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Resinagem de Pinus está atrativa no Brasil

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Resinagem de Pinus está atrativa no Brasil

A versatilidade do pinus vai além da produção de madeira. Um derivado da árvore, cujo mercado está em ascensão, é a resina. Extraída pelo processo de resinagem, é utilizada como matéria-prima para um setor industrial bastante diversificado. Os dois principais componentes da resina; o breu e a terebintina, são insumos usados em vários produtos. O breu, devido a sua propriedade adesiva, é útil principalmente na fabricação de adesivos, ceras, tintas e vernizes. Já a terebintina, um solvente orgânico que tem aroma intenso e característico, é utilizada na fabricação de óleos essenciais para perfumaria, cosméticos, produtos de higiene pessoal e limpeza.

A principal espécie de pinus utilizada na produção de resina no Brasil é o Pinus elliottii, espécie subtropical e adaptada às regiões mais frias, introduzido principalmente entre o Sul de São Paulo e o Rio Grande do Sul. Existem também os Pinus tropicais, que se desenvolvem bem em regiões mais quentes, plantados em sua maioria em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Rondônia.

“A resina é um produto não madeireiro que complementa a receita obtida com a venda da madeira”, afirma José Jorge Ferreira, CEO do Grupo Resinas Brasil. “A madeira está com o preço instável, já a resina tem um valor muito atraente, consolidado há mais de cinco anos. Além disso, o preço vem subindo. O valor da tonelada de resina está em torno de R$ 3.500”, afirma ele. Segundo Ferreira, é possível extrair o produto em árvores que possuam a partir de 18 centímetros de diâmetro na base tronco, o que normalmente acontece aos oito anos de idade. Cada árvore pode produzir até 6 kg de resina por ano.

As áreas plantadas com pinus que tem por finalidade a extração de resina seguem alguns padrões, como a seleção das sementes e o espaçamento entre as árvores. O melhoramento genético permite o desenvolvimento de árvores que produzem maior quantidade de resina, cada vez mais cedo. A distância entre as mudas, que deve ser de pelo menos três metros, influencia na captação de água, luz e nutrientes, reduzindo a mortalidade do povoamento e melhorando o desenvolvimento individual das árvores.

O Grupo Resinas Brasil é o maior consumidor de resina da América Latina e exporta produtos derivados da resina de pinus para mais de 40 países. “Nosso grupo trouxe essa tradição de Portugal, onde produzimos com o Pinus pinaster. No Brasil, temos florestas de pinus que produzem resina para abastecer nossas fábricas de breu, terebintina e derivados químicos”, conta o CEO da empresa. Ele ressalta ainda que o Brasil tem um dos melhores rendimentos do mundo na produção de resina. “A China é o maior produtor, mas consome internamente toda a produção e ainda importa resina de outros países. O Brasil é o maior exportador de produtos de resina do mundo.”

Fonte: Lignum

Demuth Rodapé
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