosas pelas folhas e a acumulação de NSCs durante diferentes estágios de desenvolvimento da planta.

Os resultados das análises dos dados indicaram que a cana apresenta uma transição entre três e seis meses de desenvolvimento, em que passa de um “modo” de crescimento para outro de armazenamento.

Até os três a quatro meses de desenvolvimento, em que são registradas as maiores taxas de fotossíntese, a cana forma uma copa operacional, com um determinado número de folhas.

Após atingir esse estágio e até os seis meses de desenvolvimento, a cada folha produzida pela planta, outra folha – geralmente da parte mais abaixo da copa – começa a envelhecer.

Dessa forma, a cana mantém um determinado número de folhas.
A partir dos seis meses, a planta começa a armazenar sacarose, no colmo e nas raízes, e amido nas folhas até os 12 meses.

Nessa fase, a cana-de-açúcar praticamente deixa de fazer fotossíntese e está pronta para ser cortada e usada para produção de açúcar e etanol.

“Sabíamos que a cana acumula açúcares durante a fase de desenvolvimento de seis a 12 meses, mas constatamos, agora, que isso acontece ao mesmo tempo em que diminui gradativamente a fotossíntese nas folhas, onde há um acúmulo muito grande de amido aos 12 meses”, disse Amanda Pereira de Souza, que fez pós-doutorado no IB com bolsa da Fapesp e é primeira autora do estudo.

Os pesquisadores também observaram que os açúcares que ficam guardados na raiz da cana cortada e mantida no solo após a soca para rebrotar e iniciar um novo ciclo ajudam a regenerar a parte inicial do desenvolvimento da nova planta.

Água

Outra descoberta foi a de que as folhas da cana abrem seus estômatos (estruturas celulares que têm a função de realizar trocas gasosas entre a planta e o meio ambiente) para absorver água durante a madrugada, em que a umidade é mais alta, entre seis e nove meses de desenvolvimento, quando a planta passa por um período de seca e faz menos fotossíntese.

“Achamos que isso pode estar relacionado com um mecanismo fisiológico de proteção da planta contra a seca”, disse Buckeridge.

Na avaliação do professor, a detecção do ponto de transição da cana entre três e seis meses de desenvolvimento, em que passa da fase de crescimento para a de armazenamento de sacarose, abre a perspectiva de ativar e desativar genes que determinam o processo de acúmulo de açúcares em diferentes partes da planta.

“O entendimento de como cada órgão controla o acúmulo de açúcares na mesma planta abre caminho para o desenvolvimento tanto de uma cana com mais sacarose nas folhas ou uma cana com mais amido no colmo. Ambas as estratégias podem ser interessantes em diferentes situações”, ressalta.

Já a descoberta de que as folhas da cana abrem seus estômatos para absorver água na madrugada durante o período de seca pode possibilitar a identificação de variedades mais tolerantes ao estresse hídrico.

“Isso abre um leque de novas oportunidades para entendermos o efeito da seca sobre a cana, inclusive aspectos relacionados às suas respostas às mudanças climáticas”, conclui Buckeridge.

O artigo Diurnal variation in gas exchange and nonstructural carbohydrates throughout sugarcane development (doi: 10.1071/FP17268), de Amanda Pereira de Souza, Adriana Grandis, Bruna Arenque-Musa e Marcos Buckeridge, pode ser lido na revista Functional Plant Biology.

Elton Alisson, da Agência Fapesp, com edição do Jornal da USPLeia aqui o texto original

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MS é o 2º do País na geração de energia a partir da biomassa

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MS é o 2º do País na geração de energia a partir da biomassa

Mato Grosso do Sul é o segundo maior produtor de energia proveniente da queima de biomassa no País.

No primeiro semestre deste ano, foram produzidos 415,2 megawatts médios de energia em MS, montante que poderia abastecer, durante 30 dias, 950 mil residências com consumo médio de 250 quilowatts ao mês.

O Estado só fica atrás de São Paulo (1.033,9 MW) e está na frente de Minas Gerais (291,8 MW), Goiás (232,7 MW) e Paraná (154,5 MW).

