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Cientistas criam material de fibras de árvores que substitui embalagem plástica

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Cientistas criam material de fibras de árvores que substitui embalagem plástica

Uma equipe de pesquisadores desenvolveu um revestimento ecológico a partir de cascas de caranguejo e fibras de árvores para substituir a tradicional embalagem de plástico para comidas e bebidas, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira (23) na revista especializada ACS Sustainable Chemistry and Engineering.

Para conseguir este material, cientistas do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos, analisaram os dois biopolímeros mais comuns da natureza: a celulose e a quitina.

O novo revestimento ecológico é fabricado pela pulverização de múltiplas camadas de quitina obtida a partir das cascas de caranguejo e celulose das árvores para formar um filme flexível similar à embalagem de plástico tradicional.

– O principal ponto de referência com o qual o comparamos é o PET, ou polietileno tereftalato, um dos materiais à base de petróleo mais comuns em embalagens transparentes – indicou o autor principal, Carson Meredith.

De acordo com os autores, o novo material mostrou uma redução de 67% na permeabilidade do oxigênio sobre algumas formas de PET, o que significa que em teoria os alimentos poderiam se manter “mais frescos durante mais tempo”.

A celulose, que provém das plantas, é o biopolímero natural mais comum do planeta, seguido pela quitina, que é encontrada nos mariscos, insetos e fungos.

A equipe idealizou um método para criar um filme colocando as nanofibras de celulose e quitina na água e pulverizando-as sobre uma superfície de camadas alternadas.

Uma vez completamente seca, o material é flexível, forte, transparente e compostável.

– Buscamos nanocristais de celulose durante vários anos e exploramos formas de melhorar os que são usados em embalagens de alimentos, devido à grande oportunidade de mercado para as embalagens renováveis e sua importância à medida que a população continua crescendo – particularizou Meredith.

Os pesquisadores reconheceram que graças às nanofibras de quitina serem carregadas positivamente e os nanocristais de celulose terem carga negativa, podem funcionar bem como camadas alternadas nos revestimentos porque formariam uma interface efetiva entre eles.

Neste sentido, Meredith detalhou que “é difícil” que uma molécula de gás penetre em um cristal sólido porque tem que romper com sua estrutura.

*Com informações da Agência EFE

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Pesquisadores descobrem por acaso cola sustentável à base de bagaço da cana

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Pesquisadores descobrem por acaso cola sustentável à base de bagaço da cana

A indústria da cana tem tudo a ver com produção de açúcar, álcool e… cola?

Isso mesmo!

Cientistas descobriram recentemente, por acaso, que é possível elaborar uma cola sustentável a partir do bagaço de cana.

O produto é atóxico, já foi patenteado no Brasil e leva também materiais descartados por empresas de celulose.

Os três ingredientes básicos são nanocelulose, lignina e látex, a única matéria-prima não obtida a partir do reaproveitamento de rejeito industrial.

A nanocelulose utilizada na fórmula da nova cola vem do bagaço de cana e a lignina é encontrada em um resíduo de indústrias de papel.

Além da vantagem econômica e ecológica, a cola de bagaço de cana não contem solventes químicos derivados do petróleo.  Alguns inclusive são cancerígenos.

A pesquisadora do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, em Campinas, São Paulo, Rúbia Gouveia, destaca o caráter sustentável do estudo.

“A gente trabalha nesse sentido de gerar esse valor agregado para um resíduo da agricultura que provavelmente poderia até ser descartado”.

A descoberta ocorreu acidentalmente durante estudo sobre reforço de materiais em que se identificou a propriedade pegajosa numa preparação com a nanocelulose.

O composto ficava grudado nos utensílios do laboratório, quando então surgiu a ideia de explorar esse potencial na área de substâncias adesivas, como conta Rúbia.

– “A gente encontrou por acaso essa propriedade interessante e decidiu ir para essa parte de adesivos, daí preparar outras formulações, colocar outros aditivos com propriedades adesivas e aí a gente descobriu que tinha uma boa eficiência”.

O alto poder de aderência foi comprovado em papéis, madeiras e alumínio. Depois de adaptações na fórmula, será a vez dos testes com vidros e em temperaturas variadas.

De acordo com Rúbia, a cola é tão eficiente quanto outras do tipo branca, à base de PVA, disponíveis no mercado.

