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Hilário Bocchi Neto: Aumento no valor das aposentadoria

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Hilário Bocchi Neto: Aumento no valor das aposentadoria

Aumento no valor das aposentadoria

Como de praxe, todo inicio de ano o valor dos benefícios do INSS são ajustados.
Confira quanto sua aposentadoria, auxílio ou pensão por morte irá aumentar:

Reajuste
Quem recebe mais de um salário mínimo terá um aumento de 2,07%, com isso, o valor máximo que o INSS paga passa de R$ 5.531,31 para R$ 5.645,80.
Para quem recebe um salário mínimo de aposentadoria, com o reajuste, o novo valor do benefício será de R$ 954,00.

Exemplos
Os benefícios de R$ 1 mil, por exemplo, vão subir a R$ 1.020,70
Quem ganha R$ 2 mil receberá este mês R$ 2.041,4.
Os benefícios de R$ 2.500 serão corrigidos para R$ 2.551,75.
Quem recebia R$ 937,00, passará a receber R$ 954,00.

Fique esperto
Esses aumentos somente serão notados pelos aposentados e pensionistas no mês de fevereiro, quando irão receber o benefício referente à competência de Janeiro.

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Nova regra do INSS prejudica quem está afastado por doença

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Nova regra do INSS prejudica quem está afastado por doença

O pacote de maldades do Governo contra o Trabalhador parece não ter fim.
Se não bastasse todas as mudanças que estão por vir com a Reforma da Previdência, o INSS decidiu, por conta própria sem ouvir e nem avisar ninguém, mudar as regras previdenciárias para quem está afastado.

As novas regras atingem diretamente aqueles trabalhadores que estão afastados, que ainda não se recuperaram para retornar ao trabalho e que precisam pedir a prorrogação do recebimento do benefício de auxílio-doença.

Como era?

Quando a pessoa não está pronta para retornar ao trabalho ela pode fazer um PP – Pedido de Prorrogação para continuar recebendo o benefício.

Este pedido é fácil de ser feito. As formas mais simples são pelo telefone 135 e no site do INSS.

Como fica?

Agora o INSS vai utilizar a agenda de datas de perícia, que ele mesmo criou, para definir qual conduta ele terá.

Se a data de marcação da perícia for de menos de 30 dias, ela será marcada.

Se data for para mais de 30 dias, o INSS não vai marcar perícia não, simplesmente vai prorrogar o benefício por mais 30 dias e depois vai encerrar o afastamento do trabalho.

O maior problema é que pouca gente sabe dessa nova regra, podendo perder os prazos e consequentemente o benefício.

 

Fique esperto

Muita gente tem pressa para voltar ao trabalho, principalmente por que o valor do benefício, na maioria das vezes, é menor que o salário.

Esta nova regra dispensa a perícia de retorno ao trabalho. Isso pode trazer problemas:

·         para o próprio trabalhador, que pode ter agravamento de uma doença mal curada;

·    para o empregador, que em razão deste agravamento pode sofrer um processo de indenização;

·         para os demais empregados, que podem colocar em risco sua saúde ou integridade física, por ter ao seu lado, nas frentes de trabalho, uma pessoa incapaz de trabalhar.

Quando a pessoa não passa por uma perícia antes de voltar ao trabalho, fica difícil saber se ela pode ou não pode voltar a exercer as atividades de antes.

Caso a lesão se agrave a empresa pode ser levada à Justiça para pagar uma indenização por acidente do trabalho em razão do agravamento da lesão.

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Liderança – Marcelo Jabur – Dia a Dia

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Liderança – Marcelo Jabur – Dia a Dia

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01/12/2017 – Por muitas vezes, ao longo dos anos, tenho tratado sobre o assunto “Planejamento”. Falo, discuto e exercito esse tema junto aos clientes, alunos e às pessoas que normalmente acompanham meu trabalho. Talvez seja a principal carência no mundo profissional (e também para as questões pessoais). A falta de um plano de ação coerente com os próprios anseios, faz com que os seres humanos se sintam como baratas tontas.

Entra ano, sai ano, e a evolução, quando ocorre, é demasiadamente lenta.

Parece que o tempo passa e não se consegue sair do lugar. É certo que a falta de programação tem responsabilidade direta sobre esses sentimentos e resultados desagradáveis.

