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Especial: A Madeira Chilena – André Laroze – Certificação e Desenvolvimento Florestal

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Especial: A Madeira Chilena – André Laroze – Certificação e Desenvolvimento Florestal

20/12/2017 – A Certificação da Gestão Florestal Sustentável (SFM) é um instrumento que promove o desenvolvimento da silvicultura, informando os consumidores de que certos produtos são provenientes de florestas, cuja gestão cumpre os requisitos para o cuidado ambiental e responsabilidade social exigente. Tais requisitos são definidos no sistema de certificação de padrão MFS, por exemplo, PEFC e CERTFOR.

As empresas que optam por fazer a certificação assumem um compromisso com a gestão sustentável dos recursos florestais, expressa como um fator de diferenciação no mercado, melhorando a integração com as cadeias de fornecimento internacionais, como os clientes domésticos e procurando demonstrar, por meio de seus produtos, o seu interesse no ambiente. No Chile você pode reconhecer o rótulo PEFC em muitos produtos de madeira e papel, tais como móveis, embalagens, correspondência, brochuras, revistas, livros e material escolar.

Mas, além da importância que a certificação é para a comercialização de produtos, o principal é a sua contribuição para o desenvolvimento florestal. Aproximadamente 60% das plantações do país está certificada desde 2004, o que em matéria ambiental se manifesta em programas para a conservação de florestas nativas e áreas de alto valor ecológico, bem como ações para manter a produtividade do solo, a proteção de bacias hidrográficas e de qualidade da água.

Em termos de trabalho, foi regulamentada a execução dos contratos e condições de segurança no trabalho, além de uma qualidade de vida adequada para uma atividade que é realizada no campo. No âmbito social, a certificação requer uma relação com as comunidades locais com base em comunicação e participação, realização de treinamento e educação, a cooperação em projetos de desenvolvimento local e a proteção dos locais de interesse especial. Em relação às comunidades, a certificação se concentra em atender os compromissos assumidos em termos de direitos de utilização de propriedade e gestão de reivindicações de terras de floresta, promovendo soluções extrajudiciais sempre que possível.

As empresas certificadas também deve fazer acordos de transferência de tecnologia e de florestação quando as comunidades já receberam o pedido de terra do livre, prévio e informado ao longo das linhas da Convenção 169 da OIT.

Certamente que necessita para continuar elevando o nível de sustentabilidade do setor florestal nacional. Em particular, é necessário para evitar conflitos gerados pelo impacto das operações de grande escala, tendo em conta que 40 milhões de m3 por ano de colheita não caem do céu; para esta certificação que construiu mecanismos que suportam a melhoria contínua da gestão.

*André Laroze é PhD em Recursos Florestais e Secretário Executivo da CERTFOR.

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