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Abaf apresenta setor florestal na Fenagro 2019

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Abaf apresenta setor florestal na Fenagro 2019

A Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF) mantém sua parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura do Estado da Bahia (Seagri) e vai estar presente na Fenagro que este ano acontece de 23/11 a 01/12, no Parque de Exposições de Salvador (BA). A ABAF estará novamente com o estande no Setor de Cadeias Produtivas para divulgar os mais recentes dados do setor florestal na Bahia (compilados no relatório Bahia Florestal 2019 – confira na íntegra no site abaf.org.br) e o Programa Ambiente Florestal Sustentável (PAFS), cujo objetivo é a diversificação do agronegócio através das florestas plantadas para o uso múltiplo da madeira.

“A divulgação de importantes tópicos para a diversificação e sustentabilidade da atividade agropecuária é um dos principais objetivos da ABAF. A Bahia ainda não produz (e processa) a madeira plantada suficiente para atender a demanda do estado e muito disso se dá pela falta de conhecimento da rentabilidade do setor. Trabalhamos para a inclusão dos pequenos e médios produtores e processadores de madeira para uso múltiplo, visando o atendimento da demanda por móveis, peças e partes de madeira na Bahia – hoje atendida, na sua maior parte, por outros estados brasileiros; além de geração de energia.”, informa Wilson Andrade, diretor executivo da ABAF.

A área com florestas plantadas no Brasil ocupa apenas 1% da área do país, mas é responsável por 91% de toda a madeira produzida para fins industriais. Produtos de origem florestal estão presentes no nosso dia a dia e vão desde os mais evidentes, como papel e móveis, até produtos de beleza, medicamentos, alimentos e roupas. Entre os segmentos que usam a madeira como principal matéria-prima, podemos citar o de celulose e papel, celulose solúvel, o de painéis de madeira, o de pisos laminados, o de serrados e compensados, o de siderurgia a carvão vegetal, o de secagem de grãos e o de energia.

“Em um cenário futuro desafiador, as florestas estão ganhando um novo status. Da garantia de suprimento de matéria-prima para todos os usos da madeira – atuais e potenciais – a uma nova economia de baixo carbono, a solução passa pelas florestas plantadas. Para isso, precisamos trabalhar na ampliação de mecanismos que incentivem o consumo de produtos florestais”, acrescenta Andrade.

Além de tudo isso, as florestas têm um papel fundamental na mitigação da mudança do clima, especialmente por remover e estocar carbono nas florestas e nos produtos, além de evitar emissões ao prover produtos e serviços de origem renovável, em detrimento aos de origem fóssil ou não renovável. Vale reforçar que as florestas cultivadas têm ainda um enorme valor na regulação do fluxo hídrico, conservação do solo, manutenção da biodiversidade, entre outros serviços ambientais fundamentais para produção agrícola e para qualidade de vida.

PAFS – O Programa Ambiente Florestal Sustentável – parceria com a ADAB – vem trabalhando: Uso Múltiplo da Floresta Plantada; Regulamentação Ambiental das Propriedades Rurais (Código Florestal/ CAR/ Cefir); Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (iLPF)/Plano ABC; Preservação dos Recursos Hídricos; Prevenção e Controle de Incêndios Florestais; Controle de Gado nas Áreas de Preservação; Combate ao Carvão Ilegal; e Programa Fitossanitário de Pragas.

Desde 2016, o PAFS já percorreu 243 mil quilômetros; realizou 200 treinamentos em 180 comunidades; instruiu cerca de 8 mil produtores rurais de frutas, eucalipto, café, entre outras culturas, da região e estudantes. “O resultado tem sido muito positivo graças às parcerias feitas com o Governo do Estado, através da Seagri e ADAB; Sindicados Rurais da FAEB/Senar e Prefeituras, através de suas secretarias de agricultura e meio ambiente. Acreditamos que a responsabilidade de uma produção rural sustentável tem que ser de todos nós”, informa Paulo Andrade, coordenador do programa.

O setor na Bahia

O estado possui 657 mil hectares de plantações florestais, com expressiva presença de plantios de eucalipto (94% do total), o que coloca a Bahia em 4º lugar no ranking nacional. As associadas da ABAF detêm 528 mil hectares de florestas plantadas – 85% do total estadual.