Mas neste capítulo não falo necessariamente do Planejamento como um todo. Prefiro aqui falar, talvez, da parte mais importante dessa complexidade de fatores que traz (ou não) os resultados que queremos.

Falo do “dia a dia”. Entendendo que o planejamento é fundamental, não podemos esquecer que as coisas realmente acontecem por conta do que executamos diariamente. Pode ter o melhor plano de ação do mundo, mas se a implementação não for bem feita, de nada adianta.

E ela acontece todos os dias. É o bom aproveitamento das horas do dia, de forma coerente com nossas metas, que vai fazer com que as coisas (que nos interessam) aconteçam. É profundamente simples; mas não é necessariamente fácil.

Disciplina será o grande diferencial. Grandes resultados de líderes que admiramos, acontecem, antes de qualquer outro “super poder” (ironia minha…), pela capacidade disciplinada de colocar em prática aquilo que se propõem a fazer.

Reforço que o planejamento é muito importante. Reservar tempo para isso é decisivo para a qualidade dos frutos que serão colhidos. Mas depois será preciso foco, persistência e paciência. Entender que as coisas boas ocorrem em função de repetição sistemática, de pequenas ações no dia a dia. A evolução não ocorre aos saltos. Acontece com passos relativamente curtos, mas concretizados diariamente.

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De estagiário a presidente: uma historia de sucessso para o setor!

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De estagiário a presidente: uma historia de sucessso para o setor!

Entrevista com Flavio Silva

CeluloseOnline: Você iniciou sua trajetória como estagiário na Voith Paper e chegou ao cargo de presidente. O que isso representa na sua carreira?

Flavio Silva: A Voith é um grupo empresarial de mais de 150 anos, com uma cultura organizacional de fortes valores e que investe continuamente na formação e capacitação dos seus profissionais. Acredito que a minha trajetória seja um reflexo destes atributos e da minha curiosidade intelectual. Iniciei em 1991, como estagiário de engenharia e, ao longo de muitos anos, atuei em diversas áreas da empresa até ser nomeado, em 2014, presidente da Voith Paper América do Sul. A Voith foi uma grande escola, local onde tive o prazer de me desenvolver e trabalhar com pessoas altamente qualificadas e engajadas.  Acredito que este conjunto de fatores contribuiu fortemente para minha formação profissional.

CeluloseOnline: Qual legado você acredita deixar para a Voith Paper?

Flavio Silva: Durante a minha trajetória na Voith, vivenciei algumas das grandes transformações que o setor de celulose e papel enfrentou, inclusive, passando por crises setoriais e econômicas, que impactaram todas as empresas em curto e médio prazo. Entretanto, toda crise gera oportunidade. Mesmo em momentos de turbulências, é possível repensar as estratégias que criarão as condições de retomada no médio e longo prazo. Acredito que um dos meus legados foi a forma de enxergar todas as transformações da nossa indústria, promover as mudanças necessárias, mantendo as competências centrais da companhia e inspirando o time de colaboradores na busca da evolução diária.

CeluloseOnline: A empresa já anunciou o seu sucessor, o Sr. Hjalmar Fugmann. O que muda com a chegada do novo presidente?

Flavio Silva: Hjalmar Fugmann, com sua experiência na área financeira, dará continuidade ao trabalho de gestão que vem sendo realizado na Voith. Estou encerrando um ciclo a partir de 1º de outubro, mas Fugmann assumirá o cargo de Presidente da Voith Paper América do Sul mantendo o compromisso e os princípios da empresa com os fabricantes de papel e celulose.

CeluloseOnline: Qual mensagem você gostaria de deixar para o mercado, já que você está indo para um novo segmento?

Flavio Silva: A minha mensagem é de otimismo. O Brasil é um grande exportador de celulose e papel. Os números setoriais indicam um resultado positivo. As exportações atingiram um volume de 702 mil toneladas comercializadas no primeiro quadrimestre de 2017, com alta de quase 2% em relação ao mesmo período de 2016. Adicionalmente, somos os maiores produtores de polpa de eucalipto no mundo e o quarto em volume total de celulose, com manejo florestal avançado e eficiente, e possuímos um parque fabril altamente produtivo. Além disso, outro indicador que mostra o dinamismo do segmento são as novas plantas e as reformas de máquinas de papel, tanto as que já iniciaram operação neste semestre, quanto as que estão projetadas até o final do ano.  Minha conclusão é que o setor é maduro e busca continuamente um nível de excelência operacional e de competitividade sustentável.