Além do uso comercial, doméstico e escolar, o produto tem aplicação industrial, por exemplo nos ramos automobilístico, de móveis, construção civil e de brinquedos.

O próximo objetivo da pesquisa é licenciar a tecnologia para produção em larga escala.

Fonte: Rádio Agência Nacional

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Novozymes está entre as 15 empresas mais engajadas em inovação aberta pelo 100 Open Startups

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Novozymes está entre as 15 empresas mais engajadas em inovação aberta pelo 100 Open Startups

A Novozymes está entre as 15 empresas mais engajadas em inovação aberta pelo 100 Open Startups.

O Ranking mostra como as empresas estão buscando inovar com a ajuda das startups.

O estudo foi desenvolvido depois de um processo de avaliação que envolveu aceleradoras, investidores e grandes empresas, que reconhece os startups que mais despertaram interesse em grandes instituições.

A pesquisa envolveu 4.600 startups ativas, 9000 executivos avaliadores, 800 grandes empresas conectadas e 32 mil avaliações registradas.

Participaram do ranking 451 cidades, em 35 países.

Da redação

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Tratamento de queimaduras com nanocelulose vegetal – conheça essa tecnologia

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Tratamento de queimaduras com nanocelulose vegetal – conheça essa tecnologia

O produto de maior volume da indústria de papel e celulose pode também ser uma solução para a Medicina: o tratamento de queimaduras com nanocelulose vegetal já é uma teoria virando realidade!

A celulose branqueada, o polímero natural mais abundante no mundo, pode ser usado no tratamento de queimaduras.

O estudo foi realizado pelo pesquisador Washington Luiz Esteves Magalhães, da Embrapa Florestas.

E também pela mestranda em Engenharia e Ciência dos Materiais da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Francine Ceccon Claro.

Eles usaram a nanotecnologia para potencializar propriedades físicas e químicas que agregam maior valor à celulose…

Tudo para desenvolver uma membrana para uso na recuperação da pele queimada.

Os resultados da pesquisa

Os resultados mostraram que, por não ter porosidade, a membrana é adequada para aplicações como barreira.

“A característica de translucidez favorece o acompanhamento da cicatrização sem a necessidade de retirada do curativo para avaliação da ferida”, afirma Claro.

Outra vantagem é o custo de produção, que poderá ser até mil vezes menor que o de curativos disponíveis no mercado.

A tecnologia ainda passará por testes clínicos e deverá ser disponibilizada ao público dentro de quatro anos.

Dados da pesquisa estão disponíveis na dissertação de Francine Claro.

Tratamento de queimaduras com nanocelulose vegetal

Baixo rendimento e alto custo?

Apesar de o uso de membranas de celulose bacteriana como pele artificial ser comum desde a década de 1980, esse tipo de fabricação é um processo de baixo rendimento e alto custo.

Por esse motivo, o grupo buscou um produto economicamente viável, além de eficaz.

“O objetivo do trabalho foi desenvolver membranas de nanofibrilas de celulose vegetal com adição de agente cicatrizante e bactericida como calêndula e nanopartículas de prata”, explica o pesquisador.

A pesquisa utilizou o pinus como fonte da celulose para fazer o tratamento de queimaduras com nanocelulose vegetal ser possível.

Ao longo dos anos, uma grande variedade de substâncias tem sido utilizada como agente protetor nas lesões por queimaduras.

O princípio básico de um curativo para queimaduras é não agredir a pele.

E isso proporciona um ambiente adequado para recompor o tecido: estéril, úmido e protegido do meio externo.

O que os testes com a nanocelulose revelaram é que o material tem potencial para uso como curativo, apresentando resultados de cicatrização semelhantes aos similares disponíveis comercialmente, sem sinais de rejeição.

“A membrana de celulose vegetal é de fácil aplicação e manuseio e apresenta durabilidade e boa aderência à pele lesionada”, afirma Washington Magalhães.

Membrana reduziu tempo de cicatrização

Foram realizados testes por veterinários da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e pesquisadores da pós-graduação da Faculdade Evangélica do Paraná (Fepar).

Em feridas de pele localizadas no dorso de ratos.

Da forma que a membrana de celulose vegetal acelerou o processo de cicatrização nos primeiros quatro dias quando comparado ao curativo comercial.

