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Produção de eucalipto ornamental em foco na Colônia Japonesa

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Produção de eucalipto ornamental em foco na Colônia Japonesa

A Colônia Japonesa é a localidade homenageada na 32ª edição da Kolonistenfest. Para fazer jus a esta homenagem, o Diário entrevistou Roberto Ozaki, que chegou em Ivoti com apenas um ano de idade e constituiu família no município. O foco atual da produção é o eucalipto ornamental e folhagens.

Tadahiko Ozaki, pai de Roberto, veio do Japão e desembarcou em São Paulo, onde ficou apenas uma semana, com interesse em vir parar em solo gaúcho. Mais tarde veio para Viamão. Ele conheceu a esposa Yasue Takaishi, após trocar fotos e cartas, através de uma agência de casamentos.

O casal teve sete filhos, mas perdeu quatro deles em um incêndio, quando a família já morava em Ivoti. A aquisição da propriedade de 7,3 hectares ocorreu através de uma entidade japonesa.

Tadahiko faleceu em 2011 e Yasue faleceu quatro anos depois. Dos quatro filhos que restaram, a irmã mais velha, Megumi, e o irmão do meio, Ivo, foram morar no Japão, onde trabalham em indústria de peças automotivas. São os chamados dekasségui, que são descendentes nipônicos que voltam ao país de origem.

Começou cedo

Roberto Ozaki, 54 anos, comenta que o pai começou com um aviário, mas que o negócio não deu certo, passando a produzir tomates, mas também plantou uva, laranjas, flores e há 30 anos começou a cultivar o eucalipto prateado argentino, que é cheiroso e de uso ornamental.

“Desde os 5 anos eu já auxiliava nos pequenos serviços, como era o caso de buscar leite, mas já aos sete anos ajudava a minha família nos serviços agrícolas”, explica “Robertinho”, como é chamado pelos amigos.

Ele também foi um dekasségui no auge dos anos de 1980. Entre idas e vindas, ficou cerca de 12 anos no Japão, onde trabalhou na área de alimentação. Em 1996 conheceu a sua companheira Alita Perkoski, que morava em Presidente Lucena, e com quem uniu-se dois anos mais tarde. O casal é pai dos gêmeos Anderson Fumiko e Leila Ely.

Sucessão familiar

Na questão da sucessão familiar, Roberto Ozaki, comenta que os filhos estão cursando o Ensino Médio e eles que vão decidir sobre a futura profissão e o caminho a seguir.

Se algum deles decidir dar continuidade aos negócios da família, será uma decisão individual de Jeferson e Leila. “Eu digo para eles que no momento é importante estudarem”, relata Ozaki.

Financiamento é importante

Roberto Ozaki é cliente do Sicredi há dois anos e comenta que é fundamental o investimento nas propriedades rurais de forma geral. Há alguns anos o produtor necessitou de recurso para aplicar na produção de uvas.

“Eu já fiz financiamento para aplicar nas parreiras e considero que é muito bom as entidades auxiliarem as propriedades familiares”, explica ele, que já quitou o valor financiado.

“O forte aqui da Colônia Japonesa foi a uva, mas nós trabalhamos também com a hidroponia por um determinado tempo, ideia que deixamos de lado pelos altos custos de produção”, enfatiza o produtor.

Proagrii e jardinagem

Roberto Ozaki é associado da Cooperativa de Produtores e Agroindústrias de Ivoti, a Proagrii, e também é sócio de Fábio Sato, outro morador da Colônia Japonesa, em um serviço de jardinagem. Atualmente, eles atendem a limpeza nos pátios e entorno de escolas do município.

Além de fornecer laranja e limão para a merenda escolar, Ozaki é o responsável por arrecadar os alimentos junto aos associados da Proagrii e levar até as 16 escolas de Ivoti que participam do programa federal, sendo quatro creches, 11 de Ensino Fundamental, e uma escola estadual.

A sua rotina começa às 6h30 da manhã junto aos produtores, e a entrega dos produtos inicia por volta das 8h30.

Fonte: O Diário
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