Os dados são de levantamento feito pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), entidade responsável por viabilizar e gerenciar a comercialização de energia no País.

E o potencial do estado sul-mato-grossense deve ficar ainda maior, já que uma nova usina será construída em Ribas do Rio Pardo, com investimento de R$ 150 milhões e capacidade de geração de 30 MW.

“Assinei semana passada a autorização de incentivos fiscais para esta nova empresa. O objetivo deles é entrar em operação em 2022 ”, revelou ao Correio do Estado o titular da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck.

“Além disso, temos sinalização de outros dois projetos: uma usina da Eldorado na cidade de Selvíria, que vai utilizar folha e raízes de eucalipto para fazer energia, com capacidade de 50 MW; e outra usina, já em estágio bem avançado, em Coxim, que pretende gerar 30 MW, mas de maneira gradativa, começando com 10 MW”.

Atualmente, segundo o titular da Semagro, o Estado tem 19 usinas de álcool e a maioria delas já utiliza o bagaço da cana-de-açúcar para produzir energia de biomassa. “A maioria percebeu que a energia é um bom negócio. As usinas fazem coleta de parte da palha para queimar, e elas têm um contrato de longo prazo para fornecimento”, explica.

Fonte: Correio do Estado

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Energia eólica deve gerar mais de R$ 50 milhões em novos prêmios de seguros

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Energia eólica deve gerar mais de R$ 50 milhões em novos prêmios de seguros

Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), a eólica será a 2ª principal fonte de energia do Brasil em 2019.

Esse tipo de energia ficará atrás apenas da hidrelétrica. Ainda de acordo com a entidade, atualmente, as eólicas são 8,5% da potência instalada no País e crescem a um ritmo superior a 20% ao ano.

Atualmente, a Aon, empresa global líder de serviços profissionais, que oferece ampla gama de soluções em riscos, benefícios e saúde, conta com 15 clientes com parques eólicos em obras ou operando no País.

O número representa, aproximadamente, 20 a 25% do marketshare do setor.

A expectativa da companhia é que o mercado movimente mais de R$ 50 milhões com novos prêmios até 2020.

“A Aon possui uma grande expertise na área de energia eólica. É um mercado que apresenta algumas especificidades. Para fazer um desenho adequado do programa de seguros, existe a necessidade de um profundo conhecimento técnico e de negócio. Certamente, o nosso know-how garante um diferencial estratégico para a operação dos nossos clientes”, comenta Clemens Freitag, Diretor de Infraestrutura da Aon Brasil.

No Brasil, não há seguro obrigatório para a construção de parques eólicos, que não seja o seguro de Transportes dos equipamentos até o canteiro de obras.

Uma prática comum é a contratação de seguros contratuais.

Normalmente, seguros garantia são os mais procurados no início.

Em uma segunda etapa, entram os seguros de Riscos de Engenharia e de Responsabilidade Civil, considerados essenciais para o financiamento das obras.

Por fim, existem os seguros adjacentes como o de Transportes e de Erros & Omissões (E&O).

O seguro ALOP (Advanced Loss of Profit), equivalente ao prejuízo financeiro do investidor devido ao atraso no início das operações da planta em decorrência de um sinistro durante a construção, também é bem importante.

Geralmente é contratado quando os investidores assim exigem dos empreendedores.

Essa modalidade está sendo cada vez mais utilizada, pois a perda de receita com a unidade paralisada pode inviabilizar sua operação.

Isso pode ser causado, por exemplo, por um sinistro havido em sua construção.

“O mercado de energia eólica é relativamente atraente às seguradoras. A cada 200 megawatts são gerados aproximadamente R$ 2 milhões em prêmios. Entretanto, não se observa o mesmo apetite quando os parques já estão em funcionamento, pelo volume de sinistros que vem sendo observado com o aumento a idade em operação dos parques”, finaliza Freitag.

De acordo com a Abeeólica os cinco estados que terão mais parques novos de energia eólica são o Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará, Rio Grande do Sul e Piauí, respectivamente.

Para mais informações, acesse Aon.com/Brasil.

vaga
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