Os resultados positivos em laboratório fizeram com que o projeto fosse um dos selecionados pelo Edital de Inovação para a Indústria, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

O Senai financia trabalhos que pretendem colocar no mercado produtos inovadores.

A proposta foi apresentada em parceria com o Instituto Senai de Inovação Biosintéticos, do Rio de Janeiro, e a startup Zynux.

O objetivo é produzir em maior escala os filmes.

Essa nova fase deve levar dois anos.

“Depois, faremos testes clínicos com os estudantes de pós-graduação da Faculdade Evangélica do Paraná em Curitiba, curso ligado ao Hospital Evangélico, referência em tratamento de queimados. Imaginamos que em quatro anos poderemos colocar o produto no mercado”, afirma Magalhães.

Tratamento de queimaduras com nanocelulose vegetal

Curativo de custo mil vezes menor

Segundo o levantamento realizado pelos pesquisadores, comparado ao principal produto disponível no mercado, o filme celulósico proveniente de bactérias, a novidade pode ter um custo quase mil vezes menor.

“Isso significaria, por exemplo, uma oportunidade para reduzir custos no Sistema Único de Saúde”, sugere o pesquisador da Embrapa.

Os cálculos levaram em conta o uso da celulose branqueada oriunda da indústria de papel e celulose.

“São necessárias algumas etapas para transformar a celulose em nanocelulose fibrilada e esta em filme”.

“Caso surjam indústrias para produzir nanocelulose em uma escala maior, provavelmente será mais vantajoso comprar o gel de nanocelulose produzido por elas e suprimir uma etapa do processo”.

“Mesmo se a empresa produtora de curativos quiser verticalizar a produção, ainda assim será possível ter um preço competitivo”, afirma o pesquisador.

Efeito bactericida já nas primeiras horas de uso

O estudo também revelou que com a associação de nanopartículas de prata à membrana, após 24 horas o filme liberou 61% de prata em meio úmido, o que indica que se a ação bactericida depende da liberação do elemento, o filme apresenta potencial antibacteriano desde as primeiras horas de uso.

Os pesquisadores também investigam a possibilidade de associar outros produtos naturais para dar diferentes funcionalidades ao filme.

Uma das opções seria o óleo de calêndula, de origem vegetal e famoso por possuir propriedades cicatrizantes.

“Já desenvolvemos um filme com esse produto, em escala de laboratório, mas ainda não testamos sua eficiência em lesões de pele. No entanto, existem alguns pontos que devem ser considerados, como as reações alérgicas ao óleo e o aumento dos custos de produção”, explica Magalhães.

Tradicionalmente, a celulose tem outras aplicações na área biomédica, sendo já utilizada em tratamentos renais, substituto temporário de pele, agente hemostático, reconstrução de tecidos, barreira pós-operatória e material de cultura de hepatócitos (células do fígado capazes de sintetizar proteínas).

Fonte: Embrapa

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Técnica melhora procedimento de detecção de doença em eucalipto

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Técnica melhora procedimento de detecção de doença em eucalipto

Desenvolvida por pesquisadora do Brasil, promete diminuir o tempo e aumentar a confiabilidade da detecção da ferrugem

Oaparecimento de doenças e pragas na agricultura causa perdas significativas na produção de alimentos.

Na tentativa de impedir que novas doenças sejam introduzidas ou disseminadas nos países, órgãos governamentais adotam medidas de proteção agropecuárias.

No entanto, tais medidas podem não ser completamente efetivas. Dessa forma, pesquisadores buscam desenvolver técnicas mais sensíveis e rápidas de detecção de patógenos de planta, que possam ser regulamentadas e utilizadas.

Em 2018, no encontro anual realizada pela Convenção Internacional para a Proteção dos Vegetais (CIPV), a diretora geral adjunta da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Maria Helena Semedo, afirmou em seu discurso que, a cada ano, entre 10 e 16% da colheita mundial é perdida por conta de pragas. Estima-se que essa perda chegue a US$ 220 bilhões.

A produção agropecuária é de grande importância para a economia nacional. Em 2016, essa atividade teve uma participação de 5,45% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

No mesmo ano, o valor da produção de silvicultura – atividades ligadas ao cultivo de árvores – rendeu quase R$ 14 milhões. Essa atividade gera o carvão vegetal, a lenha e a madeira em tora.

