CompararComparando...

Da cinza ao alimento e do lodo ao humus: é possível aumentar o faturamento com os resíduos

Lendo Agora
Da cinza ao alimento e do lodo ao humus: é possível aumentar o faturamento com os resíduos

16/02/2016 – Durante o processamento da celulose da Celulose Riograndense é liberado pelo forno de cal um composto de carbonato de cálcio e cinzas oriundo da queima da madeira, conhecido como “dregs”. Este material é um corretivo de acidez do solo graças aos micronutrientes que apresenta (cálcio, potássio, magnésio, fósforo), que elevam a produtividade e são essenciais às plantas.

Na central de reciclagem, o dregs é homogeneizado, secado e vendido como corretivo de acidez para ser usado por produtores em todo o Estado. O material é um tipo de calcário essencial para a produção de soja, milho, feijão.

Com a quadruplicação da capacidade de produção da indústria gaúcha, a Vida está ampliando área e empregos, que passarão de 70 a quase 160 até o fim do ano, entre a fábrica em Guaíba e a central de reciclagem no Horto Florestal em Eldorado do Sul. A central de tratamento da empresa aumentou a área de 17 para 67 hectares, o que exigiu R$ 60 milhões em investimentos.

Mas com um menor valor é possível investir na Gestão de Resíduos e aumentar o lucro da sua empresa. O CeluloseOnline apoia um curso de Gestão da área e você pode obter as informações por aqui.

Reciclagem-de-ouro-no-lixo

O lodo é eliminado no processamento das estações de efluentes, grandes tanques situados quase na etapa final da produção de celulose. Na planta, os tanques ficam próximos ao leito do lago Guaíba, onde está o dorsel – porto de atracamento de barcaças que vão transportar os fardos de celulose rumo ao porto do Rio Grande e depois para o mundo.

O lodo é madeira dissolvida, explica Fernando Bergamin, e contém celuloses que não foram aproveitadas no processo produtivo. O material está na água de efluentes, e a estação de tratamento (processo de separação) retira da água o lodo para devolver água limpa ao lago. O resíduo bruto será levado à central de reciclagem onde se transforma em matéria-prima de fertilizante orgânico.

Leia Também:

No local, ocorre processo de compostagem até virar o produto final que será aplicado em hortas, jardins. “O lodo, que apresenta um cheiro mais forte dentro da fábrica e que lembra esterco de vaca, terá, no fim depois de decantado, aroma de húmus, com cheiro de terra de mato”, diz Bergamin. Na central de reciclagem, há um biodigestor a céu aberto. Valas com seis metros de profundidade e que comportam 11 mil metros cúbicos abrigam o lodo que será fermentado em um processo anaeróbica.

A matéria orgânica fica de quatro a cinco meses no local, depois passa a outras áreas por gravidade a leitos de secagem. O lodo pronto vai, por gravidade, a leitos de secagem, onde estufas criam ambiente para a redução de umidade e término da transformação do lodo em húmus.

CeluloseOnline

Demuth Rodapé
Qual é a sua impressão?
Amei
0%
Curti
100%
Não Gostei
0%
Sobre o Autor
Celulose Online
Celulose Online
Comentários
Deixe um Comentário

Deixe um Comentário