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Gráficas no RS têm queda de 10% na produção de material para as eleições

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Gráficas no RS têm queda de 10% na produção de material para as eleições

Gráficas15/10/2014 – “Caiu bastante a demanda. Não foi uma boa campanha. Os materiais de papel foram um pouco abandonados dessa vez. Essa foi a pior eleição para o setor em termos de faturamento nos últimos 12 anos”. A afirmação do presidente da Abigraf-RS, Ângelo Garbarski, traduz bem como foi para o mercado gráfico gaúcho a procura dos partidos políticos de material para as campanhas nas eleições.

Uma estimativa da associação revelou que a demanda por material de campanha caiu 30% na comparação com o pleito de 2010. A utilização de mídias alternativas por parte dos candidatos, como os perfis em redes sociais, é considerada uma das principais responsáveis pelo menor faturamento das empresas neste ano.

No caso do Rio Grande do Sul, nem mesmo a realização do segundo turno na disputa para governador, algo que não ocorreu em 2010, deve ser suficiente para animar o segmento. “Pode ser que se corrija algo, em virtude da polarização entre os dois candidatos, mas ainda assim o movimento deve ser inferior à eleição passada”, enfatiza Garbarski.

Apesar da redução de trabalho verificada até o momento, o período do pleito ainda impacta significativamente no faturamento das empresas. “No primeiro turno, tivemos uma demanda razoável por material de campanha. Nesse período de eleições, produzimos 25% mais do que fazemos normalmente. Mas não foi nada espetacular em relação a outras eleições. O mercado está tão parado, que qualquer movimento é maravilhoso”, destaca o sócio-diretor da gráfica Print Press, Carlos Evandro Alves.

Para dar conta dos pedidos, Alves contratou cinco funcionários temporários. “Mas fizemos menos da metade do volume de impressos de outras campanhas. Antigamente, toda a indústria trabalhava em eleição. Agora, a concorrência é muito maior”, compara. Em decorrência das dificuldades do ramo, o empresário lembra que a companhia vem reduzindo de tamanho nos últimos anos.

Ainda que o mercado dê sinais de encolhimento, algumas gráficas comemoram o resultado do trabalho no primeiro turno do pleito. É o caso da Tempo Gráfica, de Viamão (RS), uma das mais requisitadas pelos candidatos. “A demanda foi boa. Trabalhamos bastante, 24 horas por dia, até a véspera do primeiro turno. O faturamento cresceu em torno de 50% frente a um mês comum”, celebra a diretora Cristiane Becker. O desempenho positivo fez com que a empresa decidisse contratar um dos quatro funcionários temporários que estavam atuando na gráfica.

Fonte: Jornal do Comércio / Adaptado por CeluloseOnline

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