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Seminário vai debater oportunidades na área da biotecnologia

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Seminário vai debater oportunidades na área da biotecnologia

Da Redação

03/06/2011 – O conhecimento gerado em pesquisas científicas desenvolvidas na universidade pode e deve ser transferido para uso pela indústria nacional. O resultado disso é o surgimento de produtos e processos inovadores e que tragam benefícios diretos para a saúde pública e a sociedade. É com esta proposta que Ribeirão Preto vai sediar de 6 a 8 de junho de 2011, a 5ª edição do Seminário sobre Rotas Tecnológicas da Biotecnologia no Brasil.

O evento bianual acontece no Centro de Convenções de Ribeirão Preto e vai reunir de um lado docentes, estudantes e pesquisadores, e de outro, empresários e investidores de todo o País, tendo como foco as rotas tecnológicas com potencial de desenvolvimento. A expectativa dos organizadores é reunir cerca de 500 participantes nesta edição, vindos de diferentes regiões e instituições. A última edição do evento contou com a participação de representantes de 13 estados, 40 empresas, 18 instituições e órgãos públicos e de 38 institutos de ensino e pesquisa diferentes.

O Seminário pretende discutir a Política de Desenvolvimento da Biotecnologia. Por isso mesmo, as palestras e os palestrantes participantes não apenas estão relacionados à estratégia nacional da biotecnologia, mas os projetos de pesquisa apresentados encontram-se em etapas já avançadas de desenvolvimento e que possuam potencial de mercado e investimento em curto prazo.

As palestras serão agrupadas em mesas temáticas, formadas por um pesquisador, um empresário com experiência na área e um representante do poder público. “Colocados frente a frente, o objetivo é levantar uma discussão sobre cada assunto, voltando-se para as tendências para a biotecnologia na visão dos pesquisadores, do empresariado e do poder público”, diz a professora  doutora da Faculdade de Economia e Administração da USP Ribeirão Preto (FEARP/USP), Geciane Porto, coordenadora do Seminário.

As mesas tratarão dos seguintes temas: Biotecnologia Vermelha – Aplicações em Saúde Humana; Biotecnologia Verde – Aplicações Agrícolas e Alimentares; Marco Regulatório e Fomento; Biotecnologia Branca – Aplicações Industriais e Ambientais; Biotecnologia no Mundo: a visão dos pesquisadores brasileiros no exterior e Biotecnologia no Brasil: a visão dos empreendedores brasileiros.

Segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia, a biotecnologia reúne um conjunto de tecnologias utilizadas em diversos setores da economia e que têm em comum o uso de organismos vivos, ou partes deles, como células e moléculas, para a produção de bens e serviços. “A biotecnologia é uma área promissora que impacta diversos segmentos, como saúde humana e animal, meio ambiente e industrial, assim como a sociedade como um todo”, explica a professora Geciane Porto.  Ainda segunda ela, fomentar estudos relacionados a esta área no Brasil é mais importante quando se considera a grande biodiversidade e os avanços que esses estudos poderão gerar para o desenvolvimento do País.

Eventos paralelos
O Seminário sobre Rotas Tecnológicas da Biotecnologia no Brasil será aberto no dia 6 de junho, às 19 horas, com a participação de autoridades do meio político e científico.

Paralelo ao Seminário sobre Rotas Tecnológicas da Biotecnologia no Brasil, o evento contará com diversas atividades com o objetivo de promover o contato entre empresas e pesquisadores, como as rodadas de negócios e o espaço interativo.

O espaço interativo empresas/instituições é uma área para interação entre representantes das empresas e instituições de fomento, governamentais e científicas participantes do seminário. O espaço será voltado, principalmente, a micro e pequenas empresas para fomentar os negócios inovadores.

Para a Rodada de Negócios 2011, será montado um portfólio com as demandas e ofertas de empresas de biotecnologia pertencentes à Supera, incubadora de empresas gerida pela Fipase (Fundação Instituto Pólo Avançado da Saúde de Ribeirão Preto) e ao Programa Prime (Primeira Empresa Inovadora) que demonstrem interesse em participar. A partir desse portfolio serão agendadas as reuniões entre as empresas e/ou investidores.

Durante as três últimas edições do seminário, a Supera realizou uma rodada de negócios em biotecnologia. No ano de 2007, foram realizadas 41 reuniões durante a rodada de negócios. E no ano de 2009, atraiu a participação de 15 empresas. Para esta edição, a expectativa é que no mínimo 20 empresas participem das rodadas.

O evento contará ainda com o Espaço INCTs, reservado para interação e atividades dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia aprovados no Edital 15/2008. Pelo edital, foram identificados 24 institutos com atividades relacionadas à biotecnologia que serão convidados a apresentarem seus projetos e resultados e a realizarem palestras no dia anterior ao início das palestras.

As inscrições vão até 5 de junho. O valor para se inscrever é: profissionais (R$ 80,00) e estudantes (R$ 40,00). Mais informaÇòes no site http://www.seminariobiotecnologia.com.br ou pelo telefone (16) 3013-4313  ou email: [email protected]

Histórico
O Seminário sobre Rotas Tecnológicas da Biotecnologia no Brasil já contou com quatro edições, realizadas entre 2005 e 2009.  Nesse período, o evento reuniu 1.250 participantes e firmou 45 parcerias entre empresas e instituições para a realização dos seminários, entre elas: CNPq, Capes, Fapesp, Agência Usp de Inovação, Sebrae-SP, Sebrae Nacional, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal.  Todas as edições receberam o apoio do CNPq.

O seminário é coordenado por Geciane Porto, professora doutora do Departamento de Administração da FEARP/USP, coordenadora do InGTeC (Núcleo de Pesquisas em Inovação, Gestão Tecnológica e Competitividade) e coordenadora da D4 (Dimensão de Transferência de Tecnologia do INCT-if (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Inovação Farmacêutica). Além de docente nos cursos de Pós-Graduação em Administração de Organizações da FEARP/USP, Administração da FEA/USP e Clínica Médica da FMRP, Geciane Porto coordena os projetos de Formação de redes cooperativas a partir de projetos de desenvolvimento tecnológico que resultaram em patentes; Patentes e spin-off como indicadores de desempenho tecnológico do campus da USP de Ribeirão Preto, entre outras. É graduada em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina (1990), mestre em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina (1992), doutora em Administração pela Universidade de São Paulo (2000) e livre docência pela FEARP/USP (2007).

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