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Como o setor de base florestal se automatizou nos últimos anos

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Como o setor de base florestal se automatizou nos últimos anos

É nítido que após a revolução industrial a tecnologia vem se desenvolvendo em um ritmo cada vez mais acelerado, e isso tem influenciado positivamente todos os setores industriais com aumento de produtividade, automação de processos e uso mais eficiente de recursos.

Com o setor de base florestal não poderia ser diferente, cada dia que se passa surgem novas tecnologias que auxiliam na transformação do setor em uma cadeia de produção mais eficiente desde a produção das mudas que serão plantadas em campo até a entrega do produto final ao cliente.

A automação dos processos no campo é de suma importância para garantir maior aproveitamento dos recursos, padronização dos produtos advindos da floresta e garantir maior segurança aos envolvidos nas atividades. Um grande exemplo que podemos citar é a colheita florestal semimecanizada, que é realizada pelo operador de motosserra, dentro de todas as atividades do setor sabe-se que essa é a operação com maior ocorrência de acidentes.

Com a chegada da colheita mecanizada esses acidentes podem ser drasticamente reduzidos além de gerar melhores condições de ergonomia para o operador e aumento expressivo de capacidade produtiva. Salvo em situações em que é inviável a utilização de máquinas de colheita como terrenos acidentados, onde a declividade não permite o tráfego das mesmas.

O início do ciclo de produção florestal se dá na produção das mudas que serão plantadas em campo, essa etapa se dá em viveiros que produzem as mudas dando atenção especial para qualidade no aspecto vegetativo e fitossanitário das mesmas. Os viveiros de grandes empresas de base florestal que tem sua produção verticalizada já contam com um certo nível de automação devido à produção em larga escala que compensa o investimento atrelado a tecnologia envolvida.

Um dos grandes exemplos que possuímos é o viveiro automatizado da Suzano S/A na Unidade Três Lagoas que conta com substrato em recipiente biodegradável do tipo Paperpot com enchimento totalmente automatizado, movimentação das bandejas através de esteiras e seleção de mudas por padrão de qualidade com utilização de um sistema de inteligência artificial.

O controle do ambiente do minijardim clonal também tem sido automatizado com novas tecnologias no setor. Tecnologias como a do estufim automatizado da empresa Pólen Engenharia Florestal permitem controle da umidade nas minicepas gerando diversas vantagens e com controle totalmente automatizado.

Nas operações de preparo do solo florestal o setor até pouco tempo contava com maquinários agrícolas adaptados para as operações florestais, situação que vem mudando nos últimos anos com o desenvolvimento de destocadores e subsoladores exclusivos para utilização em solos florestais.

A operação de plantio de mudas que por muito tempo foi feita de forma manual ou semimecanizada agora já pode ser totalmente automatizada com plantadoras lançadas no mercado, como o Komatsu D61EM Planter desenvolvido pela Komatsu Forest que além de realizar o plantio no piloto automático ainda grava a posição de cada muda na forma de georreferenciamento.

O monitoramento dos plantios que antes era feito através de vistorias hoje já pode ser automatizado com o auxílio de drones e imagens de satélite que vem revolucionando o manejo florestal. A aplicação dos drones no campo tem sido cada vez mais explorada devido à versatilidade dessa ferramenta, os mesmos têm sido usados até para aplicação de defensivos agrícolas reduzindo o risco de contaminação dos colaboradores responsáveis pela aplicação. Mais uma vez a automatização se provando aliada da segurança no campo.

Para execução de inventários florestais onde antes era necessário, montagem de muitas parcelas em campo, cubagem rigorosa e posterior rodagem dos dados, hoje já temos estudos na área para que esse procedimento possa ser reduzido com o auxílio de tecnologias de sensoriamento remoto, como o LIDAR (Light Detection and Ranging), para determinação dos parâmetros de volumetria dos talhões através do processamento dos dados coletados em conjunto, por softwares especializados.

Como podemos perceber cada vez mais as atividades vêm sendo aprimoradas com novas tecnologias e vêm sendo gerados novos dados para acompanhamento da qualidade dos plantios. Com isso é necessário sempre um melhor cuidado para que não haja perdas desse volume de dados e as atividades não sejam prejudicadas. Uma alternativa para evitar esses imprevistos é a adoção de softwares de recuperação de dados. É possível encontrar diversos deles no mercado, gratuitos e pagos. Mas, se precisa de uma dica, podemos recomendar o Wondershare Recoverit, pois utilizamos ele aqui e já nos ajudou muito a recuperar arquivos perdidos em nossos computadores.

No campo da colheita florestal é onde a automação dos processos vem sendo cada vez mais procurada. Inicialmente a colheita que era realizada de forma semimecanizada, com operadores de motosserra, foi sendo substituída em grandes empresas pela adoção de colheita mecanizada, com a adaptação de tratores agrícolas adicionando implementos que auxiliavam no corte, processamento, arraste e carregamento da madeira colhida.

Conforme o setor foi crescendo, empresas do ramo de máquinas agrícolas foram desenvolvendo tratores voltados para a colheita florestal como harvesters, forwarders, fellers e skidders. O ganho em produtividade com a adoção de tais máquinas foi expressivo além da padronização da madeira colhida e possibilidade de trabalho em turnos noturnos.

O futuro que se espera para as máquinas de colheita florestal é adoção de sistemas de piloto automático assim como nas máquinas de preparo de solo e plantio. Além disso, já vem sendo desenvolvidos sistemas capazes de selecionar parte do fuste das árvores para cada fim no momento do corte. Como a utilização da base do fuste, que possui maior diâmetro, para serraria e o restante sendo direcionado como matéria-prima em indústrias que não exigem um maior diâmetro como produção de celulose e carvão vegetal.

Unindo todo esse grau de automação de processos em toda a cadeia produtiva, desde a produção de mudas até a entrega do produto final em seu destino, com tecnologia de conectividade entre as etapas, o setor florestal tende a acompanhar a quarta revolução industrial sendo comparado a indústria 4.0, com o termo floresta 4.0 ou silvicultura 4.0. Em um futuro próximo com a interconexão entre os processos, através da digitalização das informações e processamento por um sistema desenvolvido de Big Data, toda a cadeia produtiva poderá ser analisada em um panorama integrado gerando maior valor ao produto final, e ainda possibilitando uma melhor previsibilidade da produção que irá facilitar nas tomadas de decisões dos gestores das empresas.

 

 

Demuth Rodapé
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