A indústria de base florestal estadual é diversificada, estando ativas 636 empresas que atuam na indústria celulose e papel (papel, papelão, celulose de fibra curta, celulose solúvel/especial etc.), na indústria de madeira sólida (madeira serrada, madeira tratada, móveis de madeira etc.) e na indústria de material energético (carvão vegetal biomassa/pellets e resíduos da atividade florestal).

Em 2018, o contingente setorial alcançou 234 mil empregos (próprios e terceirizados). Além disso, o setor investe em quatro regiões da Bahia, o que contribui para a desconcentração econômica no estado (as plantações florestais estão no Sul, Sudoeste, Litoral Norte e Oeste).

Existem entre 450 mil hectares de florestas nativas destinadas à preservação ambiental. O setor tem mais de 0,7 ha preservado para cada hectare de produção – bem mais que o exigido pelo Código Florestal brasileiro.

Considerando a cadeia produtiva do setor florestal-industrial, o Produto Interno Bruto (PIB) atingiu R$ 14,2 bilhões em 2018. O setor contribuiu com mais de 5% do PIB estadual. A arrecadação tributária do setor foi superior a R$ 4 bilhões em 2018, o equivalente a 4,3% do total arrecadado na Bahia.

O setor promove a integração de pequenos e médios produtores através de diferentes modalidades de fomento e parceiras que já representam 20% do total da madeira consumida pelas indústrias. Esses convênios têm taxa de crescimento de 10% nos últimos anos. Em 2018, as empresas baianas firmaram 370 novos contratos de fomento florestal, beneficiando cerca de 300 famílias no estado.

Também é intensa a parceria com as comunidades do entorno das áreas de produção, com projetos socioambientais. Estes projetos envolveram investimento em 156 municípios, beneficiando 500 mil pessoas em 2018, totalizando com R$ 16 milhões de investimento voluntário por parte das empresas.

O setor tem sido historicamente um dos principais da economia baiana. Em 2018, foi o primeiro, responsável por 18,4% do total das exportações do estado. Os produtos da sua cadeia produtiva somaram mais de US$ 1,62 bilhão nas exportações, contribuindo de maneira significativa no saldo positivo da balança comercial.

Analisando-se os indicadores de desenvolvimento municipal (Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal), observa-se que em regiões e municípios onde a cadeia de florestas plantadas está consolidada, ocorrem índices superiores a outras.

O setor recebeu investimentos de R$ 728 milhões em 2018, 16% a mais do que em 2017. A maioria desse montante foi direcionada à reforma, implantação e manutenção dos plantios florestais. As empresas associadas da ABAF estimam que, para o período entre 2019 e 2024, serão investidos mais de R$ 2 bilhões no setor de base florestal.

As condições edafoclimáticas favoráveis e os investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) florestal, especialmente nas áreas de silvicultura e manejo, refletem nos altos níveis de produtividade das florestas plantadas no estado. Na Bahia os níveis de produtividade médios das florestas de eucalipto ultrapassam os 30 m³/ha.ano. Em alguns casos os incrementos superam 40 m³/ha.ano.

As florestas plantadas têm um papel fundamental na mitigação da mudança do clima, especialmente por remover e estocar carbono nas florestas e nos produtos. Têm ainda um enorme valor na regulação do fluxo hídrico, conservação do solo e manutenção da biodiversidade.

A ABAF representa as empresas de base florestal do estado, assim como os seus fornecedores. Essa pluralidade dá à associação a possibilidade de planejar e agir com respaldo nos mais variados âmbitos e em horizontes largos. A indústria de base florestal usa a madeira como matéria-prima, com destaque para a produção de celulose, celulose solúvel, papel, ferro liga, madeira tratada, carvão vegetal e lenha para o processamento de grãos. A madeira utilizada é plantada e é considerada uma matéria-prima renovável, reciclável e amigável ao meio ambiente, à biodiversidade e à vida humana. Associados: Aepes, Aiba, Aspex, Assosil, Bracell, Caravelas Florestas, ERB, Ferbasa, Floryl, JSL, Komatsu, Ponsse, Proden, Sineflor, Solid, Suzano, Veracel e 2Tree.

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