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Fibria encerra 3º trimestre com crescimento na receita líquida e produção

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Fibria encerra 3º trimestre com crescimento na receita líquida e produção

11% a mais em sua produção e crescimento de 24% em sua receita líquida

A Fibria produziu, no terceiro trimestre, 1,449 milhão de toneladas de celulose, o que representa um crescimento de 11% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com o segundo trimestre de 2017, a produção teve um aumento de 9%. Esse desempenho foi beneficiado pela entrada em operação da nova fábrica da companhia em Três Lagoas (MS), ocorrida em 23 de agosto – três semanas antes do previsto –, que adicionou 124 mil toneladas de celulose à produção total da Fibria no terceiro trimestre.

O volume de vendas totalizou 1,475 milhão de toneladas no terceiro trimestre, um aumento de 2% na comparação ao mesmo período do ano passado em função de um ambiente de mercado mais positivo, com restrições de oferta, forte demanda e baixos níveis de estoques, que permitiram a implementação total dos aumentos de preços anunciados pela Fibria para julho e setembro. Dada a perspectiva de continuidade de bons fundamentos de mercado, a Fibria anunciou também aumentos de preços para outubro e novembro.

No terceiro trimestre, a receita líquida da companhia somou R$ 2,844 bilhões, crescimento de 24% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse aumento foi resultado da elevação de 24% do preço médio líquido da celulose em dólar e ao maior volume vendido.

“Esse trimestre foi bastante positivo para a companhia. Iniciamos a produção na nossa nova fábrica em Três Lagoas antes do prazo previsto e abaixo do orçamento, começando a colocar os novos volumes no mercado numa conjuntura muito favorável ao produtor de celulose. Com a nova fábrica, a Fibria avança em sua estratégia de ampliar, cada vez mais, a sua posição de líder global do setor, ganhando competitividade estrutural e presença no mercado global”, diz o presidente da Fibria, Marcelo Castelli.

O custo caixa de produção da Fibria, no terceiro trimestre de 2017, foi de R$ 610 por tonelada de celulose, 8% inferior ao custo do segundo trimestre, em função do menor custo com madeira e do maior resultado com a venda de energia excedente de fonte renovável, decorrente da maior geração de energia com a entrada em operação da nova fábrica em Três Lagoas (MS) e melhor preço de energia. Em relação ao terceiro trimestre de 2016, a queda do custo de produção foi de 4% e deveu-se majoritariamente ao maior resultado na venda de energia excedente e à ausência de paradas programadas das fábricas para manutenção.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) no terceiro trimestre totalizou R$ 1,256 bilhão, um aumento de 17% em relação ao segundo trimestre deste ano, em função principalmente do maior preço da celulose em reais e queda do custo-caixa de produção. Na comparação com o terceiro trimestre de 2016, o Ebitda registrou um crescimento de 66% também em função do melhor preço da celulose no mercado internacional e do maior volume vendido. Já a margem Ebitda no trimestre atingiu 49%, um aumento de 4 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre de 2017. Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, a margem Ebitda mostra um crescimento de 12 pontos percentuais.

No terceiro trimestre, a Fibria registrou lucro líquido de R$ 743 milhões contra um prejuízo de R$ 259 milhões no segundo trimestre e um lucro de R$ 32 milhões no terceiro trimestre de 2016. Essa variação é explicada, basicamente, pela combinação de resultado financeiro positivo e maior resultado operacional.

O terceiro trimestre do ano também foi marcado pela continuidade do processo de redução da alavancagem financeira da Fibria, que começou no segundo trimestre de 2017. O índice de alavancagem financeira (relação dívida líquida/Ebitda), em dólar, caiu para 3,28 vezes, contra 3,75 vezes no segundo trimestre. Ao atingir esse patamar, a alavancagem financeira já está abaixo do limite da política financeira da companhia de 3,5 vezes para 2017, algo extremamente positivo, já que evidencia ainda mais a sua qualidade de crédito como Grau de Investimento.

“Comparado com as outras expansões feitas por empresas do setor de papel e celulose no país, executamos o maior projeto, com o menor pico da alavancagem financeira, mesmo tendo pago no período R$ 2,8 bilhões em dividendos. Como tanto o custo caixa de produção como o investimento em manutenção por tonelada da nova fábrica são baixos, associados ao também baixo custo de financiamento do projeto, a Fibria torna-se ainda mais forte na geração de caixa, resultando numa desalavancagem mais rápida do que as demais empresas do setor, beneficiando o acionista”, afirma o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Fibria, Guilherme Cavalcanti.

Ainda no terceiro trimestre, a Fibria concluiu uma nova emissão dos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) no valor total de R$ 941 milhões, encerrando o período com posição de liquidez de R$ 6,4 bilhões que, somada às linhas de financiamento do projeto Horizonte 2 ainda não sacadas, é suficiente para liquidar toda a dívida da companhia até 2019 e concluir o investimento do projeto ainda a ser desembolsado.

No quesito sustentabilidade, a Fibria permanece como uma referência mundial do setor de florestas plantadas. A companhia foi listada, pela quinta vez, no Índice Dow Jones de Sustentabilidade de Mercados Emergentes (DJSI Emerging Markets). Das sete empresas do setor que participaram da seleção, apenas a Fibria foi incluída na carteira 2017-2018 do índice.

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