 CeluloseOnline: Qual a sua expectativa para esse novo desafio profissional?

Flavio Silva: Com a experiência adquirida na Voith e ao longo da minha carreira, liderando equipes de alta performance e negócios de longo prazo, tenho certeza de que, em conjunto com o meu novo time, iremos obter resultados positivos e sustentáveis, pautados nos valores da organização. Meu desejo é que, no futuro, eu possa olhar para trás e também ver um legado de cooperação, crescimento, respeito e inovação.

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Entrevista com Tiago Fraga – CIBIO 2017 mais de 1000 participantes por dia!

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Entrevista com Tiago Fraga – CIBIO 2017 mais de 1000 participantes por dia!

Nesta semana nossa equipe fez uma entrevista com Tiago Fraga do Grupo FRg Mídias & Eventos, organizadores e idealizadores do maior evento de Biomassa do país.

O CIBIO 2017 foi um sucesso e fomos buscar as perspectivas e números sobre o evento para que os leitores do CeluloseOnline tivessem acesso a esse conteúdo de extremo valor.

Acompanhe abaixo:

Para a organização qual foi o balanço geral do evento?

O balanço do evento é o melhor possível, O setor da Biomassa demonstrou uma força!

Realizar o maior evento da história do setor de Biomassa e Energia da América do Sul, em meio a um cenário difícil no Brasil, nos da muita confiança para as próximas edições.

Nosso trunfo foi dedicar 100% dos nossos esforços para fazer um evento 100% direcionado aos temas do setor, abordando de uma forma dinâmica, com foco em opiniões da academia, especialsistas e também cases de empresas, que consomem e produzem biomassa.

Todo setor para ser forte e competitivo, precisa de um evento a altura, revistas, muita divulgação e oportunidades para que as empresas apresentem suas tecnologias, equipamentos, etc., a um público seleto e com interesse direto no assunto. Basta ver como é em setores como automotivo, cosméticos, além de um excelente exemplo que é o da Eenrgia Solar, que já conta com um grande evento no Brasil.

Com o crescimento do uso de biomassa em todos os setores e evento ja vem novidades em 2018 pronto para se consolidar como maior do setor?

Um dos pontos para se alcançar a liderança, esta na busca pelo pioneirismo. Ter saído na frente fazendo um evento 100% específico aos temas da Biomassa talvez tenha sido nossa principal vantagem. Este é um caminho que o o Grupo FRg Mídias & Eventos tem percorrido, tendo lançado o primeira ferramenta do setor na internet “Portal Biomassa BR”, hoje o principal banco de dados do setor na América Latina, a Revista Brasileira de Biomassa e Energia, primeira mídia impressa do setor, o Anuário Biomassa BR, em sua 5ª edição, que foi a primeira publicação técnica específica do setor digulgada de forma anual, com mais de 140 páginas de informações. Também o primeiro e único Prêmio de incentivo ao setor “Prêmio Inovação e Tecnologia Biomassa BR, que vai para sua 4ª edição, tendo sido realizado duas vezes também de forma internacional, na Europa.

Para nos consolidarmos como o principal fórum, desde o ano passado, com o CIBIO, e agora com uma Feira forte, “EXPOBIOMASSA”, que também se consolida, e juntos formam os principais eventos do setor na América do Sul.

Todo este conjunto, aliado as nossas parcerias, que são estratégicas, tanto na academia, tendo USP, UFV, UFPR, UERGS, UFPA, na parte isntitucional, WBA – Associação Mundial de Bieoenergia, ITAIPU, Governo Federal, Governo de Minas, Governo do paraná, Renabio, além de muitas outras, que nos credenciam sim, como os principais eventos do setor!

Qual foi a média de publico durante o evento deste ano?

Nossos eventos são direcionados a profissionais do setor, com foco em quem tem interesse direto no assunto. Neste ano tivemos mais de 1.000 participantes por dia, entre visitantes e Congressistas.

Mesclar a participação da industria da Biomassa e Energia, acadêmicos de todo o Brasil e do exterior, especialistas, empresários, permitem um cenário perfeito para network e geração de negócios. E foi justamente o que aconteceu, segundo relatos de todas as empresas que participaram, houve vendas de equipamentos, de máquinas, se sisteams, também como de produtos que foram levados para demosntração.