Dentre as espécies florestais plantadas para exploração, o eucalipto é a principal. A espécie é nativa da Austrália, mas adaptou-se muito bem ao Brasil.

Em 2016, a área total de árvores plantadas totalizou 7,84 milhões de hectares no país, sendo que o plantio de eucalipto corresponde a 5,7 milhões dessa área.

Assim, torna-se importante evitar doenças que acometam essa cultura.

A doença ferrugem do eucalipto

A ferrugem do eucalipto é causada pelo fungo Austropuccinia psidii e foi cerne da pesquisa de Andressa Peres Bini.

A pesquisadora, que concluiu o doutorado em genética e melhoramento de plantas pela Esalq/USP, focou justamente no desenvolvimento de uma metodologia de detecção desse patógeno em plantas que ainda não apresentavam os sintomas da doença.

O aparecimento da ferrugem pode provocar perdas significativas na produção de madeira.

“A doença ataca folhas e brotos jovens, deixando as plantas com características arbustivas. O que não é interessante para a indústria de papel e celulose”, afirmou Andressa.

A ferrugem é uma doença característica da família Myrtaceae, que inclui plantas como goiaba, jambo, pitanga. E foi descrita pela primeira vez, em eucalipto, no Brasil.

detecção de doença em eucalipto

“Ao longo do tempo, começou a ser detectada em eucaliptos de vários países, e atualmente está presente em quatro dos cinco continentes. Uma das principais formas de dispersão da doença é através do vento. Mas o que explicaria esse fungo percorrer grandes distâncias?”, questiona Andressa.

No Brasil, o órgão responsável por fiscalizar e controlar transporte de produtos vegetais e insumos agrícolas é o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

E ele tem como função estabelecer as regras que garantam a qualidade, segurança e conformidade dos produtos, além de avaliar o risco de disseminação de pragas e doenças.

No caso do eucalipto, por exemplo, a depender do país de origem e do produto vegetal que será importado – plantas, sementes, madeiras, ou outros – serão necessários requisitos fitossanitários específicos.

“Atualmente, o que é regulamentado é a adoção da quarentena. Mesmo que tenhamos desenvolvido esse novo método, ele não é regulamentado para garantir que o material vegetal não esteja infectado com o fungo” afirma a pesquisadora.

A técnica

A vantagem desse novo método está na rapidez e especificidade.

Isso porque, a depender do grau de susceptibilidade ou resistência da planta, a doença demorará mais ou menos tempo para aparecer.

Andressa explicou que o método se baseia em procedimentos modernos adotados na biologia molecular, e que é capaz de detectar o DNA do fungo presente nas folhas de eucalipto, indicando a presença do patógeno mesmo antes do aparecimento dos sintomas.

“Desenvolvemos uma metodologia, capaz de detectar a sequência de DNA do fungo em plantas infectadas”, afirmou.

A aplicação dessa técnica pode ser muito útil para a realização de processos fitossanitários de importação, mas também pode ser um bom método para o controle da doença em empresas.

“Seria uma estratégia para detectar precocemente materiais contaminados em viveiro de mudas e, dessa forma, descartá-los antes do aparecimento de esporos que disseminam a doença. Também evitaria levar a campo materiais que provavelmente terão produção baixa”, pontuou Andressa.

Além disso, essa técnica possui metodologia moderna e existe a necessidade de os órgãos regulamentários adotarem medidas que possam ser mais confiáveis para a detecção de patógenos em planta, evitando perdas na agricultura.

“A ideia, no futuro, é que esses métodos sejam regulamentados para auxiliar nas medidas fitossanitárias”, prevê a pesquisadora.

Maria Letícia Bonatelli é formada em ciências biológicas (Unicamp), com mestrado e doutorado em ciências (USP). É aluna do curso de jornalismo científico do Labjor e bolsista Mídia Ciência (Fapesp).

Fonte: A notícia é do site ComCiência

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Em Portugal, pesquisadores transformam lamas de celulose em biocarvão

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Em Portugal, pesquisadores transformam lamas de celulose em biocarvão

A equipe de químicos da Universidade de Aveiro, em Portugal, conseguiu transformar lamas de celulose em biocarvão.

“Os biocarvões são resultantes das lamas, uma matéria-prima barata que iria para o aterro”.

