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Lignum Latin America entrevista diretor da Águia Florestal

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Lignum Latin America entrevista diretor da Águia Florestal

Como é o mercado em termos de demanda por madeira? Quais setores são os maiores consumidores?

No momento, há um excedente no fornecimento de madeira e dois fatores parecem ser os mais relevantes. Primeiro, a redução do consumo da China, causada pela guerra comercial com os EUA. E também devido ao excesso de estoques, já que as vendas continuaram em alta até setembro de 2018. Quando a madeira chegou, o mercado já estava mais frio. Agora, esta ação foi ajustada com vendas reduzidas.

O segundo fator importante é o grande aumento de nossa capacidade industrial, com novos investimentos. Este é um resultado de seis anos de um mercado em crescimento. Agora estamos invertendo a curva de oferta e demanda. O setor que tem sido o maior consumidor é a celulose e o papel, mas já podemos ver uma queda na produção de celulose devido à queda dos preços, especialmente na China.

Quais são os principais produtos que sua empresa fabrica e que tipo de tecnologia é necessária para esses processos?

Fabricamos madeira de pinho serrada crua e aplainada, através do processo S4S. Também fabricamos madeira para paletes e painéis. O equipamento que usamos é basicamente máquinas de serraria, plainas, otimizadores, lixadeiras e coladoras.

Essas tecnologias estão disponíveis no Brasil ou devem ser importadas?

A maioria dessas máquinas pode ser encontrada no Brasil, mas quando avaliamos um novo projeto, em linha com as demandas da Indústria 4.0, em um alto nível de automação e controle, temos que procurar equipamentos no exterior.

Como você avalia o cenário brasileiro comparado a outros países produtores e consumidores de madeira?

Falando de madeira de florestas cultivadas e do mercado de madeira serrada, o Brasil teve maior importância no passado. Mas estamos recuperando nosso lugar com alguns grandes investimentos que tivemos nos últimos anos. É algo que sempre depende de uma taxa de câmbio favorável. Quando discutimos o consumo de madeira, nosso mercado ainda é pequeno. Com a crise na construção civil, diminuiu ainda mais. O lado positivo é que há um enorme potencial de crescimento, especialmente se pudermos aumentar o uso de madeira na construção, que ainda está muito focada em concreto e tijolos.

O setor tem alto apelo ambiental. Devemos lembrar que, se quisermos reduzir as mudanças climáticas, precisamos usar mais madeira das florestas cultivadas. Uma parede de madeira ou móveis de madeira são formas eficientes de capturar o carbono. Ao mesmo tempo, abre mais espaço para que mais árvores sejam plantadas.

Você também é o presidente da APRE, a Associação das Empresas Florestais do Paraná. Quais são os principais objetivos da instituição no momento?

Queremos agilizar as coisas e aprofundar ainda mais a interação dos associados e a troca de conhecimentos entre as empresas, mantendo e melhorando a conversa entre associação e empresas com o governo estadual e federal, bem como participando ativamente na formulação de leis, decretos e outras contas que impactam nosso setor. Também trabalhamos para aperfeiçoar a comunicação e apresentar nosso setor às instituições públicas e à sociedade em geral. Encorajamos programas educacionais nas escolas. Queremos ser participantes ativos nos conselhos de unidades de conservação e parques existentes no estado. Queremos fortalecer a imagem da APRE em nível nacional e melhorar as comunicações e linhas de ação entre as três associações do Sul do Brasil: APRE, ACR e Ageflor. Outro ponto de foco são os cursos que organizamos, com conhecimento atualizado de operações florestais para nossos associados. Da mesma forma, buscamos soluções para os problemas específicos de nosso setor, como estudos para combater pragas florestais, e pretendemos preencher a lacuna entre instituições de ensino e órgãos de pesquisa com o setor privado.

Como você avalia a relevância de uma feira voltada exclusivamente para a cadeia de produção de madeira?

Eu considero isso muito relevante. A Lignum Latin America tem muito a acrescentar ao campo do processamento de madeira. O Brasil é bastante desenvolvido na silvicultura, na silvicultura e na colheita. Esperamos que a Lignum Latin America acrescente novas tecnologias e conhecimento sobre produtos ao setor madeireiro industrial. A feira no exterior é fortemente voltada para a Indústria 4.0 e não vemos muito disso no Brasil. Acredito que a feira trará novas soluções neste campo, com alta produtividade e pouca força de trabalho. É um momento muito especial e importante para a troca de informação e conhecimento entre fabricantes de equipamentos e produtores de madeira. A feira é conhecida em todo o Brasil e na América Latina e deve trazer muitos visitantes estrangeiros.

Fonte: Lignum Latin America

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