Qual foi o tema abordado no evento que gerou maior interesse?

Como a programação foi dividia por dias, os congressitas puderam absorver muito conhecimento na sequência, que trazia por exemplo no caso dos Pellets, Cases de produção e comercialização para os mercados interno e externo,  cases de produção na Europa, com os principais integradores e fabricantes de equipamentos, como Kahl, TMSA, HRV Portugal, Anrdritz, GELL Gaboardi, Koala Energy, entre outros.

Temas como Biogás, aborado pela Itaipu, CIBIOGAS, SENAI, no setor de Cana, palestra da COGEN, GRANBIO. No setor de Biomassa Florestal, especialistas da Embrapa, USP, UFV, UNESP, Duratex, ente muitos outros, mantiveram o excelene nível do ebvento. Sendo assim, vejo um interesse geral nos temas do evento.

Quais são as expectativas para o próximo CIBIO e 3ª EXPOBIOMASSA em 2018?

As expectativas são as melhores possíveis!

Temos convicção que em 2018, teremos um crescimento acentudado, seguindo o que aconteceu nas primeiras edições. Parcerias internacionais irão nos ajudar a trazer ainda mais empresas participantes de fora do Brasil, esperamos ter mais de 30 empresas de até 13 países.

Para o CIBIO 2018, teremos muitos palestrantes do exterior!

Trazer especialistas renomados, já faz parte das principais estratégias para o ano que vem, todas bem encaminhadas.

Em Curitiba, temos uma excelente parceria com todas instituições do estado, que contam com uma excelente estrutura, para exposição e também para o Congresso, com um arena super moderna para quase 800 participantes.

Não posso deixar de agradecer aos nossos patrocinadors e apoiadores como; ZHENG CHANG DO BRASIL, SANEPAR, COPEL, ITAIPU, SISTEMA FIEP, DOPPSTADT, BRDE, GOVERNO FEDERAL, GOVERNO DO PARANÁ, GOVERNO DE MINAS GERIAS, ONU, PARANA METROLOGIA, UNILIVRE, ABGD, e todos outros colaboradores diretos e indiretos.

E não esqueçam: “O Setor de Biomassa e Energia tem encontro marcado no CIBIO 2018 & 3ª EXPOBIOMASSA” Dias 04 a 06 de setembro de 2018!

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Empresa fechou? Saiba como provar a atividade para o INSS

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Empresa fechou? Saiba como provar a atividade para o INSS

O trabalhador que exerce qualquer atividade de risco à saúde ou à integridade física pode se aposentar com 25, 20, ou até mesmo 15 anos de trabalho.
A tarefa mais difícil para quem deseja esse tipo de aposentadoria é provar que o ambiente de trabalho não era saudável, principalmente se a empresa onde trabalhava já fechou.
Mas uma recente decisão da Justiça veio para facilitar essa empreitada.

Decisão da Justiça
A Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais decidiu que o trabalhador poderá utilizar uma empresa igual ou semelhante à que ele trabalhou para provar que a atividade que ele executava era insalubre, perigosa ou penosa.

Como assim?
Para ficar mais claro, vou dar dois exemplos:
1. Se um enfermeiro trabalhou em um hospital que já fechou e não tem os documentos que garantem a aposentadoria especial para ele, poderá fazer uma perícia em outro hospital, com as mesmas características, para provar que ficava exposto aos agentes biológicos.
2. O metalúrgico que trabalhou em uma fábrica que já fechou, poderá utilizar outra similar para provar que o ruído, o contato com óleo, graxa, e o calor, por exemplo, prejudicavam a sua saúde.

Fique esperto
A grande vantagem do reconhecimento da atividade como especial é ter direito à aposentadoria sem aplicação do fator previdenciário com apenas 25, 20 ou 15 anos de atividades exclusivamente especiais.
Por outro lado, quem não trabalhou a vida toda em condições insalubres pode converter o tempo especial em comum para adiantar a aposentadoria comum ou aumentar o valor de benefício.

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Especial: Energia – Rodolfo Nardez Sirol – Sustentabilidade em tempos de crise

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Especial: Energia – Rodolfo Nardez Sirol – Sustentabilidade em tempos de crise

21/12/2017 – Vivemos em um período de recessão econômica. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção da indústria brasileira em 2015 teve uma redução de 8,3%. Diante deste cenário, os agentes econômicos estudam alternativas para a contenção de custos sem perder a competitividade no mercado. Mas, nem sempre a saída é cortar despesas. Investir para melhorar a eficiência também é preciso.

