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Participantes de workshop destacam importância da troca de experiências para avanço do setor florestal

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Participantes de workshop destacam importância da troca de experiências para avanço do setor florestal

4º Workshop Apre/Embrapa Florestas abordou mercado, pesquisa empresarial, formação de florestas de alto rendimento e o melhoramento genético florestal

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17/10/2016 – Com mais de 120 participantes nos dois dias de evento, o 4º Workshop realizado em parceria entre a Apre e a Embrapa Florestas teve como tema principal – “Manejo para uso múltiplo – a árvore de Pinus do futuro” e trouxe diversas discussões, como as tendências para o mercado de madeira, a formação de florestas de alto rendimento, a importância da pesquisa florestal empresarial e o estado da arte do melhoramento florestal, com as experiências das empresas acerca do assunto. Na avaliação dos organizadores do evento, o workshop foi um sucesso, porque trouxe para o debate importantes assuntos que poderão ajudar as empresas em suas rotinas no dia a dia.

“Acertamos os temas, acertamos os palestrantes e o evento serviu para nos mostrar qual caminho devemos seguir. Vamos ter muito trabalho pela frente, mas algumas coisas acenderam. Vamos buscar a reflexão sobre tudo isso, mas sabemos que o workshop tem que continuar. Precisamos entender como fazer essa rede de conexão para que possamos buscar alternativas. Temos que ser proativos para nos adaptarmos às novas condições”, avaliou Carlos Mendes, diretor executivo da Apre.

Edson Tadeu Iede, chefe-geral da Embrapa Florestas, lembrou que o encontro serve para reunir todo o setor florestal para se dedicar à solução de problemas. “Tivemos uma parte de levantamento de problemas e essa prospecção também faz parte do nosso objetivo com o workshop. Aprendemos com aqueles que trabalham nos negócios e no mercado para que possamos entender e tentar ajudar. Às vezes estamos desconectados do setor. Temos os melhores estudos, as melhores soluções, mas quem manda é o mercado. Por isso, é fundamental que possamos ter uma melhor noção do cenário. Estamos construindo e queremos construir um caminho junto com todos. Por isso, os dois dias de evento foram muito importantes. Estamos aprimorando esses encontros cada vez mais e esperamos que fique cada vez melhor”, completou.

Opinião dos participantes

Cassiano Schneider, executivo florestal e que esteve fora da região Sul nos últimos três anos, atuando em atividades florestais na Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais, contou que, agora, retornando ao Sul, teve uma grata surpresa: ver o nível não só do workshop, mas também das apresentações e a interação entre as empresas e todos os players do setor produtivo, bem como as instituições e os fornecedores de produtos e serviços para as empresas florestais.

“Está muito mais avançado do que no resto do Brasil. As empresas daqui são muito mais unidas e eventos como esse são importantes para catalisar as boas iniciativas em prol do crescimento do setor, não especificamente de um ou outro player”, avaliou.

De acordo com Schneider, o evento também mostrou que o movimento que está sendo feito de substituir o pinus pelo eucalipto precisa ser revertido. “Temos no Sul um grande diferencial, que é o cultivo do pinus. Então reconhecer e resgatar esse diferencial são passos estratégicos muito importantes”, disse.

José Mauro Moreira, pesquisador da Embrapa Florestas, disse que o workshop foi extremamente positivo, porque focou na “questão de longo prazo de uma cultura que tem que ter visão de longo prazo, que é o caso do pinus”.

Ele citou também que a discussão sobre as tendências de mercado, juntamente com as informações sobre melhoramento genético e técnicas de manejo, são fundamentais para balizar a decisão de sustentabilidade do negócio no futuro. “Aqui conseguimos enxergar como o mercado pode se reinventar, quais são as novas potencialidades e, ao mesmo tempo, o que já fazemos e que temos espaço para continuar fazendo, e o que podemos melhorar. Daqui para frente o setor precisa continuar percebendo as vantagens, detectar aquilo que é desvantagem, e realmente buscar maximizar o uso da madeira de pinus. O manejo para uso múltiplo, por mais que tenha seu risco pela questão do prazo, abre possibilidade maior de mercado. Talvez não aumente tanto a rentabilidade, mas certamente reduz o risco”, salientou.

Julio Soznoski, sócio proprietário da Kolecti, disse que diante da dificuldade no cenário econômico, o evento trouxe muitas questões para debate. As três discussões principais – melhoramento, manejo e mercado – podem ajudar as empresas a encontrarem o melhor caminho.

“As informações sobre melhoramento e manejo são muito importantes. Para as empresas de modo geral, essa é uma discussão que tem que ser levada adiante, não só agora nesse cenário econômico ruim. Percebo que estamos sempre no mesmo nível e não temos avançado muito nesses temas. Por isso, o evento serve para que as empresas possam pensar em outros caminhos. Cada empresa tem seu produto e sua finalidade, mas o workshop ajuda a reunir todas as ideias, todas as possibilidades que existem no mercado, tudo que pode ser replicado para outras empresas”, concluiu.

O 4º Workshop Apre/Embrapa Florestas aconteceu nos dias 14 e 15 de setembro, na sede da Embrapa, em Colombo (PR).

Fonte: Embrapa

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