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Preços da celulose só devem acompanhar o aumento da demanda em 2020

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Preços da celulose só devem acompanhar o aumento da demanda em 2020

Os embarques mensais de celulose cresceram 6,6% em outubro na comparação ano a ano, para 4,210 milhões de toneladas, conforme dados do Conselho de Produtos de Celulose e Papel (PPPC, na sigla em inglês) compilados por analistas em relatórios enviados a clientes nesta terça-feira.

Os embarques de fibra curta avançaram 7,3%, para 1,976 milhão de toneladas, e os de fibra longa cresceram 6%, para 2,096 milhões de toneladas.

No que diz respeito às regiões, os embarques para a China subiram 32,9%, enquanto para a Europa recuaram 4,1% e para a América do Norte caíram 8,9% em outubro ante outubro de 2018. No caso da fibra curta, houve alta de 47% nos embarques para a China, com quedas de 1% para Europa e 22% para América do Norte.

O movimento corrobora com comentários das produtoras Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11), que citaram recentemente aumento de demanda na China, apesar de níveis de estoques ainda elevados.

Segundo os dados do PPPC citados pelos analistas, os estoques globais de celulose fibra curta ficaram em 50 dias no mês passado, uma queda de 2 dias em relação a setembro, conforme dados sem ajuste sazonal, mas alta de 6 dias sobre o verificado um ano antes. Os estoques de celulose de fibra longa também recuaram, para 33 dias em outubro ante 35 no mês anterior. Ante outubro de 2018 eles ficaram estáveis.

“As estatísticas de outubro indicam que as coisas continuam a avançar na direção certa”, avaliou Caio Ribeiro, do Credit Suisse, destacando mais desestocagem realizada neste mês e as remessas de fibra curta movendo-se firmemente em território positivo.

Ele afirmou, contudo, ainda acreditar que será necessário muito mais em termos de redução de estoque para começar a dar um impulso favorável aos preços da fibra curta.

“Os estoques na indústria continuam inchados, a demanda europeia de celulose continua em declínio, a capacidade não utilizada na indústria ainda é um excesso e as paralisações de capacidade foram bastante tímidas até agora.”

Nesse contexto, ele estima os preços de fibra curta na China relativamente estáveis nos próximos meses, com uma recuperação gradual a partir do segundo trimestre de 2020.

Na mesma linha, a equipe do BTG Pactual considerou que os dados continuam representando uma perspectiva melhorada para os produtores de celulose, apoiando a visão da casa de que os preços chegaram ao piso, de uma estratégia bem-sucedida de desestocagem da Suzano e tendências saudáveis da demanda na China.

“Ficamos satisfeitos ao ver que os estoques de fibra curta continuam caindo, agora com 50 dias. Parece cada vez mais provável que a ‘normalização dos estoques’ seja concluída em meses, não em anos, o que consideramos otimista.”

Leornardo Correia e equipe, do BTG, avaliam que tal cenário dará aos fornecedores de celulose a oportunidade de elevar os preços já no primeiro trimestre do próximo ano.

Analistas do Bradesco BBI também destacaram positivamente os números, em particular o crescimento nos embarques para a China de fibra curta. “No entanto, continuamos cautelosos e vemos espaço limitado para os preços da celulose se recuperarem no curto prazo”, afirmam Thiago Lofiego e Isabella Vasconcelos.

Para eles, os preços devem permanecer estáveis ​​nos níveis atuais, em 450 e 460 dólares por tonelada para a fibra curta na China, até que os estoques atinjam níveis mais normalizados, entre primeiro e segundo trimestre de 2020. A partir daí, avaliam os analistas, os preços da commodity devem se recuperar gradualmente, dadas as várias oscilações do lado da oferta e expectativa de uma recuperação modesta da demanda.

“Prevemos celulose de fibra curta (China) em 567/500/550 dólares por tonelada em 2019/20/21”, afirmaram.

Por volta de 15:30, os papéis da Suzano subiam quase 1%, a 39,37 reais, enquanto as units da Klabin caíam 0,7%, a 17,34 reais. No mesmo horário, o Ibovespa recuava 1,6%. No mês, Suzano acumula alta de cerca de 17% e Klabin contabiliza ganho ao redor de 11%.

Fonte: Money Times

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