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Guia quer reconhecer o papel das empresas e comunidades na conservação das florestas

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Guia quer reconhecer o papel das empresas e comunidades na conservação das florestas

A Natura, maior empresa brasileira de cosméticos, e o Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia) acabam de lançar um guia metodológico para incentivar e facilitar o surgimento de Projetos de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) nas regiões amazônicas.

O material visa orientar comunidades e empresas que contribuem com a conservação das florestas amazônicas, e consequentemente com a redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEEs).

Disponível em versão digital, o guia possui um passo-a-passo simplificado, que pode ser aplicado e ajustado para diferentes regiões da Amazônia.

As etapas incluem cálculos das taxas de desmatamento, estruturação de cenários de referência e reconhecimento do papel dos pequenos agricultores em evitar a perda de cobertura florestal em suas propriedades, a partir de práticas produtivas sustentáveis.

Segundo Keyvan Macedo, gerente de Sustentabilidade da Natura, o guia foi aplicado no Projeto Reca, localizado na ponta do Abunã, em Rondônia, como um primeiro exercício de “insetting florestal” da empresa, dentro das diretrizes do Programa Natura Carbono Neutro.

 

conservação das florestas

Ter uma estratégia de compensação aliada à cadeia de abastecimento de matérias-primas da Natura traz renda para os produtores, colabora para o aumento da resiliência da cadeia e contribui para a conservação de áreas florestais, em um ciclo virtuoso com ganhos múltiplos.

Para Pedro Soares, gerente do Programa Mudanças Climáticas e REDD+ do Idesam, a publicação tem como premissa fundamental oferecer uma ferramenta crível, consistente, simplificada e de baixo custo de aplicação para empresas, produtores e comunidades.

“Empresas que apoiam projetos e comunidades locais necessitam de ferramentas práticas e transparentes para avaliar e contabilizar os impactos de seus projetos e atividades para o clima, biodiversidade e conservação das florestas”, explica.

Soares comenta ainda que as metodologias e padrões de certificação atualmente disponíveis possuem alto custo de transação e regras pouco aplicáveis a projetos de micro e pequena escalas, que acabam por inviabilizar tais projetos.

Para saber mais, clique aqui.

Da redação

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