Os pesquisadores desenvolveram um biocarvão adsorvente, que pode fixar na superfície as moléculas presentes em fluidos.

A ideia é tirar os poluentes das águas.

“Todos os resíduos testados são promissores para a produção de adsorventes”.

A vantagem é produzir o material com fontes minerais, evitando a exploração dos recursos naturais da extração.

“Os biocarvões produzidos a partir dos resíduos industriais mostraram ser adsorventes com porcentagens de remoção muito boas”, finalizaram.

Com informações do Notícias ao Minuto

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Super-praga: novos híbridos da Helicoverpa estão surgindo

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Super-praga: novos híbridos da Helicoverpa estão surgindo

A mestre em Entomologia e Doutora em Biotecnologia Cecília Czepak avalia que a recente invasão da Helicoverpa armigera é preocupante no país porque pode ser que elas venham em novas combinações de genes adaptados após hibridação com a Helicoverpa zea.

“Na verdade essa suspeita já existia desde o 1º registro da Helicoverpa armigera no Brasil. Entretanto, uma simples análise molecular não possibilitava visualizar os híbridos, então a necessidade de análise genômicas”, diz.

Super-praga

Essas super-pragas começa a ser formada pela família Heliothinae, que são espécies polifagas, altamente móveis para as quais a troca de traços adaptativos pode afetar vários cultivos agrícolas.

“Foi feito um sequenciamento genômico completo das amostras, sendo possível verificar em meio a muitos resultados que nas amostras brasileiras havia indivíduos híbridos provenientes dessas duas espécies”.

Com informações do Agrolink

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Brasil adicionou 22,8 milhões de toneladas de fósforo nos solos nos últimos 50 anos

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Brasil adicionou 22,8 milhões de toneladas de fósforo nos solos nos últimos 50 anos

Estudo realizado por pesquisadores da Embrapa Solos(RJ) e de outras instituições brasileiras revela que quase metade do fósforo (P) aplicado na agricultura em forma de fertilizante inorgânico nos últimos 50 anos continua na terra.

Cálculos apontam que um total de 45,7 milhões de toneladas, ou teragramas (Tg), de fósforo foi aplicado no Brasil desde 1960, quando começou a utilização regular desse insumo. Hoje, estima-se que 22,8 Tg desse montante continue fixado no solo.

Esse legado de fósforo na terra, que hoje é avaliado em mais de U$ 40 bilhões, pode ajudar o Brasil a se precaver contra uma possível escassez futura do nutriente ou variações no preço do insumo.

Em 2008, por exemplo, o preço da rocha de fosfato aumentou 800% em um período de 18 meses.

Em 2050, serão 105 milhões de toneladas

Para avaliar esse recurso, foram examinadas as dinâmicas de fósforo em seis experimentos de longa duração (14 a 38 anos) em solos do Cerrado, onde se acredita que a maior parte da expansão e da intensificação da agricultura deve ocorrer.

A estimativa é que o resíduo de fósforo em terras brasileiras possa chegar a 105 Tg em 2050.

O estudo, publicado na Nature Scientific Reports, no artigo Transitions to sustainable management of phosporus in Brazilian Agriculture (Transições para o manejo sustentável de fósforo na agricultura brasileira, tradução livre), chama a atenção para uma questão importante na discussão do excesso de uso do nutriente.

O fósforo aplicado sucessivamente em solos brasileiros, principalmente na produção de grãos, desde 1970, aliado a práticas conservacionistas, como o plantio direto, gerou um legado, promovendo o acúmulo de um capital natural.

“Nosso solo absorveu esse fósforo. Por isso, precisamos aplicá-lo cada vez em menor quantidade na terra, reduzindo seu uso na adubação”, revela Vinícius Benites, pesquisador da Embrapa Solos e um dos autores do artigo.

Controvérsias sobre o uso do fósforo

O estudo responde a diversas críticas de pesquisadores atuantes em países de agricultura de clima temperado.

“Há aproximadamente dois anos, alguns cientistas de países do Hemisfério Norte começaram a questionar o que seria uma aplicação excessiva do fósforo na agricultura tropical, principalmente no Brasil”, lembra Benites.

“Por lá, eles consideram o fósforo como um poluente, em vez de insumo. É necessário observar que nossos solos tropicais, para produzir, têm uma demanda muito maior de fósforo do que a terra de países de clima temperado”, completa.

