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Engenharia Florestal em Foco: O Mercado de Trabalho

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Engenharia Florestal em Foco: O Mercado de Trabalho

A área comercial de Auriomar Alvares

12/10/2016 – Estas podem ser as mais conhecidas, mas também existem atividades que não são propriamente da engenharia florestal, mas que necessitam do conhecimento técnico para serem realizadas, como a área comercial.

Auriomar Alvares é consultor de vendas especiais sênior da Futuragro. Formado em engenharia florestal, o profissional utiliza seus conhecimentos aprendidos na academia e em outras empresas que trabalhou como base para oferecer aos clientes o produto que mais se adequou às necessidades dos mesmos. Durante a carreira, Auriomar trabalhou em viveiros, na área de aplicação de herbicidas, pesquisa de solo e desenvolvimento operacional em silvicultura até chega a área comercial.

“Minha área de atuação engloba desenvolvimento de mercado e produto e consultoria pós-venda, que é um grande diferencial para o segmento no momento. Acredito que esta área está carente de bons profissionais. Quem tem potencial e consegue atuar nesse segmento Engenharia Florestal B Forest 5tem grandes chances de obter sucesso”, destaca.

A conservação e manejo das florestas da Giovana Baggio

Já Giovana Baggio entrou na área florestal com objetivo de atuar na conservação e manejo das florestas naturais e dos diversos biomas brasileiros. “Meu objetivo sempre foi fazer com que a atividade humana possa estar em sintonia com a sustentabilidade dos recursos naturais e comunidades, no longo prazo”, conta.

Por esse motivo, atua como gerente de agricultura sustentável da ONG internacional The Nature Conservancy. “Gerencio uma equipe que lidera projetos em áreas agrícolas, sempre voltados a equilibrar agricultura e pecuária à conservação de fragmentos naturais, recursos hídricos e solos”, conta.

O objetivo da ONG é atuar nas paisagens rurais, apoiando produtores, com intuito de recuperar corredores naturais (APP), implantar boas práticas agrícolas, conservar remanescentes e reduzir a pressão da expansão agropecuária sobre áreas naturais, por meio do incentivo a intensificação sustentável e a melhor utilização em áreas subutilizadas ou degradadas, tornando-as produtivas.

“Iniciei minha carreira com foco em consultoria ambiental para empresas florestais, principalmente com ênfase na certificação florestal. A qual me trouxe conhecimentos em diversos segmentos como a área social, direito do trabalho, saúde e segurança, biologia, recursos hídricos, etc. Estudar e avaliar áreas florestais com este olhar mais holístico, me trouxe uma abertura para entender e poder atuar de maneira mais inclusiva e ampla, o que fez a minha carreira evoluir e poder exercer a minha função atual”, explica Giovana.

Pesquisa de ensino com Rodrigo Pereira Jr.

Uma área bastante procurada pelos engenheiros florestais é a de pesquisa de ensino. Rodrigo Pereira Jr, conselheiro da APEF do Pará (Associação Profissional dos Engenheiros Florestais), optou por essa carreira imaginando algo bem longe da realidade.

“Quando criança achava incrível ver pessoas que reconheciam a espécie de uma árvore só de olhar para ela. Quando cursei engenharia, imaginava que seguiria para botânica. Ao longo das aulas percebi que a carreira vai muito além disso, tem a engenharia em si, estatística, planejamento, áreas que muito me atraíram”, conta Rodrigo.

Por ser do Pará, ao longo da carreira, o profissional lidou muito com espécies nativas. Trabalhou com manejo, plantio, consultoria, auditoria de certificação, ONGs, engenharia de segurança e, hoje, é pesquisador, professor do IFPA (Instituto Federal do Pará).

Pesquisa de Ensino também com Fernando Seixas

A área de ensino também despertou o interesse de Fernando Seixas. Desde que ingressou na Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz Universidade de São Paulo), em 1978, imaginava a engenharia florestal como uma carreira promissora e com grande demanda de profissionais, inclusive com facilidade de que os frutos de seu trabalho rapidamente aparecessem e tivessem resultados expressivos para a sociedade e o meio ambiente.

“Naquela época já sonhava em ser professor e acabei logrando êxito logo após formado, entrando, como auxiliar de ensino, na própria Esalq, em 1982”, relembra Fernando.

Para ele, a engenharia florestal consolidou-se como carreira, apesar de ainda hoje não ser amplamente conhecida pelos jovens. “Sou professor da área de colheita e transporte de madeira, além de coordenador da disciplina de introdução à engenharia florestal, a qual me Engenharia Florestal B Forest 4satisfaz imensamente pela oportunidade de receber os ingressantes e compartilhar sonhos e esperanças, auxiliando-os nos seus primeiros passos na universidade. Nos últimos três anos, passei a colaborar mais com a universidade na parte administrativa, como prefeito do Campus USP Luiz de Queiroz, restringindo um pouco a minha atuação em pesquisa”, conta o professor.

A pesquisa de Yeda Maria Malheiros de Oliveira

Já a pesquisa é a paixão de Yeda Maria Malheiros de Oliveira, pesquisadora da Embrapa Florestas, que há 38 anos, está nas áreas de inventário florestal e sensoriamento remoto.

“Considero um privilégio poder acompanhar todo desenvolvimento da engenharia e da pesquisa florestal no Brasil, apesar das dificuldade e, em alguns momentos, fases de recursos escassos. A carreira me permitiu conhecer pessoas de outros continentes e trabalhar com diferentes culturas e formas de ver a floresta”, explica Yeda.

Para ela, a madeira sempre foi um fascínio. “As árvores são arquétipos da humanidade, reverenciadas desde os primórdios, por suas dimensões, potencialidades, longevidade. Sempre achei que a madeira deveria ser a matéria prima da pesquisa florestal, visando entender a complexidade de uma florestal e formas de manejá-la. Os conceitos de sustentabilidade e renovação eram ainda muito ambíguos, mas já se avizinhavam tecnologias ligadas ao estudo, análise e ao entendimento de uma área de maiores dimensões usando meios como as fotografias aéreas e, muito depois, sensoriamento remoto. Aí achei algo com o que me identifiquei”, destaca a pesquisadora.

Leia todas as matérias da série Engenharia Florestal em Foco:

Fonte: B. Forest / Edição 19

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