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‘Se o Brasil mudar, pode crescer 6% ao ano’, diz executivo da Suzano Papel e Celulose

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‘Se o Brasil mudar, pode crescer 6% ao ano’, diz executivo da Suzano Papel e Celulose

Walter Schalka, presidente da Suzano Papel e Celulose, está otimista com a possibilidade de o novo governo fazer as reformas necessárias para tornar a máquina do Estado mais eficiente e retomar o crescimento da economia.

Segundo ele, para chegar a essa meta será preciso atacar várias frentes, cortando privilégios tanto de empresas, que recebem subsídios, quanto do funcionalismo público – inclusive dos militares.

“Não tem sentido um militar se aposentar aos 45 anos de idade com salário pleno”, afirma Schalka, em entrevista ao Estado de Minas na quinta-feira, pouco antes de o novo governo dar sinais de que poderia voltar atrás na fusão entre os ministérios do Meio Ambiente e Agricultura.

O executivo da Suzano é contra essa possibilidade de junção das duas pastas e defende uma decisão na direção oposta, já que a biodiversidade brasileira é justamente um de seus diferenciais.

“Essa história de devastar a Amazônia é um erro brutal que nós não podemos nem pensar em incorrer”, diz.

“Sou a favor de dar ao meio ambiente um papel fundamental no desenho macroeconômico e político global que o Brasil tem.”

Quem é Walter Schalka

Presidente da Suzano Papel e Celulose desde janeiro de 2013, o executivo conduziu recentemente a operação de compra do controle da Fibria.

Juntas, as companhias terão capacidade de produção de 11 milhões de toneladas por ano. Sua carreira começou no setor financeiro, no Citibank.

Schalka teve ainda passagens pelo Grupo Dixie Toga e Votorantim Cimentos.

O executivo é engenheiro formado pelo ITA e tem pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP).

Participou de cursos de Especialização e Aperfeiçoamento nos Institutos IMD (Suíça) e Harvard (EUA).

Quais são as primeiras medidas que o novo governo deve tomar para estimular a economia?

Minha percepção é que o Brasil vai ter de passar por múltiplas reformas.

A primeira reforma e a mais importante de todas é a do Estado brasileiro.

O Estado é absolutamente ineficiente e nós precisamos ter um ganho de produtividade significativo na gestão do que representa aproximadamente 40% da economia brasileira, que é o Estado.

Temos de fazer uma reforma para ganhar produtividade, digitalizar muito mais e dar uma eficiência muito maior ao gasto público.

Para fazer isso, nós teremos que pensar ou em privatizar uma parte (do patrimônio) ou mudar o sistema operacional que nós temos no país, principalmente a questão da estabilidade do servidor público.

Essa estabilidade, na minha opinião, gerou com o tempo uma perda de eficiência muito grande.

O que mais deve ser feito para retomar o crescimento do país?

A segunda reforma que tem de ser feita é a previdenciária.

É insustentável esse déficit público.

O Brasil precisa buscar o equilíbrio das contas públicas e para fazer isso é preciso passar obrigatoriamente pela reforma previdenciária.

Nesse quesito, há dois pontos fundamentais.

Um é a idade mínima e o outro é a reforma da previdência do setor público.

O problema só será resolvido com a combinação da reforma nessas duas frentes.

Como ficam os militares na reforma da previdência?

Pela análise econômica, os militares também têm de passar pela reforma.

Não tem sentido um militar se aposentar aos 45 anos de idade com salário pleno.

Essa pessoa vai viver até os 80 anos e vai receber 35 anos de salário pleno.

Isso não existe na iniciativa privada.

Temos, sim, de diferenciar os militares, mas na idade em que vão se aposentar.

É justo que se aposentem antes porque eles têm um nível de risco de morte muito maior, mas sem receber na aposentadoria o salário pleno.

E depois ainda passam isso para os filhos ou esposa.

Isso não existe em nenhum lugar do mundo.

A reforma tem de ser para todos, inclusive para os militares.

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