Luís Prochnow, diretor geral do Instituto Internacional de Nutrição de Plantas no Brasil (IPNI), pondera: “Realmente existem trabalhos criticando alguns aspectos do uso de fósforo no Brasil.

Tais argumentos se referem normalmente à grande quantidade que utilizamos para tornar a nossa agricultura eficiente e produtiva.

Questiona-se algumas vezes se o custo [da aplicação de fósforo] não é muito elevado e se não estamos esgotando as reservas no mundo muito rapidamente”.

O professor Luciano Gatiboni, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) vê algumas contradições nas críticas.

“É interessante observar que as reclamações sobre o uso do fósforo na agricultura brasileira têm vindo de países nos quais foram utilizados fertilizantes fosfatados por séculos e hoje boa parte dos seus solos apresentam teores excessivos desse elemento, valores tão altos que causam poluição ambiental. Obviamente, nessas condições, a eficiência da adubação é próxima a 100%, pois há tanto fósforo armazenado no solo pelas adubações anteriores que não há fixação. Então, eles criticam o Brasil por estar fazendo o que já foi feito no passado por eles”, avalia.

Prochnow também discorda da argumentação dos pesquisadores europeus:

“Temos que considerar que precisamos de fósforo em quantidades elevadas para construir a fertilidade dos nossos solos, mas temos uma agricultura muito eficiente, bem mais eficaz do que a das regiões temperadas”.

Manejo adequado manterá fósforo por muitas décadas

Um bom exemplo é que no Brasil é possível fazer dois ou mais cultivos ao ano em uma mesma área, realizando o manejo adequado com aplicação dos princípios fundamentais para uso de fertilizantes, conhecido como o conceito 4C: utilizar a fonte de fertilizante correta, na dose correta, no momento correto e no local correto.

“Se o utilizarmos com sabedoria, teremos reservas de fósforo por muitas décadas. Ademais, tenho convicção de que serão estabelecidas formas eficientes de se reciclar esse nutriente. Isso será imperativo no futuro. Resumindo, não devemos confundir as coisas. Precisamos de agricultura forte no Brasil, que necessita de fósforo bem manejado. Isso é perfeitamente possível”, completa Prochnow.

O fósforo é elemento vital para a saúde e o vigor das plantas.

Alguns fatores de crescimento associados ao fósforo são melhoria na qualidade da plantação, maior resistência a doenças e suporte ao desenvolvimento da planta por todo ciclo de vida.

Além disso, ele está presente de modo intensivo na agricultura, na utilização do NPK, sendo um dos três nutrientes principais para as plantas, ao lado do nitrogênio e do potássio, na composição dos fertilizantes.

Esse debate se torna ainda mais importante diante da escassez do recurso, explica Benites:

“Importamos metade do fósforo que utilizamos. Existem reservas de fosfato no Brasil, mas elas são compostas por minerais de menor qualidade, o que aumenta o custo da produção. Por essa razão, torna-se mais barato importá-lo. Ele é um elemento limitado. As grandes minas estão localizadas no norte da África, muitas em regiões de conflitos geopolíticos. Ainda existe fósforo suficiente para abastecer a agricultura por algum tempo. Porém, em breve, ele vai se tornar uma preocupação quando pensarmos na segurança alimentar no mundo”.

Fósforo secundário

A perspectiva de escassez leva os pesquisadores a alertar para a necessidade de se pensar em sistemas de produção que racionalizem o uso desse insumo.

Uma alternativa abordada no artigo publicado na revista Nature é o uso do fósforo secundário, presente nos dejetos da produção animal ou nos resíduos do processamento da cana-de-açúcar, por exemplo.

Esse material já é utilizado na Austrália.

Estimativas indicam que o fósforo secundário pode suprir até 20% da demanda brasileira de grãos por volta de 2050, com investimento em tecnologias de recuperação do nutriente.

O diretor do IPNI acredita que o aproveitamento do fósforo secundário é uma possibilidade concreta.

“Porém, ainda precisamos evoluir muito em tecnologia e em distribuição dessas fontes. A reciclagem de fósforo será fundamental em um futuro próximo e a viabilidade técnica será estabelecida, bem como existirão forças econômicas para que essas fontes possam ser utilizadas. É necessário que o País se preocupe e pesquise esse assunto. Alguns têm feito isso com clareza e da forma científica necessária”, declara Prochnow.

