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Custo da atividade florestal fica bem acima da inflação e cresce 2,1% no terceiro trimestre de 2018

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Custo da atividade florestal fica bem acima da inflação e cresce 2,1% no terceiro trimestre de 2018

A variação do Índice Nacional de Custos da Atividade Florestal (INCAF) no terceiro trimestre de 2018 foi de 2,1%, três vezes acima da inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo) no período.

No acumulado dos últimos 12 meses, o INCAF acumula alta de 7,9%, para uma inflação de 3,3%.

Calculado pela Pöyry, multinacional finlandesa de consultoria e serviços de engenharia, o INCAF monitora a evolução dos custos da atividade florestal no Brasil e é divulgado trimestralmente.

“A valorização do dólar combinada ao aumento dos preços em dólares dos fertilizantes importados foram os grandes responsáveis pela variação do INCAF no terceiro trimestre”, explica Dominique Duly, gerente de consultoria em Energia e Agroindústria da Pöyry no Brasil e que coordena a elaboração do índice.

No curto prazo, a evolução do INCAF nem sempre repercute nos preços de madeira pagos pelas indústrias, que dependem muito mais do balanço entre a oferta e a demanda ou de alguns fatores exógenos, como o dinamismo do mercado de construção americano.

Contudo, é um importante termômetro que possibilita avaliar a rentabilidade dos produtores de madeira.

 

Demuth Rodapé
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