E por que não investir na mitigação de carbono, reciclagem, uso racional de energia elétrica e de água? Com o engajamento para conter o aquecimento global, após a Conferência do Clima (CoP-21), países deram a largada para a economia verde e empresas ganharam um estímulo para rever os seus processos operacionais para se tornarem mais sustentáveis. A definição de políticas públicas para incentivar a redução de gases de efeito estufa pode potencializar ainda mais este movimento.

O relatório intitulado “O argumento comercial para a economia verde: retorno sustentável do investimento”, produzido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em parceria com a SustainAbility e a GlobeScan, apresenta dados econômicos convincentes que mostram as vantagens da economia de baixo carbono em ação.

Segundo o próprio relatório, uma conhecida companhia multinacional de bens de consumo chega a economizar por ano, mais de US$ 10 milhões, por meio de um plano que integra a sustentabilidade aos seus modelos de negócio. Cerca de 12,5 milhões de lares em todo o globo, que consomem seus produtos, economizam em média 30 litros durante a lavagem de roupas. Outro exemplo é uma indústria de processamento de alimentos que economizou, aproximadamente, US$ 700 mil e 338.400 m3 de água em três anos com o seu programa de redução de consumo dos recursos hídricos.

Aqui no Brasil, estimativas da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO) revelam que a queda da produção industrial resultou no aumento de 3% do desperdício de energia elétrica no ano passado. Ou seja, esteiras em linhas de produção que carregavam um determinado volume de produtos, utilizam hoje a mesma energia para carregar um número menor, além de áreas iluminadas que permanecem acesas sem necessidade. Por isso, ações de fomento à eficiência energética podem trazer um benefício direto às empresas em um curto prazo de tempo.

A troca do sistema de iluminação convencional por um modelo mais eficiente pode ser o primeiro passo. Uma lâmpada LED custa 10 vezes mais que uma lâmpada comum, porém, dura cinco vezes mais e reduz o consumo de energia elétrica entre 40 e 80%. Além disso, cada MWh/ano de energia economizada evita a emissão de 0,12 toneladas de CO2, e o retorno no investimento pode ser de um a dois anos, dependendo do projeto.

A micro e mini geração distribuída, regulamentada em 2015 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), é outra possibilidade para as indústrias que desejam conciliar sustentabilidade e redução de custos, produzindo a própria energia a partir de fontes renováveis alternativas. Estudo feito pela Aneel mostra que uma indústria localizada em Fortaleza/CE pode economizar até 60% ao ano na sua fatura de energia investindo em uma planta solar de 350 kW de capacidade instalada. Isso porque o excedente de energia gerado pode ser usado para abater a conta de luz.

As empresas que investem em energia renovável terão, sem dúvida, importante ganho na reputação, além de contribuir para que o País cumpra as metas no Acordo sobre Mudança Climática de Paris. Na CoP-21, o Brasil se comprometeu a elevar de 10% para 23% o uso dessas fontes na matriz elétrica até 2030.

Foi com essa visão que a multinacional brasileira Algar Tech investiu, em parceria com a CPFL Eficiência, em duas plantas solares para abastecer os seus data centers em Campinas (SP) e Uberlândia (MG) e na modernização dos sistemas de iluminação e climatização. Esses projetos proporcionarão uma economia de 3,5 mil MWh por ano (volume suficiente para abastecer 1,165 mil famílias com o consumo mensal de 300 kWh), além de reduzir em 547,94 toneladas de emissões de CO2 (gás carbônico) por ano, equivalente ao plantio de 4,105 mil árvores.

Portanto, investir em sustentabilidade pode ser uma estratégia inteligente em um momento de crise. Empresas em transição para mitigar os seus impactos ao meio ambiente podem ter suas vendas impulsionadas, inclusive melhorando a reputação da marca. Basta encararem a crise como uma oportunidade para se reinventarem.

*Rodolfo Nardez Sirol é diretor de Sustentabilidade e Meio Ambiente da CPFL Energia.

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QUEM É O PROFISSIONAL FLORESTAL?

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QUEM É O PROFISSIONAL FLORESTAL?