Luciano Gatiboni também tem uma visão otimista sobre o tema.

“Acredito que o Brasil pode tranquilamente manter seu protagonismo como principal produtor de alimentos e bioenergia no futuro, sem críticas quanto à eficiência de uso de fertilizantes fosfatados, se conseguir usar eficientemente na agricultura as fontes secundárias de nutrientes com a inclusão de fertilizantes oriundos do reuso do fósforo. Melhor ainda se conseguirmos desenvolver tecnologias para usar pelo menos parte do fósforo fixado no solo e acumulado pelo histórico de adubações”, sugere o professor da Udesc.

Alguns países, como Cuba e China, buscaram uma saída mais radical e usam no campo o fósforo presente nos dejetos humanos, já que 80% do fósforo ingerido é excretado.

Brasil sediará discussões em agosto

O uso correto do fósforo na agricultura volta ao centro dos debates científicos entre os dias 20 e 22 de agosto, no VI Encontro Sustentável do Fósforo (SPS2018), fórum mundial para discussão do tema.

A Embrapa é uma das organizadoras do evento, que acontecerá em Brasília (DF).

“É a primeira vez que o evento é realizado no Hemisfério Sul. Pretendemos mostrar um cenário mais realista do uso do fósforo no Brasil para o mundo”, revela Vinicius Benites, da Embrapa.

O SPS 2018 também discutirá os cenários na Ásia, África e Pacífico, focando nos desafios e oportunidades locais.

Esses encontros começaram em 2010, na Suécia.

A edição brasileira reunirá várias lideranças da ciência, indústria e política, buscando identificar ações a respeito do papel da disponibilidade e acessibilidade do nutriente na segurança alimentar e agricultura, protegendo o meio ambiente e apoiando a vida urbana e no campo.

Também em agosto, entre os dias 12 e 17, o XXI Congresso Mundial de Ciência do Solo (WCSS), no Rio de Janeiro (RJ), abordará o uso sustentável do fósforo nos ambientes tropicais.

Fonte: Embrapa

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Pesquisa desenvolve solvente que facilita aproveitamento de resíduos vegetais

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Pesquisa desenvolve solvente que facilita aproveitamento de resíduos vegetais

Pesquisadores testaram com sucesso uma nova alternativa que pode facilitar o aproveitamento do bagaço de caju, e outros materiais semelhantes (lignocelulósicos) em biorrefinarias.

Eles conseguiram separar os componentes do material utilizando um líquido iônico que apresentou vantagens em relação a outros tipos de reagentes.

O estudo pode contribuir para o aproveitamento de resíduos agroindustriais ricos em celulose.

O material utilizado no estudo é formado por lignina, celulose e hemicelulose.

Como todos os materiais lignocelulósicos, exigem um pré-tratamento para a separação da celulose dos demais componentes.

Após essa liberação, a celulose pode ser quebrada em açúcares menores, então utilizados para a produção de diferentes moléculas dentro do conceito de biorrefinaria.

O grande problema é que para pré-tratar o bagaço de caju, até agora, eram necessárias condições drásticas, como altas concentrações de reagentes, altas temperaturas e alta pressão.

Os pesquisadores resolveram, então, testar como solvente uma espécie de sal líquido, conhecido tecnicamente como líquido iônico prótico, sintetizado na Universidade Federal do Ceará (UFC).

Laboratório Multiusuário de Química de Produtos Naturais da Embrapa caracterizou esse reagente e comprovou os resultados.

Reaproveitável por três vezes

As amostras que passaram pelo tratamento apresentaram rendimento de glicose muito superior ao apresentado pela maioria dos tratamentos aplicáveis ao bagaço de caju.

Com a vantagem de esse líquido poder ser reaproveitado, pelo menos três vezes, diferentemente dos demais reagentes.

Os pesquisadores acreditam que o solvente pode apresentar consideráveis vantagens ambientais e econômicas pela possibilidade de reutilização – hipótese que ainda deve ser avaliada em estudos posteriores.

Os responsáveis pelo estudo também desejam testar o método com outros materiais lignocelulósicos.

