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Novo terminal do Aeroporto Internacional de Goiânia tem sistema inédito de reuso de água

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Novo terminal do Aeroporto Internacional de Goiânia tem sistema inédito de reuso de água

Ecosan do Brasil é responsável pelo processo de tratamento, fornecimento de máquinas e equipamentos e integração dos sistemas

04/07/2016 – O novo terminal de passageiros do Aeroporto Santa Genoveva – ou Aeroporto Internacional de Goiânia – saiu na frente das tendências do mercado, sendo o primeiro do Brasil a utilizar conceitos e parâmetros seguros no tratamento de reuso direto de águas, com um projeto inovador que possibilita o reuso de águas cinzas oriundas das torres de resfriamento, pias, chuveiros, bebedouros e águas pluviais. Embora tenha sido oficialmente inaugurado no dia 9 de maio, o novo terminal só começou a operar no dia 21 de maio de 2016.

Segundo André Ricardo Telles, diretor executivo da Ecosan do Brasil, empresa líder em equipamentos para tratamento primário e secundário de efluentes domésticos e industriais, contratada para o desenvolvimento e operação do sistema, a iniciativa representa um novo conceito em projetos. “Em linha com a escassez de recursos hídricos, o sistema reduz significativamente o custo e o consumo de água potável nas operações. A adoção desses processos representa a preocupação com os recursos hídricos e ambientais”, afirma Telles, ressaltando que o prazo para a implantação das máquinas e equipamentos no terminal foi extremamente rápido.

Ecosan Tratamento de Reuso de água em Goiânia

O sistema de tratamento de reuso de águas cinzas recebe também, diariamente, os descartes das torres de resfriamento, que são continuamente tratadas quimicamente, para fins de ajuste e equilíbrio do pH, controle de corrosão e incrustação, além do controle do crescimento de algas. A Infraero tem como responsabilidade o monitoramento dos parâmetros, enquanto a Ecosan do Brasil se responsabiliza pelo processo de tratamento, fornecimento das máquinas e equipamentos, integração dos sistemas de treinamento e início das operações.

Segundo Telles, o sistema é baseado em quatro estágios. O primeiro consiste na separação de água e óleo, através de blocos coalescentes. Já o segundo estágio leva em consideração um sistema completo de tratamento biológico da água contaminada com matéria orgânica, que seguirá para processos de equalização, recalque, aeração, sedimentação e polimento. O terceiro estágio consiste no tratamento físico-químico e prevê a remoção dos demais contaminantes e a filtração mecânica. Finalizando a solução, um sistema de desinfecção por ultravioleta. Neste contexto, segundo o diretor executivo da Ecosan, foram considerados aspectos importantes para a segurança dos passageiros, já que todo o desenvolvimento do projeto elétrico e de automação foi elaborado dentro de requisitos obrigatórios para uma área classificada como ambiente explosivo, com painéis, motores, acionamentos e equipamentos a prova de faísca e explosão.

De acordo com o engenheiro ambiental José Constâncio da Silva Neto, fiscal de meio ambiente da obra por parte da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o terminal já foi inaugurado e agora o sistema está nos arremates finais. “Já foi feita toda a montagem. O início da operação do sistema está previsto para a segunda quinzena de junho, mas sua eficiência só poderá ser comprovada depois de três ou quatro meses de funcionamento – na pior das hipóteses, seis meses. Isso, porque, por se tratar de um processo biológico, o equipamento deve levar algum tempo para se adaptar aos efluentes gerados pelo aeroporto”, explica Silva Neto. “Embora ainda não exista um volume definido de redução do consumo, nossa expectativa é de que, quando estiver em pleno funcionamento, esse sistema possa suprir uma parte considerável da demanda de água do aeroporto, que nós estimamos em torno de 30% do total a ser consumido – sendo otimistas, até 40%”.

Fonte: Jornal Dia a Dia

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