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O Silvicultor de Botina – Por Nelson Barbosa

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O Silvicultor de Botina – Por Nelson Barbosa

Encontrar o profissional preparado para o trabalho de campo vai se tornando uma tarefa cada vez mais difícil!

Formam-se cerca de 1400 engenheiros todos os anos, e com áreas de conhecimentos cada vez mais abrangentes.

Ganha o setor florestal pela maior quantidade de engenheiros com melhor formação e mais bem preparados.

Infelizmente, o setor não cresceu, adequadamente, para absorver toda essa moçada melhor capacitada.

Os cursos aumentaram suas áreas de ensino e muitos temas foram incluídos nas grades curriculares.

Um contexto interessante, mas com algumas controvérsias! Muitas vezes, por falta de uma boa orientação no período acadêmico, o profissional enfrenta dificuldades em sua colocação de trabalho.

É muito comum encontrar-se engenheiros recém formados, que não conhecem nada da Amazônia.

E, há também os que nunca entraram numa floresta plantada.

Talvez a ampla diversidade no direcionamento profissional das diferentes escolas seja responsável por tais distorções.

E isso vai tornando a escolha do profissional cada vez mais cuidadosa, quase uma arte!

Numa conversa, em que tivemos oportunidade de participar, entre empreendedores e gestores de florestas, essa dificuldade ficou bem evidenciada.

Um diretor interessado na contratação de profissional, foi bem taxativo: “ tenho tido dificuldade para selecionar profissionais que gostem de atuar no campo.

E continuou: “ a moçada aprende a lidar com sistemas de controles e instrumentos sofisticados e querem cuidar das florestas do escritório e com ar condicionado”.

E continuou: “nada substitui o parecer do silvicultor que vai para o campo e que tem disposição para ver de perto o plantio e o manejo das florestas”.

E completou:“ é mosca branca esse silvicultor de botina que vai conferir a qualidade dos trabalhos, faça sol ou faça chuva ”.

E para valorizar ainda mais esse tipo de profissional, ouviu-se de outro prosador: “quem tem essa disposição, nem precisa apresentar diploma ”.

E não faltou uma bem colocada ponderação : “ mas é muito bom que essa mosca branca tenha bons conhecimentos de computador , conheça as ferramentas modernas para controles e para elaboração de planilhas”.

E meio na brincadeira completou :” com esses conhecimentos vai evitar que fique refém dos doutores de escritório, que adoram dar palpites e comandar!

E o amigo que iniciou a conversa, concluiu: é a falta dessa mosca branca que explica as florestas improdutivas com sérios problemas de implantação e manejo, que se encontram em muitas empresas com sofisticados programas de acompanhamento e controles!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – [email protected]

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