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RETROFIT: saída para a retomada de investimentos nas plantas

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RETROFIT: saída para a retomada de investimentos nas plantas

Processo de modernização fomenta o aumento dos MWh gerados e ainda garante receita à indústria sucroenergética

07/09/2015 – Fomentar o aumento da geração de energia elétrica a partir da biomassa nas indústrias sucroenergéticas é a alma do negócio pelo mundo. Durante anos, o foco das indústrias era gerar vapor de baixa pressão/temperatura para a autossuficiência em energia e para os processos.

Com a recente reestruturação do setor elétrico brasileiro, as usinas começaram a investir em outras vertentes: caldeiras de alta pressão e alta temperatura combinadas com turbinas a vapor de contrapressão e de condensação para exportação do excedente de energia ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

O lucro que vem da cana (biomassa) – Mesmo em tempos de escassez de recursos para financiar novas plantas (greenfields), a solução em Retrofit possibilita sustentar a necessidade de crescimento da oferta de energia e garantir receita adicional oriunda da venda do excedente. Além disso, é possível aumentar a confiabilidade operacional, otimizar os processos e dar mais eficiência às plantas existentes.

retrofit tgmPara o Retrofit acontecer são necessários: linha de crédito já disponibilizada pelo BNDES, com taxa de juros adequadas e prazo de pagamento de 20 anos; facilitar e reduzir o volume de garantias e valorizar a venda do excedente de energia; precificar o MWh em, no mínimo, R$ 250,00 excluindo a conexão e a distribuição e ter rapidez dos órgãos responsáveis na liberação da conexão e distribuição da energia elétrica.

Marcelo Severi, gerente do departamento comercial da Unidade Negócios Turbinas TGM, afirma que as indústrias que ainda utilizam caldeiras e turbinas de baixa pressão se enquadram, perfeitamente, no plano de Retrofit. “Os acionamentos feitos por turbinas de bombas d’água, ventiladores e exaustores, na sua maioria, não operam na melhor faixa de eficiência e são recomendados a modernização, substituição por turbinas mais eficientes ou eletrificação do acionamento”, disse.

Com a eletrificação, o vapor é direcionado para as turbinas de geração de energia aumentando a potência gerada em 40%. “Aplicando o mesmo conceito de eletrificação dos acionamentos do preparo e moagem, o vapor é direcionado também às turbinas do gerador nas mesmas condições de pressão e temperatura, podendo gerar um incremento de até 15%”, descreveu o gerente.

Severi também compara a potência gerada nas diferentes condições de vapor vivo para 1 ton de vapor em uma turbina de contrapressão de 1,5 kgf/cm², acionando gerador de energia elétrica e a potência gerada nas diferentes condições de vapor vivo em uma turbina de condensação. “Com o equipamento retrofitado, é possível iniciar a exportação de excedente de energia podendo chegar em até 75 kW/Ton cana”, disse.

A implantação do Retrofit pode ser realizada em 24 meses. Tempo menor que uma nova planta.

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