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“Os ativos florestais são como uma poupança segura”, diz CEO do BTG Pactual

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“Os ativos florestais são como uma poupança segura”, diz CEO do BTG Pactual

20/05/2015 – Em 2012, o banco BTG Pactual, controlado por André Esteves, assumiu o controle da TTG Brasil Investimentos Florestais e houve um certo espanto. Afinal, tratava-se de uma empresa que administrava fundos de investimentos baseados no plantio de florestas de pinus e eucalipto pelo mundo afora, algo muito distante do universo do banqueiro.

No último dia 12 essa história ficou um pouco mais clara com a bem-sucedida captação de US$ 860 milhões, cerca de R$ 2,6 bilhões, no mercado internacional.

“Os ativos florestais são como uma poupança segura por parte dos investidores de longo prazo, como os fundos de pensão. Melhor até que os imóveis que geram prejuízo em caso de vacância prolongada”, afirma o criador do TTG Brasil e CEO do BTG Pactual Timberland Investment Group, Gerrity Lansing.

BTG Pactual

Essa divisão do BTG administra US$ 3 bilhões em ativos espalhados por Estados Unidos, África do Sul e países da Europa e da América Latina. Pode até ser conversa de vendedor. Mas o fato é que as sucessivas ampliações de capacidade produtiva das fabricantes de celulose, especialmente no Brasil, indicam que o eucalipto e o pinus continuarão sendo bastante cobiçados.

Segundo o diretor-executivo da Consufor, Éderson de Almeida, a demanda por ativos florestais não se resume ao setor de celulose.

“Os segmentos de siderurgia, madeira e até os projetos de bioenergia (partir da queima de madeira de reflorestamento) respondem, hoje, por 65% do mercado”.

São estes componentes que ajudam a explicar o grande interesse dos investidores globais em se associar a esta tacada de Esteves. O volume captado ficou US$ 110 milhões acima do planejado. A estratégia desenhada por Esteves e Lansing mira em segmentos de consumo praticamente imunes à crise.

“Não importa o ritmo de crescimento do Brasil, China ou Estados Unidos. O certo é que a demanda por papéis de embalagem e para produção de guardanapos e fraldas, por exemplo, seguirá crescendo na faixa de 5% ao ano”, afirma Lansing. De acordo com o CEO da divisão de florestas do BTG Pactual a expectativa é aplicar no Brasil boa parte dos recursos captados nesta rodada. As vantagens comparativas do País justificam a preferência, pois vão desde o clima e a tecnologia até o curto período de maturação das árvores, a partir de cinco anos.

Fonte: Isto É Dinheiro / Adaptado por CeluloseOnline

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