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Produção do setor moveleiro desacelera em julho e acumula menor taxa do ano

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Produção do setor moveleiro desacelera em julho e acumula menor taxa do ano

A produção do setor moveleiro desacelerou em julho de 2018, de acordo com a mais recente Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O setor de móveis recuou 1,7% em comparação com junho, mês imediatamente anterior. A queda foi maior do que a apresentada pela média global da indústria nacional, cuja taxa foi de -0,2%.

A baixa no volume de produção do setor moveleiro em julho tem como um dos fatores a comparação com o forte mês de junho (crescimento de 27,6%), período em que a indústria se recuperava do atraso imposto pela greve dos caminhoneiros em maio, quando variação negativa chegou a -18,1% frente a abril do mesmo ano.

Por sua vez, a fabricação de bens de consumo duráveis como um todo variou -0,4%, taxa ainda assim maior que bens de capital (-6,2%) e bens de consumo semiduráveis e não duráveis (-0,5%), ficando atrás somente de bens intermediários, única categoria a apresentar expansão de 1%.

Já no confronto com julho de 2017, o volume da indústria moveleira também caiu em 0,8%, computando a segunda taxa negativa do ano neste tipo de comparação (a primeira foi em maio, com queda de 11,9%).

O registro da fabricação de móveis esteve bem abaixo do índice global, que diante do mesmo mês do ano passado cresceu 4%.

Ainda no comparativo entre julho de 2018 e mesmo mês do ano passado, bens de consumo duráveis teve a maior alta (16,9%) entre as grandes categorias econômicas, a segunda taxa positiva consecutiva.

O setor foi impulsionado, principalmente, pelo crescimento na fabricação de automóveis (29,9%), além de expansões nos eletrodomésticos da “linha branca” (4,1%), motocicletas (34,2%) e outros eletrodomésticos (16,4%).

Produção do setor moveleiro atinge menor taxa acumulada do ano

Com estes resultados, a produção do setor moveleiro acumula expansão de 4,5% entre janeiro e julho de 2018 frente ao mesmo período do ano passado. Entretanto, essa é a menor taxa verificada no ano (veja gráfico abaixo).

Até abril o segmento somava alta de 10%, mais foi severamente impactado pelas paralisações de maio.

Mesmo assim a indústria de mobiliário se mantém acima da média global, que cresce a 2,5%.

Nas grandes categorias econômicas, os resultados de 2018 mostram maior dinamismo para bens de consumo duráveis (14,6%) e bens de capital (9,0%), impulsionados, em grande parte, pela ampliação na fabricação de automóveis (17,7%) e eletrodomésticos da “linha marrom” (20,1%), na primeira; e de bens de capital para equipamentos de transporte (17,0%), na segunda.

Os setores produtores de bens intermediários (1,3%) e de bens de consumo semi e não duráveis (0,8%) também cresceram no acumulado do ano.

Na variação percentual acumulada nos últimos 12 meses, a produção moveleira atinge taxa de 7,8%, ficando também acima da média industrial (3,2%).

A categoria de bens de consumo duráveis é a que aponta maior expansão neste comparativo, com 15,9%, situando-se a frente de bens de capital (9,5%), bens intermediários (2,1%) e bens de consumo semiduráveis e não duráveis (1,5%).

Fonte: eMobile

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