Segundo a professora Maria Valderez Ponte Rocha, do Departamento de Engenharia Química da UFC, é possível obter da celulose e da hemicelulose do bagaço de caju vários carboidratos de interesse.

Um deles é a xilose, da qual se produz o xilitol, um edulcorante com poder calorífico menor que a sacarose, utilizado como adoçante em cremes dentais infantis e outros produtos.

Outra possibilidade é o aproveitamento da glicose para a produção do 2-feniletanol, aroma utilizado pela indústria de perfumaria e alimentícia.

Ainda utilizando-se o conceito de biorrefinaria, outra possibilidade é o aproveitamento da lignina, abundante no bagaço de caju.

O material, que fica precipitado no líquido iônico, pode ser usado na produção de intermediários químicos e adsorventes (sólidos que retêm moléculas) e para gerar energia a partir de sua queima.

Produto economicamente viável

O uso de um líquido iônico no pré-tratamento de material lignocelulósico para a produção de bioprodutos era, até então, uma hipótese considerada improvável.

Isso porque as versões comerciais desses reagentes normalmente são caras, o que inviabiliza aplicações industriais.

O reagente utilizado no estudo é um líquido iônico que, em escala laboratorial, estimou-se 50 vezes mais barato que os similares disponíveis.

O solvente foi produzido pela UFC e, de acordo com a professora Valderez Ponte Rocha, sua síntese é simples e envolve reagentes precursores de baixo custo e condições brandas.

“Ele pode ser produzido no ambiente industrial facilmente”, explica.

Os pesquisadores pretendem, no futuro, realizar estudos de elevação de escala e de viabilidade econômica para o reagente.

Para provar a eficiência do líquido iônico, a Embrapa caracterizou o reagente, bem como os resultados dos processos. Os pesquisadores observaram que ele é quimicamente e termicamente estável.

“A UFC estava produzindo esse líquido, mas precisava comprovar a formação do sal orgânico líquido”, destaca o pesquisador Kirley Canuto, da Embrapa Agroindústria Tropical.

Canuto acredita que a nova solução pode ser testada no aproveitamento de outros materiais lignocelulósicos.

Para ele, uma das grandes vantagens do método é a possibilidade de reaproveitamento do líquido iônico, o que pode reduzir custos e impacto ao meio ambiente.

Potencial econômico do bagaço de caju

Cerca de 70% do pedúnculo de caju produzido no Brasil ainda é desperdiçado devido ao curto período de safra, à reduzida estabilidade pós-colheita e à pequena capacidade de absorção da indústria.

Isso é muito, já que essa parte, conhecida como maçã do caju, corresponde a 90% do fruto.

O bagaço de caju, que sobra do processamento do suco, apresenta açúcares, vitaminas e sais minerais.

É rico em fibras e outros compostos com propriedades funcionais, além de ser fonte de polifenóis e carotenoides.

Inúmeras possibilidades de aproveitamento desse material estão em estudo na Embrapa Agroindústria Tropical.

Fonte: Embrapa

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Solo ácido: pesquisa investiga a sensibilidade das raízes para aumentar produtividade

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Solo ácido: pesquisa investiga a sensibilidade das raízes para aumentar produtividade

O estudo está sendo feito pelo Programa de Pós-Graduação em Fisiologia e Bioquímica de Plantas, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP/ESALQ). Veja mais sobre o solo ácido!

“No Brasil ocorrem 500 milhões de hectares de solos ácidos. Sob condições de acidez, o crescimento de raízes são reprimidos”, diz Jonathas das Graças, autor da tese.

Para o pesquisador, uma estratégia seria aplicar cálcio nesse solo ácido, para tornar o solo mais favorável ao cultivo de plantas.

“Todavia, além dos custos, isso se limita à uma única camada do solo e pode não ser uniforme, deixando gradientes de acidez no solo”.

Solo ácido

Importância

O estudo é relevante especialmente para os cultivos sem irrigação.

Em nota, a Esalq afirmou que a compreensão biológica do fenômeno representa um avanço cientificado.

Considerando algumas décadas para conhecer melhor a acidez do solo no crescimento das plantas.

“Além disso, informações básicas são necessárias para que adotemos estratégias corretas ao solo ácido”.

“Ressaltando que o tema é relevante para toda agricultura, mas ainda pouco abordado em toda comunidade”.

Com informações do AgroLink

vaga
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