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Greenwashing contra o papel ainda é problema global

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Greenwashing contra o papel ainda é problema global

04/02/2016 – Grandes corporações globais ainda usam declarações ambientais incorretas para encorajar os consumidores a “abandonar o impresso” e passar da comunicação em papel para a digital. Martyn Eustace, presidente da campanha Two Sides, diz que a prática do greenwashing, estratégia de marketing enganosa, deve ser enfrentada.

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Até o momento, 377 bancos, prestadores de serviços, empresas de telecomunicações e seguradoras – líderes globais nos seus segmentos – foram pesquisados. Desse total, 240 praticaram greenwashing em suas atividades de marketing.

A Two Sides entende que vincular proteção ao meio ambiente à substituição da comunicação em papel por eletrônicos, além de criar uma impressão enganosa sobre a sustentabilidade da impressão e do papel, fere o mais recente código do Comitê de Práticas de Propaganda (CAP) e do departamento governamental (Defra), ambos do Reino Unido, dribla orientações da Comissão de Comércio Federal dos Estados Unidos e da CSR da Europa (principal rede europeia de negócios pela responsabilidade social corporativa), além das regras do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), que regulamenta a publicidade no Brasil.

“Lutar contra o greenwashing é uma missão importante para a Two Sides”, diz Fabio Arruda Mortara, country manager da Two Sides Brasil.

“Tudo faz parte de nossa missão de garantir que a comunicação impressa seja entendida como economicamente viável, socialmente justa e ambientalmente sustentável.

O Brasil é um bom exemplo, uma vez que 100% do papel produzido no País vem do cultivo florestal, preservando florestas nativas e sequestrando carbono da atmosfera”.

Resultados da indústria gráfica

A produção física da indústria gráfica brasileira recuou  17,4% no terceiro trimestre de 2015, em comparação com o mesmo período de 2014 — recuo maior do que os 11,2% da indústria de transformação no período.

Em relação ao segundo trimestre, descontado o padrão sazonal, a diminuição foi, respectivamente, de 4,1% e de 3,2%. O cálculo é da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), com base em dados da Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse desempenho fez o setor gráfico rever a projeção para o ano de 2015. A expectativa agora é de encolhimento de 12%, bastante superior ao -1,1%, estimado em janeiro do ano passado. A explicação está, em curto prazo, na necessidade de ajustar os estoques e, no médio prazo, na combinação de dificuldades financeiras com demanda fraca.

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a indústria gráfica fechou 3.111 postos de trabalho formais no terceiro trimestre, enquanto no mesmo período do ano anterior havia criado 245 novas vagas.

Fonte: Revista O Papel

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