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Fibria substitui tubetes plásticos por papel degradável na produção de mudas

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Fibria substitui tubetes plásticos por papel degradável na produção de mudas

Sistema Ellepot, da dinamarquesa Ellegaard, será adotado na produção das mudas de eucalipto

11/04/2016 – Em um viveiro de vanguarda, com altíssima precisão e 100% automatizado. É assim que a Fibria, líder mundial na produção de celulose e eucalipto, vai produzir suas mudas a partir de março de 2017.

Com capacidade para 43 milhões de mudas por ano, essa automação só foi possível com a adoção do sistema Ellepot de tubetes de papel degradável certificado pelo FSC (Forest Stewardship Council), uma tecnologia dinamarquesa já consolidada no mundo.

ellepot eucalipto tubetesA parceria da Ellegaard com a Fibria começou com criteriosas pesquisas no viveiro e no plantio resultaram em melhor rendimento e mudas de excelente qualidade. “Estamos muito orgulhos em ter sido escolhidos pela Fibria para fazer parte desse grande projeto”, ressaltou Lars Steen Pedersen, CEO da Ellegaard.

Na busca permanente pela redução de custos, a Fibria também considerou a facilidade de mecanizar o plantio com mudas em papel degradável.

No Brasil há 10 anos, a Ellegaard enxerga nessa parceria com a Fibria um importante balizador na consolidação do Sistema Ellepot no país. “A partir de agora, acreditamos, que outras empresas também compreenderão as vantagens que o sistema proporciona em termos de redução de custos, melhoria da qualidade das mudas e, consequentemente, no aumento da rentabilidade de seus negócios”, comentou Lars.

Presente em mais de 100 países, o sistema Ellepot já está sendo utilizado por empresas como Arauco, Stora Enso, UPM, Montes Del Plata e Smurfit Kappa.

O viveiro

A Fibria será a primeira empresa da área de celulose a utilizar robôs para plantar mudas de eucalipto. Essa é a primeira etapa do processo que, no modo convencional, é realizada manualmente.

ellepot tubetes fibriaA automação vai evitar perdas e preservar a integridade das mudas. O novo viveiro também segue conceitos de sustentabilidade, redução de resíduos e de impacto ambiental.

As novas instalações irão ocupar, aproximadamente, 48 mil m² de estufas, com automação nos processos de transporte, manuseio, seleção, irrigação, nutrição e controle meteorológico.

“Melhores mudas são a base para termos melhores florestas”, afirmou Aires Galhardo, diretor florestal da Fibria.

O sistema Ellepot

O Ellepot é um tubete de papel degradável que substitui o tubete plástico e não precisa ser retirado na hora do plantio evitando, assim, perda de substrato ou estresse da muda antes de ser plantada.

Além de melhorar a qualidade do sistema radicular, o sistema Ellepot reduz, consideravelmente, os custos de processos como recolhimento, lavagens e encanteiramentos além das perdas dos tubetes.

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5Comentários
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    ADALBERTO BRITO DE NOVAES
    abril 12, 2016 at 22:39

    Boa noite
    Evidentemente que recebemos tal notícia com muito entusiasmo. Sempre acreditei que o tubete, que está no mercado a mais há quase três décadas, mais cedo ou mais tarde será substituído, tendo em vista, ao meu ver, não ser um recipiente adequado à produção de mudas de alto padrão de qualidade.
    Todavia, gostaria de testar esse novo recipiente de produção de mudas, avaliando alguns parâmetros indicadores da qualidade de mudas florestais, como os morfológicos assim como, alguns parâmetros de natureza fisiológica como por exemplo o Potencial de Regeneração de Raízes-PRR. É fundamental entendermos como se comporta as raízes do ponto de vista de sua funcionalidade nesses recipientes e, principalmente, como será a sobrevivência e o desempenho das mudas no campo.
    Adalberto Brito
    Professor/Pesquisador do curso de Eng. Florestal da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-UESB

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    Pedro Guilherme Lemes
    abril 13, 2016 at 09:25

    Talvez um erro seja a permanência desse tubete de papel na hora do transplantio. Não me surpreenderia se o ataque de cupins de raiz aumentassem com essa tecnologia, visto que é uma tecnologia desenvolvida em países de clima temperado onde não existe o problema dos cupins.

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    Marco Almeida
    abril 14, 2016 at 16:38

    Temos acompanhado os experimentos no viveiros a campo, em diversas empresas no Brasil e em outros países, desde o comportamento no viveiro e plantio a campo. É possível verificar ganho expressivo do sistema radicular, quando comparado ao sistema de tubetes convencional. O papel degrada e não atrapalha o desenvolvimento das raízes e não houve ataque de cupins nos experimentos. Áreas que ocorrem cupins, as mudas de tubete convencional já são tratadas e os tubetes degradáveis também foram tratados, e há facilidade para o tratamento, pelo sistema radicular não ‘destorroar’ além da boa retenção no momento do tratamento.

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    Luiz Guerreiro
    abril 19, 2016 at 16:29

    Fiz um experimento plantando mudas em tubetes biodegradáveis, denominado “Paper pot” em 1992 na Fazenda Santa Maria – Santa Branca para Votorantim (FIBRIA).
    Depois de 24 anos eles descobriram o que o grande Eng. Deusélis já havia testado.

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    Julio Cezar Marques Saores
    agosto 11, 2016 at 19:01

    Para os produtores há de pensar na redução do custo da muda com a tecnologia Ellepot em relação à convencional além dos aspectos agronômicos de desenvolvimento radicular à campo o que já foi comprovado. Já para a viabilidade econômica para os donos de viveiros está no montante do investimento da infraestrutura de automação e sua manutenção versus gastos com sistema tradicional com tubetes. Se alguém souber desses valores me informe no e-mail: [email protected]

    Eng. Agr. Júlio Cezar Marques Soares

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