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A história da Suzano em três capítulos

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A história da Suzano em três capítulos

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1- Os 75 primeiros anos

São marcados pelo foco em empreendedorismo e pela vocação de decisões rápidas e inovação. Na década de 1920, Leon Feffer começa com um comércio de papel e vai verticalizando a empresa conforme a necessidade.

Com a crise de abastecimento entre as duas guerras mundiais, monta uma fábrica de papel e, em seguida, compra outra, em Suzano (SP), que acaba dando o nome à empresa.

Para as duas, compra celulose importada, porque o papel é feito de árvores de fibra longa, não disponíveis no Brasil – o papel de fibra curta rasga com facilidade.

Depois da segunda Guerra, os preços da celulose disparam. O filho de Leon, o músico Max Feffer, decide pesquisar e testar até conseguir desenvolver celulose de fibra curta, de eucalipto, para produzir papel, colocando a Suzano como pioneira mundial no produto.

A inovação, na área florestal, inclui desenvolvimento genético e de clones, principalmente nas décadas de 1970 e 1980, e a produtividade vai aumentando com a tecnologia. Após a morte de Leon, em 1999, Max assume a companhia. Entretanto, dois anos depois, morre de forma súbita.

2- De 2001 a 2012

As características-chave são a profissionalização da gestão, a evolução dos processos, o crescimento e a horizontalização. Na sucessão, a decisão da família Feffer é de ir para o conselho de administração e profissionalizar a gestão.

Dos quatro filhos de Max, três ocupam assento no conselho, com David como presidente, e membros independentes são trazidos.

Além de papel, a empresa passa a vender também celulose, e a receita de vendas quadruplica. Ela faz várias aquisições e inicia a construção da fábrica de Imperatriz (MA), uma das maiores linhas de celulose do mundo. A exportação é ampliada.

3- Do final de 2012 aos dias atuais

O período é de transformação cultural, inovação e diversificação. O executivo Walter Schalka, vindo do grupo Votorantim, assume como CEO da companhia, combinando competências do primeiro ciclo com as do segundo.

Ele resgata o empreendedorismo e dá foco à inovação, ao mesmo tempo que mantém visão de processos e controles robustos.

Max - Antonietta - Leon Feffer

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Fonte: Revista HSM Management

 

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