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Potencial de empresas de papel e celulose movimenta o setor de cogeração de energia

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Potencial de empresas de papel e celulose movimenta o setor de cogeração de energia

As empresas da área de papel e celulose apostam na cogeração de energia elétrica a partir de resíduos da biomassa como estratégia para autossuficiência energética e para geração de novas receitas.

De acordo com um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), o setor de papel e celulose caminha para a autossuficiência energética e, com a expansão do sistema de cogeração de energia, representa um ofertante líquido de energia para o sistema elétrico.

Os projetos, produtos e serviços que reforçam essa tendência estarão presentes na 27ª FENASUCRO & AGROCANA, a maior feira do mundo exclusivamente voltada ao setor sucroenergético, que acontecerá de 20 a 23 de agosto, em Sertãozinho (SP).

Neste ano, o evento se consolida também como vitrine do setor de bioenergia, seguindo a tendência mundial de sustentabilidade. Neste período, os expositores apresentarão as principais soluções e inovações para os setores de energia renovável incluindo a área de papel e celulose.

De acordo com as empresas produtoras de turbinas e plantas industriais, as novas tecnologias de cogeração tornaram o processo 30% mais eficiente do que métodos convencionais. Além disso, a queima de lascas de eucalipto e bagaço de cana-de açúcar viabiliza a autossuficiência energética para muitas indústrias de setores como papel e celulose e sucroalcooleiro.

O levantamento realizado pela EPE aponta que o setor de celulose e papel produziu 12.491 GWh, em 2016, representando 51,66% do volume produzido pelos grandes consumidores industriais, sem considerar a geração dos setores de álcool e açúcar.  A expectativa é que até 2021, a produção seja de 17.610 GWh (aumento de 40,98%) e que em 2026 alcance 22.360 GWh, um aumento de 79% que representará 54,63% de toda energia cogerada pelos grandes consumidores industriais.

A empresa Suzano Papel e Celulose, por exemplo, que opera a unidade de Mucuri, na Bahia, com autossuficiência energética, investiu na instalação de dois turbogeradores a vapor, com capacidade de gerar energia elétrica suficiente para abastecer uma cidade de 200 mil habitantes.

As fábricas da International Paper atuam por meio de 72% de energia produzida por meio da biomassa (resíduos florestais como cascas), que são geradas pela própria empresa.

De acordo com Zilmar José de Souza, gerente de bioeletricidade da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), a bioeletricidade é um campo em expansão e com grandes perspectivas de crescimento, principalmente, em relação a outras fontes renováveis como o papel e a celulose. “Atualmente, 82% da produção de bioeletricidade é gerada por meio da palha e bagaço da cana. No entanto, com a modernização do setor e a conclusão das reformas que estão em andamento, a bioeletricidade pode crescer até 60% e isso vai estimular e favorecer outras fontes como papel e celulose”, afirma.

Conhecimento e informação para o setor

A 27ª edição da FENASUCRO & AGROCANA a contará com representantes de 100% das usinas do Brasil e de outros 43 países, além de mais de 1.000 marcas expositoras com apresentação de cerca de 3 mil produtos. A expectativa é receber aproximadamente 39 mil visitantes compradores no evento.

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