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Revolução tecnológica abre as portas para um novo cenário da logística

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Revolução tecnológica abre as portas para um novo cenário da logística

  • Tecnologias inovadoras como a automação intensiva, big analytics e blockchain impactam nos processos, exigindo uma nova postura das empresas que atuam no setor
  • “Empresas como Google e IBM estão interessando-se e investindo no segmento logístico”, afirma Jonas Mendes Constante, gerente de Projetos de Inovação da Fundación Valenciaport, da Espanha
  • Principal evento voltado ao setor nas Américas, Intermodal South America tem, pela primeira vez, uma área exclusiva para empresas de TI. Feira acontece até quinta (15), em São Paulo

Máquinas inteligentes, automação intensiva, sistemas cyberfísicos, inteligência artificial, computação cognitiva, big analytics e blockchain.

Estas tecnologias que estão revolucionando a logística no mundo começam a fazer parte da realidade do mercado brasileiro, como é possível conferir nesta 24ª Edição da Intermodal South America, principal evento as Américas direcionado para os setores de logística, transporte de cargas e comércio exterior, que começou nesta terça (13) e vai até quinta (15) no São Paulo Expo, na capital paulista.

O cenário de transformação é tão vasto que a feira tem, já nesta edição, uma área exclusiva para empresas de TI e startups, com soluções de tecnologia, softwares, segurança para logística, entre outros.

“Os portos, por exemplo, resistem a incorporar inovações mas isso está mudando. A completa digitalização é a nova revolução do setor portuário. Empresas como Google e IBM estão se interessando e investindo no segmento logístico”, afirma Jonas Mendes Constante, gerente de Projetos de Inovação da Fundación Valenciaport, da Espanha.

Angelino Caputo e Oliveira, diretor executivo da Abtra (Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados), concorda:

“Falar do futuro é como fazer um pouco de exercício de adivinhação, mas é iminente que vamos passar por um novo momento disruptivo com a revolução 4.0 chegando à cadeia da logística”.

Os impactos dessa revolução no segmento vão refletir em inovações como caminhões autônomos sem a necessidade de motorista, com baixo custo logístico, e o compartilhamento ágil e seguro de documentos utilizando tecnologias como o block chain e o cloud computing.

Durante esta edição da Intermodal South America, uma das expositoras, a Intelipost, empresa especializada em consultoria e tecnologia para gestão de transportes para e-commerces, está apresentando uma solução de blockchain, que está sendo desenvolvida em parceria com a IBM e a Oracle, voltada para o transporte de cargas fracionadas. É a primeira iniciativa do gênero do país.

Professor do MIT aponta impactos da Revolução 4.0 na logística

Diretor do MIT Center of Transportation on Logistics (CTL) do Massachusetts Institute of Technology (MIT), dos Estados Unidos, o professor Yossi Sheffi destacou os principais impactos da Revolução 4.0 em palestra proferida durante a XXI Conferência Nacional de Logística (CNL), organizada pela Abralog (Associação Brasileira de Logística).

O impacto só não é maior, destaca, pois ainda há uma desconfiança na substituição do controle humano por um computador.

“É um aspecto cultural que precisa ser superado”, frisa.

Ele cita como exemplo o resultado obtido por caminhões autônomos que funcionam com o mínimo de interação humana em Denver e Massachussets.

“São capazes de percorrer 2.700 quilômetros sem parar. O mercado precisa ficar atento e superar essas barreiras culturais. A Uber, por exemplo, adquiriu a empresa de caminhões autônomos Otto e a Intel comprou a startup de carros autônomos Mobileye. Em longo prazo, teremos a diminuição de centros de distribuição e o fim das transportadoras como conhecemos hoje”, observa.

Yossi Sheffi também vê um futuro promissor para o cloud computing e o blockchain no segmento logístico.

“O blockchain é um livro de registro eletrônico na rede. Uma vez escrito, é imutável. Cada participante tem cópia e ninguém pode apagar. Mesmo que ainda esteja em sua fase inicial de utilização na logística, permite avaliar que podemos ter uma governança mais inteligente nos processos”, afirma.

Da redação

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