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Resultados atualizados do comércio global de impressos

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Resultados atualizados do comércio global de impressos

01/08/2016 – China, Estados Unidos (EUA) e França foram os principais fornecedores estrangeiros de impressos no primeiro trimestre deste ano, conforme os dados do boletim econômico da Abigraf. Ao mesmo tempo, EUA foi o país que mais comprou produtos gráficos brasileiros, seguido por Peru e Argentina.

Nas importações de produtos gráficos, o segmento editorial é sempre o de maior representatividade, no período correspondeu a US$ 23,3 milhões ou 38% das compras de impressos no exterior. Em segundo lugar ficou o segmento promocional, com US$ 10,5 milhões (17%), seguido por embalagens, US$ 10 milhões; e cartões, com US$ 9,7 milhões, ambos com 16%. Já nas exportações, os principais itens enviados foram o caderno para os EUA (45% do total) e o cartão impresso para o Peru (71,7%) e Argentina (47,3%).

papel

No mercado global, as demandas domésticas enfrentam a concorrência internacional, como acontece nos Estados Unidos, que é um dos maiores parceiros comerciais do Brasil, como importadores e exportadores de produtos gráficos. O impacto das importações de impressos nos EUA foi assunto de recente artigo do vice-presidente mundial de papel gráfico da consultoria RISI, John Maine. Segundo ele, o mercado norte-americano encolheu cerca de 20% nos últimos quinze anos, saindo da casa de US$ 100 bilhões em 2000 para a faixa de US$ 80 bilhões no ano passado, mesmo período em que cresceram as importações da China e de Hong Kong, ocupando espaço de fornecedores locais e europeus.

A redução do mercado gráfico por lá se deve ao período de crise econômica e também ao avanço das mídias digitais e das tecnologias que tem afetado o consumo da comunicação impressa e, consequentemente a demanda por papéis de imprimir e escrever. Há tempos especialistas alertam que este fenômeno é uma tendência irreversível. Um deles é o vice-presidente América Latina da Pöyry, Carlos Farinha, que explica em palestras e eventos, que o consumo de papéis gráficos continua crescendo nos países em desenvolvimento, enquanto no mundo desenvolvido (nos chamados mercados maduros) o consumo é decrescente há vários anos.

Este cenário torna o comércio internacional ainda mais relevante e atrativo para escoamento das produções. No entanto, embora apostem e incentivem a participação de seus players no mercado global, os setores econômicos e os governos tendem a proteger seus mercados domésticos. No Brasil, uma das iniciativas neste sentido é o Projeto de Lei 7867, de 2014, do deputado Vicente Paulo da Silva, do PT-SP, que proíbe a impressão no exterior das obras compradas pelo governo federal no âmbito do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) e daquelas contempladas pela Lei Rouanet. A proposta foi aprovada pela Comissão de Cultura e seguiu para a Comissão de Educação, conforme rito da Câmara Federal.

Fonte: Andipa

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