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Fábrica no Paraná adota tecnologia de controle remoto que evita prejuízos milionários

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Fábrica no Paraná adota tecnologia de controle remoto que evita prejuízos milionários

Em uma estimativa otimista, seriam necessários dois dias inteiros para um técnico da multinacional finlandesa Valmet se deslocar de uma das três unidades brasileiras da empresa até um dos clientes Brasil afora, identificar um problema e corrigi-lo. Considerando as longas distâncias do Brasil — e o fato de que o país se destaca entre os maiores produtores de papel e celulose do mundo, mercado em que a empresa atua —  isso acontecia com bastante frequência e prejuízos. A partir de agora, contudo, diagnósticos e reparos poderão ser feitos online e a distância, antecipando erros através de análise remota de dados.

A tecnologia foi inaugurada em Araucária (PR) pela Valmet, empresa finlandesa de automação e serviços para indústrias de celulose e papel que tem na cidade paranaense sua maior fábrica da América Latina. O chamado Valmet Perfomance Center é o sétimo da empresa no mundo e concentra, em uma pequena sala, dados e plantas industriais que permitem aos técnicos acompanhar a rotina de todas as fábricas dos clientes. Todo o controle e gerenciamento é feito a distância.

A ideia é não restringir a supervisão aos equipamentos da marca, mas estendê-lo a plantas de clientes com operações de outros fornecedores, por exemplo.

A atual fábrica da Valmet em Araucária foi inaugurada em 2011 e conta com 350 colaboradores. Além do Paraná, a Valmet América do Sul também está em Sorocaba (SP), Belo Horizonte (MG) e Santiago, no Chile — país que, em breve, terá um novo Workshop na cidade de Concepción.

Prevenção de problemas é sinônimo de redução de custos

A predição dos problemas é uma das maiores vantagens da implementação da tecnologia na fábrica. Por meio da análise de dados em tempo real, os técnicos podem identificar características anormais para os equipamentos, e apontar uma solução antes que eles apresentem algum problema mais sério.

Uma estimativa feita por Tacla aponta que a tecnologia pode evitar, só no Brasil, custos diários de até US$ 20 milhões, somando o prejuízo com as máquinas à perda de produção da fábrica. “A escala de produção é muito grande. As fábricas daqui são as maiores do mundo. Uma ou duas horas de parada de fábrica não programada são prejuízos estratosféricos”, explica.

Segundo Tacla, considerando que as fábricas brasileiras produzem até cinco mil toneladas de celulose por dia e com o peso do quilo do produto a US$ 800, isso já somaria prejuízo de US$ 40 milhões diários. “Com uma contribuição de 50% de resultado, a perda é US$ 20 milhões se a fábrica ficar parada por um dia — o que não é algo difícil de acontecer”.

Com os centros de performance espalhados pelo mundo, a Valmet passa a oferecer a possibilidade de suporte 24 horas por dia — e praticamente a partir de qualquer equipamento: laptop, tablets, celulares.

“A gente quer ter essas informações de modo fácil. E a comunicação é melhor, com conexão de dados”, explica Tacla. “Não é que vai ter uma pessoa sentada aqui 24 horas por dia, mas no caso de uma necessidade, tendo acesso aos dados, as pessoas podem atender e dar suporte”, explica Tacla.

Próximo passo: realidade virtual

A expectativa da empresa é de que, em breve, as plantas possam ser visualizadas com a ajuda de realidade virtual. Essa é uma tecnologia já presente no setor internacional, apresentada pelo núcleo finlandês da Valmet em 2016. “Você vai poder sentar à mesa com os óculos de realidade virtual e analisar a planta do cliente em tempo real, através de uma modelagem 3D, com transmissão de dados pela nuvem em tempo real”, afirma Tales Ribeiro, especialista em Soluções de Internet Industrial da Valmet. “Isso já está acontecendo”.

Fonte: Gazeta do Povo

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