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Lucro da Suzano e Fibria consegue captar benefício do câmbio

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Lucro da Suzano e Fibria consegue captar benefício do câmbio

12/06/2015 – Segundo dados compilados pela Bloomberg, enquanto as margens brutas de lucro dos produtores de minério de ferro, carne bovina e soja caíram, em média, 4,6 pontos percentuais no primeiro trimestre, para 18%, as margens das fabricantes de celulose Suzano e Fibria subiram 9,9 pontos percentuais, para 36% em média.

O real se desvalorizou em 17% em relação ao dólar nos três meses até 31 de março, a maior queda entre as principais moedas, enquanto a economia brasileira caminha para a pior recessão desde 1990. O dólar mais forte aumenta as receitas dos exportadores, já que eles passam a receber mais reais para cada dólar pago no exterior.

No entanto, de modo geral, esse ganho tem sido anulado por quedas ainda maiores dos preços das commodities e do volume de embarques, bem como por um aumento nos custos de produção. Isso não ocorre com os produtores de celulose, que vêm conseguindo aumentar seus preços em dólar.

“O setor de celulose está em um momento muito positivo. A demanda da China está bastante forte e deve se manter em níveis altos nos próximos anos”, disse o analista sênior de ações do BB Investimentos, Victor Penna.

Taxa de câmbio

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Celulose em alta

Os preços de referência da celulose subiram 5,5¨% nos últimos 12 meses, o que contrasta com um declínio de 25% no índice de commodities da Bloomberg, que monitora uma cesta de produtos primários, como petróleo, minério e soja.

O lucro bruto da Suzano subiu 95% no primeiro trimestre, o maior crescimento entre as empresas presentes no Ibovespa, para recordes R$ 759 milhões.

O lucro bruto da Fibria deu um salto de 83%, o maior depois do da Suzano, atingindo a marca histórica de R$ 725 milhões, segundo dados compilados pela Bloomberg.

A Fibria teve a maior margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização entre os 45 membros do Bloomberg World Forest Products Paper Index no último trimestre, com 49%. As ações da Fibria, que tem sede em São Paulo, estão em alta de 32% neste ano, enquanto a Bovespa subiu 6%.

Fonte: Exame.com / Adaptado por CeluloseOnline

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