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Especial: A Madeira Chilena – Carlos Castro – Árvores urbanas, uma dívida

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Especial: A Madeira Chilena – Carlos Castro – Árvores urbanas, uma dívida

10/12/2017 – Olhando para os problemas que enfrentam as cidades no Chile, é frustrante ver que a questão da arborização urbana está ausente do debate público.

Só ressurge quando a primavera chega e é responsabilizada por problemas de alergias sofridas pela população, ou no inverno, quando os galhos caídos, causados pelas tempestades, causam a falta de energia, entre outros riscos.

Uma mensagem negativa e alarmista sobre a presença de árvores é assim gerado nas cidades, esquecendo o papel fundamental: como purificadores de ar, apaziguadores de temperaturas e radiação solar, e coletores de partículas finas e habitat para as aves.Também fico surpreso com a leviandade com a opinião sobre as contribuições ambientais de espécies exóticas e espécies nativas.

De acordo com alguns “especialistas”, as árvores ornamentais introduzidas não geram lucros e o corte teria impactos negativos. A opinião de uma autoridade regional é a de que “… as árvores exóticas não cumprem as funções de oxigenação que fazem cumprir as árvores nativas”. Um absurdo.Esta visão errada e tendenciosa também é generalizada entre os reguladores.

Ao avaliar o impacto ambiental das extensões de ruas, construção de edifícios e outros, o Serviço de Avaliação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente considera apenas os impactos sobre as espécies nativas ou constituem uma floresta. E o caso é que uma única cópia nativa pode ser motivo de preocupação e não árvores individuais tão exóticas, sem valor e não exigiria medidas de mitigação.Assim, vemos as árvores exóticas presentes na área do projeto são cortadas sem cerimônia. Sua contribuição ambiental sobre a regulamentação das emissões de temperatura e de captura de radiação de partículas finas, o seu estatuto de habitat para as aves não é avaliada.

Também não é considerado se eles têm valor para os vizinhos, tais como aquelas árvores Patrimônio (bem conhecidos na outro termo países) que, pela sua dimensão, a longevidade ou outro atributo, são importantes para o ambiente onde elas crescem. Felizmente, ainda há comunidades que se organizam para defender suas árvores, independentemente de se tratar de espécies nativas ou exóticas.

A Faculdade de Silvicultores, em seu desejo de contribuir para o desenvolvimento sustentável, tem se preocupado com o assessoramento técnico a esses grupos que buscam defender o seu patrimônio arbóreo. Neste trabalho, constatamos que há um problema generalizado, que é a falta de conhecimento e preocupação daqueles que executam obras civis, sobre as medidas a serem tomadas para mitigar o impacto das obras sobre as árvores urbanas. Esta situação é agravada pela constatação de que não há regulamentos modernos e zoneamento específicos em vigor no país para tratar da gestão e proteção das árvores urbanas.

Apenas alguns municípios têm leis que tratam de gestão, especialmente em situações de conflito geradas por condições sanitárias precárias. Mais uma vez a nossa situação precária sobre esta questão contrasta com países como a Argentina, que têm regras sobre as árvores urbanas e as instituições responsáveis ​​pelo desenvolvimento e supervisão de programas de gestão, proteção e divulgação do patrimônio arbóreo das autoridades da cidade.

Um pequeno passo na direção certa foi a recente pedido em conjunto com a  nossa faculdade e uma parceria público-privada para resolver os danos às árvores urbanas como resultado da folga de cabos na cidade.

Neste trabalho também encontramos um problema na entrega gratuita de plantas para a população. É essencial para acompanhar este lançamento com instruções técnicas para o cuidado e manutenção de árvores. Isso é mais importante quando se trata de escolher as melhores espécies para compartilhar espaço com as linhas de energia.Estas empresas já perceberam o valor das árvores urbanas e a necessidade de um órgão técnico como a Associação de Engenheiros Florestais, orientação sobre a correta gestão da floresta nas ruas e praças.

Há também iniciativas específicas e alguns municípios de La Araucania para a nossa aliança aconselhá-los sobre o desenvolvimento de portarias específicas sobre o assunto.Eles são pequenos passos que esperamos que venha a construir um melhor ambiente para o gerenciamento de um recurso ambiental chave para cidades: as árvores.

Por Carlos Castro, vice presidente do College of Forestry Engenheiros Araucanía.

*O artigo foi enviado pelo Corma

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