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COP21: “Brasil precisa assumir a liderança mundial no debate sobre o baixo carbono”, diz executiva do CEBDS

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COP21: “Brasil precisa assumir a liderança mundial no debate sobre o baixo carbono”, diz executiva do CEBDS

COP21

Marina Grossi, presidente-executiva do CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável).

14/08/2015 – Em dezembro, Paris, na França, receberá a reunião COP21 (Conferência do Clima da ONU). Faltando pouco mais de quatro meses, o Brasil se prepara e reúne todas as credenciais para fazer bonito.

Para a presidente-executiva do CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável), Marina Grossi, a COP21 é a oportunidade para que o Brasil se firme como uma liderança global neste tema. “A preservação das florestas é a forma mais barata para reduzir as emissões de CO2 no país”, afirma.

Marina explica que uma das alternativas para resolver a questão da transição da economia do modelo atual para o de baixo carbono, seria definir o valor das emissões de CO2 por meio da precificação do carbono. “Trata-se de uma bandeira forte que está no centro da mesa de discussão. A iniciativa foi lançada pelo Banco Mundial e é endossada pelo setor empresarial”, conta.

No Brasil, o CEBDS está liderando esse debate como integrante da coalizão We Mean Business, uma plataforma global que reúne o setor privado em torno de propostas que serão debatidas na Conferência do Clima (COP21), em Paris. “Apesar de todas as controvérsias que envolvem temas com a taxação das atividades mais poluentes, ou a venda de créditos de carbono, acredito que este tema tem de ser discutido. Há diversos modelos para fazermos isso, mas creio mais no modelo chinês, por sua simplicidade, porque ele se baseia na transferência de recursos das empresas que mais poluem para aquelas que emitem menos CO2”, opina.

Outra alternativa, segundo Marina, seria criar uma espécie de imposto que ajudaria a financiar negócios menos poluentes. “Atualmente, os grandes defensores da precificação, e isso é um sinal dos tempos, são empresas petrolíferas, como a Shell. Os riscos associados à emissão de CO2 estão aumentando e a precificação do carbono é um dos mecanismos para fazer essa compensação, bem como estimular projetos de energia renovável e outras iniciativas sustentáveis”, afirma.

“Acho que uma das manifestações mais importantes foi a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, na qual estamos definindo as propostas que serão apresentadas na COP21. O grande mérito desse fórum, que reúne cerca de 90 entidades, foi o fato de o CEBEDS ter conseguido juntar na mesma mesa desde o Greenpeace até os ruralistas. Acho que isso é um sinal dos tempos e ajudou a colocar uma questão crucial, que é a floresta, e para a qual o Brasil não pode ficar sem respostas, pois ela funciona como sumidouro de carbono”, finaliza Marina.

Fonte: Isto É Dinheiro / Adaptado por CeluloseOnline

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