Em maio, 2º Encontro Brasileiro de RH e Segurança Florestal traz palestras que discutirão essa e outras questões cruciais para o setor

O setor florestal necessita de mão-de-obra especializada, disposta e qualificada para trabalhar em locais remotos sob condições diversas. Ainda, para que desempenhem suas funções com segurança, seja no campo ou na indústria, precisam ser capazes de trabalhar com autonomia e planejamento, visando sempre à tomada das melhores decisões possíveis. O perfil deste profissional e a importância de conhecê-lo é o tema central da palestra de Sérgio Piza, diretor de RH da Klabin, que abordará o assunto no 2º Encontro Brasileiro de RH & Segurança Florestal. O evento será realizado em Curitiba (PR) em 25 e 26 de maio deste ano.

“Dos operadores aos mecânicos, os profissionais florestais desempenham funções diversas. Se quisermos que ajam com autonomia, que tomem decisões, que sejam de fato protagonistas do que fazem, precisamos conhecer bem cada um deles. Precisamos saber, por exemplo, qual seu tempo de casa, em qual unidade trabalha, qual é o tempo de experiência de cada um. Se não os conhecemos, se não se sabe qual é o seu perfil, não é possível prepará-los devidamente para sua função”, explica Piza, cuja palestra forma o cerne do primeiro bloco temático do Encontro, “O Perfil do Profissional Florestal”.

O palestrante frisa a importância do conceito de interdependência. “Basicamente, o conceito propõe que eu cuide de mim e de você, e que eu deixe que você cuide de mim. Essa é uma cultura que segue o seguinte lema: Isso é problema meu, ou seu, e todo mundo tem tudo a ver com isso. É preciso trabalhar para desenvolver essa cultura, em prol da segurança”, analisa.

O 2º Encontro Brasileiro de RH & Segurança Florestal será formado por quatro blocos de assuntos: “O Perfil Do Profissional Florestal”, “Desafios na Gestão de Pessoas na Atividade Florestal”, “Segurança em Atividades Florestais” e “Programas de Segurança e Cases de Empresas Florestais”. A programação completa já está disponível no site do evento (www.rhesegurancaflorestal.com.br).

 

Serviço:

2º Encontro Brasileiro de RH e Segurança Florestal

Data: 25 e 26 de fevereiro de 2017

Local: Curitiba, Paraná, Brasil

Programação: Clique aqui

Inscrições: Clique aqui

Contato: [email protected]

Mais informações: http://rhesegurancaflorestal.com.br/ +55 (41) 3049-7888

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Especial: Indústria Gráfica – Bernardo Gurbanov – As livrarias brasileiras, o mercado editorial e o Poder Público

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Especial: Indústria Gráfica – Bernardo Gurbanov – As livrarias brasileiras, o mercado editorial e o Poder Público

15/12/2017 – O mercado editorial brasileiro ainda tem no Poder Público seu principal cliente. No entanto, são apenas algumas editoras as que se beneficiam da política de compra de livros por parte do governo federal, dos governos estaduais e dos municípios. Em 2015, segundo estudo realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e para o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), o setor editorial brasileiro vendeu 389,27 milhões de exemplares, dos quais 134,59 milhões foram vendas governamentais, ou seja, 34,5% de todos os exemplares vendidos.

A livraria, principal canal de vendas ao consumidor segundo a mesma pesquisa, está excluída deste processo. Sem apoio efetivo de políticas de Estado, o comércio varejista de livros deve reivindicar seu lugar também como espaço de mediação no processo de estímulo ao hábito da leitura. Ao mesmo tempo, deve defender seu legítimo direito ao lucro, entendido como a remuneração do trabalho na comercialização do livro.

A Associação Nacional de Livrarias (ANL) entende que reposicionar o livreiro no mapa institucional do setor é de fundamental importância e procura os melhores caminhos de inserção que lhe permitam dialogar em pé de igualdade tanto com o Poder Público como com as demais entidades de classe nas áreas da produção, comercialização e mediação da leitura.

Outra questão de significativa importância para o nosso mercado é o fenômeno da hiperconcentração, um processo econômico global que afeta todos os setores comercias e de serviços, não apenas o do comércio do livro. Haja vista a situação do sistema financeiro internacional, das companhias aéreas, sem esquecer o setor de comunicações. No mundo do livro não é, nem será diferente.

