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Política internacional: tendências do comércio internacional

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Política internacional: tendências do comércio internacional

Esse é sem dúvida um bom momento para a indústria de celulose. Tal como foi relatado no início desse ano, a produção de celulose atingiu um volume recorde em 2017. Ao mesmo, as exportações de matéria-prima aumentaram 2,3% ao longo do ano. Contudo, surgem algumas nuvens no horizonte que é necessário acautelar.

Trump

Independente de quaisquer considerações políticas, o mandato do presidente americano Donald Trump trouxe um cenário de instabilidade, em especial ao comércio internacional. Não é só pelas decisões que ele vem tomando relativamente aos acordos comerciais dos Estados Unidos, que podem atingir também o Brasil (veja-se os casos do aço e alumínio). É também pela força que dá aos movimentos protecionistas e pela instabilidade que cria ao regime de liberdade de comércio.

O estilo enérgico e imprevisível do presidente Trump, em todas as áreas de atuação, vem criando um ambiente no qual parece que os povos aceitam e recompensam um estilo de política mais direto e imediato. O cenário atual se assemelha a um cassino, em duas formas.

A política internacional como um jogo de cassino (parte 1)

A política internacional atual vem se assemelhando a uma sala de cassino onde vários jogadores fazem apostas cada vez mais arriscadas. Tal como acontece no Twitter, ou como se o WhatsApp fosse a nova assembleia onde tudo se decide. Mais do que isso, é como se a política virasse um jogo de cassino onde os líderes vão jogando fichas até conseguirem o resultado desejado.

Trump tem um estilo negocial de impor seu peso para tentar vergar o adversário pela força – seja um inimigo como a Coreia do Norte ou um aliado como o Canadá. Não é certo que tenha conseguido resultados com a Coreia do Norte, mas o simples fato de levar seus adversários a negociar já é anunciado por ele como uma vitória.

A política internacional como um jogo de cassino (parte 2)

A segunda perspectiva é o fato de que tentar adivinhar qual será a próxima tendência parece cada vez mais difícil. Para a mídia internacional, o voto inglês para a saída da União Europeia e a eleição do presidente Trump pareceram uma surpresa. Entretanto, quando já se esperava uma queda da União Europeia ao longo de 2017, com sucessivas eleições em vários países, a conclusão é que nem todas as pessoas estão tão insatisfeitas assim.

Da mesma forma, nos Estados Unidos há perspectivas de que a popularidade de Trump possa não ser suficiente para ele assegurar a reeleição em 2020. Entretanto, se ele não for reeleito, é bem certo que seu eleitorado mais fiel vai continuar muito ativo, esperando a vinda de um novo candidato que defenda suas ideias da mesma forma.

Rússia e China vão se comportando como atores concertados em uma arena internacional cada vez mais repartida. Por outro lado, a crise econômica cabe a todos, e os efeitos da Grande Recessão ainda não terminaram. Além disso, com a Rússia e a China competindo por ganhar maior influência em África, será que não veremos um novo enfrentamento no horizonte?

Em meio a tudo isto, é razoável pensar que os próximos anos serão, mais do que tudo, imprevisíveis. Os empresários deverão manter-se atentos a todos os sinais e se informar o melhor possível. Não o “mais” possível, mas o “melhor” – excesso de informação de fraca qualidade é um dos grandes problemas de nosso tempo.

Demuth Rodapé
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