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Mato Grosso: Baixa oferta de mercado é principal entrave da base florestal

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Mato Grosso: Baixa oferta de mercado é principal entrave da base florestal

16/10/2015 – O uso de madeira legal sustentável de plantações na agroindústria, arquitetura e construção civil foi o principal foco do Florestar 2015 (11° Encontro de Reflorestadores do Estado de Mato Grosso).

Mato Grosso produz hoje em torno de 1,6 milhão de metros cúbicos de eucalipto ao ano. Porém, a capacidade é de 4,5 milhões m³/ano. A baixa oferta de mercado para a produção de madeira para fins comerciais e a concorrência com madeira de extração ilegal são os principais fatores que impedem o crescimento da atividade da base florestal no estado, somada a logística.

Base florestalPara produtores, incentivo fiscal é um bom atrativo de indústrias de etanol de milho, termelétrica e indústria moveleira. Atualmente, cerca de 90% do eucalipto, por exemplo, produzido em Mato Grosso é destinado para a produção de biomassa, ou seja, transformação de energia em secadores de grãos, armazéns, para uso em caldeiras, etc.

Segundo o presidente da Arefloresta (Associação de Reflorestadores de Mato Grosso), Fausto Takizawa, Mato Grosso possui uma área de aproximadamente 187 mil hectares com eucalipto. A capacidade de produção é de 4,5 milhões m³/ano, porém apenas 1,6 milhão m³ são produzidos. Em Teca são cerca de 65 mil hectares, em torno de 40 mil hectares de seringueira, além de 14 mil hectares com árvores de mogno africano, pau de balsa, entre outras espécies.

“A produção é baixa devido à falta de mercado e também a concorrência com a madeira de desmate ilegal. O eucalipto, por exemplo, tem 90% de destinação para biomassa”, comenta Takizawa.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, Seneri Paludo, a base florestal está inserida junto aos setores prioritários para o desenvolvimento econômico do estado, ou seja, está junto nos planos de ações e incentivos do governo do Estado para a agroindústria, turismo e mineração.

“Há questões burocráticas que precisam ser revistas para o desenvolvimento do setor da base florestal. Precisa-se simplificar mais processo. Estamos buscando meios de atrair indústrias moveleiras para Mato Grosso. Tiramos da gaveta (gestão passada) o Plano de Desenvolvimento da Base Florestal e agora estamos vendo o que podemos fazer para proporcionar de incentivos para a indústria que já está em Mato Grosso e atrair novos investidores”, destaca.

Fonte: Agro Olhar / Adaptado por CeluloseOnline

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