O processo de hiperconcentração é, no momento, avassalador e reduzirá a cada dia que passa o número de atores no mercado. Só se alcança a escala suficiente diante da redução de margens de lucro simplificando a infraestrutura, diminuindo os recursos humanos, agregando valor ao produto e aumentando exponencialmente o faturamento. Arriscamos dizer que é condição sine qua non para a sobrevivência das grandes corporações.

Lidar com este processo não é fácil, mas entendemos que, em primeiro lugar, não deve ser percebido como uma conspiração. Trata-se de um ciclo da economia mundial que necessariamente continuará passando por mudanças e adequações. Nossa tarefa é estar de prontidão, não perder o foco e a segmentação do negócio e estarmos atentos às oportunidades que toda crise oferece para ativarmos nossas ações.

A hiperconcentração, assim como o avanço das novas tecnologias, modela uma mudança significativa no hábito de consumo. Além do geométrico e salutar aumento do comércio on-line, criou-se a ilusão de poder conseguir tudo num único lugar e ao alcance de um clique. Na área de alimentação, por exemplo, ocorreu o mesmo fenômeno. Porém, os próprios controladores do setor de comercialização, há algum tempo, começaram a abrir pontos de vendas menores e nos bairros, capilarizando assim a sua chegada ao consumidor.

Independentemente da necessária e significativa continuidade das compras oficiais destinadas a abastecer tanto as bibliotecas como a fornecer livros para os alunos do sistema público, o mercado do livro necessita, sim, de um mínimo de regulação legal para o setor, de modo que efetivamente possamos acabar com a concorrência predatória e com a imoralidade que leva o livreiro a perder seu cliente para seu próprio fornecedor.

A Lei do Preço Fixo (PL 49 / 2015), se aprovada, não irá sozinha garantir a sobrevivência das livrarias físicas no Brasil. Como estratégia de sobrevivência, as pequenas, médias e até as grandes redes de livrarias têm de investir na sua criatividade, sua habilidade para detectar as necessidades do cliente e na rápida tomada de decisões que lhes permitirão se adaptar às novas demandas.

A livraria, qualquer que seja seu tamanho, tem um papel como gestor de um processo civilizatório. Pode fortalecer sua ação participando nas entidades de classe para defender em conjunto os seus interesses, ampliando seu campo de percepção da realidade que vai muito além do balcão de atendimento. O livreiro pode e deve trocar experiências com seus pares nacionais e internacionais. Cabe ao Poder Público executar com eficiência suas funções básicas, dentre elas a educação e a promoção da leitura, e entender que a livraria cumpre um papel neurotransmissor dentro do sistema construtor de cidadania e precisa ser contemplada nas políticas de Estado.

Bernardo Gurbanov é presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL), proprietário da Editora Letraviva e primeiro vice-presidente do GIE (Grupo Iberoamericano de Editores).

*Artigo publicado inicialmente na PublishNews

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Especial: Florestal – Alfredo José Barreto Luiz – Brasil é o segundo maior em área florestada no mundo

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Especial: Florestal – Alfredo José Barreto Luiz – Brasil é o segundo maior em área florestada no mundo

13/12/2017 – Conforme dados do Banco Mundial de 2015, o Brasil possui a segunda maior área de florestas do mundo com base na avaliação de 206 países. Também é o segundo com maior 12percentual do território coberto por florestas entre os 10 países com maior área florestada.

area plantada brasil

Com 4.935.380 km2, as florestas brasileiras (naturais e plantadas) cobrem mais da metade do território nacional e contam com área superior aos 28 Estados-Membro da União Europeia, de 4.324.782 km2. O desmatamento no maior estado brasileiro, o Amazonas, conforme o levantamento PRODES do INPE, http://www.obt.inpe.br/prodes/, atingiu o total de 4% em 2014, ou seja, 96% da área do estado ainda são cobertos por floresta.

Apesar disso, é comum afirmar-se que o desmatamento é um dos maiores problemas ambientais do país. Ninguém bem informado e bem intencionado defende o aumento do desmatamento. Devemos zerar o desmatamento no menor prazo possível no Brasil. Mas não se pode ser tendencioso ou inocente e continuar a multiplicar a falsa ideia de que somos os campeões do desmatamento, nem que esse é um dos mais importantes problemas nacionais.

Quantitativamente, muito mais importante é a falta de coleta e tratamento de esgoto.

Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS 2014), http://www.snis.gov.br/, 40% dos esgotos do país são tratados e 48,6% da população têm acesso à coleta de esgoto. Ou seja, menos da metade nos dois casos.

Além das consequências sanitárias e sociais diretas às populações não atendidas, esses problemas afetam o ambiente, ao poluir cursos d’água e reduzir a qualidade de vida pela interdição de áreas ao lazer, pesca etc.

Da mesma forma, a percentagem de municípios que dão destino correto ao lixo urbano é pífia.

Segundo levantamento do Ministério do Meio Ambiente (MMA) – feito no final de 2013, dos 5.564 municípios então existentes, apenas 2,2 mil (40%) dava ao lixo a disposição final ambientalmente adequada. Este é outro problema ambiental brasileiro que afeta diretamente milhões de pessoas em milhares de municípios.

Então, se no Brasil o desmatamento é menor que em outros países – a área de florestas é enorme – e, por outro lado, somos ineficientes ao tratar resíduos sólidos e líquidos das nossas cidades, como pode haver tanto barulho por causa do desmatamento e quase nenhum pela incorreta destinação do esgoto e do lixo urbano? Qual é a lógica por trás dessa situação? Seria a força dos urbanos concentrados contra a fraqueza dos rurais dispersos? Ou quem está mais interessado em impedir nosso desenvolvimento do que em proteger nosso ambiente fomenta uma eterna pressão apenas sobre as questões ambientais relacionadas ao papel do país como grande competidor na produção de alimentos, fibras, biocombustíveis e produtos florestais no mundo?

O desmatamento zero, praticado e pregado por alguns países, significa que, como as árvores crescem continuamente, só se pode cortar por ano o volume acumulado anualmente pelas florestas. Ou seja, se a área florestada para fins comerciais em um país cresce 5% em volume por ano, ele pode cortar 5% da sua floresta por ano, desde que replante a mesma área. E isso significa que todo ano ele terá a mesma quantidade, em área e volume, de florestas no país. É isso o que vem sendo feito em vários países europeus, principalmente.

É importante notar que nesse ponto o Brasil, como país tropical, leva vantagem sobre os países de clima boreal. No nosso país é possível colher a madeira do eucalipto em sete anos, ou até antes dependendo do uso (papel e celulose), enquanto que no caso do abeto (Picea spp), uma das árvores mais comuns e utilizadas nos países de clima boreal, o tempo médio para o corte é de 50 anos, mais de sete vezes o tempo necessário aqui.

Comparando apenas florestas dessas duas espécies, abeto na Noruega e eucalipto no Brasil, cujo corte seja feito aos 50 anos lá e aos sete aqui, as florestas norueguesas só podem ter 2% da sua área colhida por ano (100% ÷ 50 anos), enquanto que as florestas plantadas brasileiras podem ter mais de 14% da sua área colhida a cada ano (100% ÷ 7 anos). Em ambos os casos estaríamos presenciando o desmatamento zero.

Além disso, na Europa grande parte das florestas não é nativa, mas sim, plantada para fins comercias. Na Noruega, 37% do território são cobertos por florestas, sendo 23% florestas produtivas e 14% de outros tipos. No Brasil, onde quase todas as florestas são nativas, a área de florestas produtivas em 2015, segundo o IBÁ, http://iba.org/images/shared/iba_2015.pdf, era de 77,4 mil km2, ou 0,9% da área total do país.

Por fim, a área sem florestas no Brasil, que é de 41% do território, segundo o Banco Mundial, é um pouco maior que a área total dos estabelecimentos agropecuários brasileiros conforme o último Censo Agropecuário do IBGE, de 2006 (3,34 milhões de km2).

Essas terras disponíveis para atividades produtivas podem garantir, sem aumento da área desmatada, o crescimento da produção agrossilvipastoril brasileira, com a ajuda da tecnologia, ainda por um bom tempo. Além de termos muita área de florestas, poderemos manter a maior parte delas intocada, ao mesmo tempo em que aumentamos nossa produção. À luz desses dados conclui-se que o insistente discurso sobre o desmatamento brasileiro é falacioso e ofusca outros grandes e mais urgentes problemas ambientais do país.

*Alfredo José Barreto Luiz é Engenheiro Agrônomo pela UFLa, Mestre em Estatística pela UnB, Doutor e Pós-Doutor em Sensoriamento Remoto pelo INPE.

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