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Ibá lança infográfico sobre reciclagem para engajar o cidadão

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Ibá lança infográfico sobre reciclagem para engajar o cidadão

Objetivo do material é ajudar a conscientizar o papel de cada um no processo de reciclagem, para a consolidação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

Enquanto o número de habitantes no mundo segue em crescimento e continuamos consumindo em uma velocidade mais rápida do que a Terra consegue se renovar, é fundamental que cada um possa reduzir a sua pegada ecológica.

A correta destinação dos lixos e resíduos sólidos é uma forma fácil para qualquer um ajudar o planeta.

Para aprofundar as contribuições para o desenvolvimento sustentável e colaborar com a PNRS do governo federal, a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) lança um infográfico sobre o tema, chamado “Reciclagem do papel; do cidadão à indústria”.

E busca incentivar essa prática no dia a dia da população.

Árvores Plantadas

O setor de árvores plantadas é um dos mais sustentáveis do mundo, que recicla tanto na indústria como na floresta.

No Brasil, 100% da produção de papel, incluindo os de embalagens, tem origem nas árvores plantadas, com ciclo de colheita e plantio anual.

Em um processo renovável e sustentável, além de preservar a biodiversidade por meio de técnicas como o plantio em mosaicos, no qual árvores para fins industriais se intercalam com as nativas.

Na indústria, a cadeia produtiva investe na destinação correta dos resíduos sólidos, reaproveitamento e reciclagem.

Por isso, a indústria tem um histórico bastante positivo em logística reversa visando à redução de resíduos secos recicláveis nos aterros sanitários, com fortes investimentos em práticas sustentáveis, algo que impacta toda a cadeia produtiva, das florestas aos produtos acabados que chegam ao mercado.

Materiais

Mas, para conseguir a correta destinação desses materiais, é preciso a participação de toda a população.

A reciclagem envolve uma cadeia que começa na separação dos resíduos sólidos pelos cidadãos, passando pela coleta, triagem e preparação do material recolhido que, em seguida, é encaminhado à indústria para que seja transformado em nova matéria-prima.

Sob o ponto de vista econômico, a atividade reduz os custos de produção, distribui riquezas e promove a recuperação de matérias-primas, que serão novamente inseridas no ciclo de consumo.

Hoje, uma parcela da população brasileira é atendida por serviços municipais de coleta seletiva, e parte desses programas tem a participação de cooperativas de catadores.

Aparistas

A maior parte do material é encaminhada à indústria do segmento por meio do trabalho dos aparistas.

“A reciclagem poderia ser ainda mais abrangente com políticas públicas inovadoras e maior organização dos trabalhadores que recolhem os materiais e novas atitudes do consumidor”.

“Acreditamos que a floresta plantada é o futuro das matérias-primas renováveis, recicláveis e amigáveis ao ambiente, à biodiversidade e à vida humana”.

“E acreditamos, sobretudo, em caminharmos juntos para a construção desse mundo melhor”, disse a presidente executiva da Ibá, Elizabeth de Carvalhaes.

Veja o inforgráfico: http://iba.org/images/shared/Biblioteca/Info_reciclagem_Pt.pdf

Da redação

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Levantamento inédito sobre a indústria de reciclagem de plásticos no Brasil mostra a maturidade dessa atividade no país

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Levantamento inédito sobre a indústria de reciclagem de plásticos no Brasil mostra a maturidade dessa atividade no país

Por meio de entrevistas realizadas com empresas de todo o Brasil, verificou-se que se trata de uma cadeia produtiva que gera emprego, renda e negócios.

17/10/2016 – Com o objetivo de mapear a indústria brasileira de reciclagem de plásticos, foi realizado levantamento inédito abrangendo, desde as cooperativas até os recicladores, além dos pontos de entrega voluntária de recicláveis (PEVs). O trabalho foi realizado pela FIA (Fundação Instituto de Administração), em todo o Brasil. Para tanto, foram contatadas mais de 4.700, entre PEV’s, entidades e empresas. Dessas, 169 recicladoras industriais efetivamente responderam ao questionário. O objetivo foi verificar a estrutura das empresas, tempo de mercado, empregabilidade, faturamento, além dos tipos de plástico com que atuam e suas impressões sobre o mercado.

abiplast-mapa

A checagem revelou que se trata de uma indústria madura. 75% delas têm mais de 11 anos de mercado, 14% têm entre 6 e 10 anos, 6% entre 4 e 5 anos e 4% até 3 anos. Do total, 34% são pequenas (faturamento de R$ 120 mil/ano a R$1,2 milhão/ano), 31% são médias (faturamento de R$1,2 milhão a 12 milhões/ano), 24% são microempresas (faturamento até 120 mil/ano), 6% são grandes empresas (faturamento acima de R$12 milhões/ano) e 2% são cooperativas. Em número de funcionários, 29% das empresas têm entre 21 e 50 pessoas, 23% acima de 50 colaboradores, 19% de 6 a 17 pessoas, 17% de 11 a 20 e 12% até cinco funcionários.

Entre os tipos de plásticos reciclados, 63% das empresas entrevistadas atuam com vários tipos, 22% só reciclam Polietileno (PE), 8% somente Polietileno Tereftalato (PET), 5% apenas Polipropileno (PP) e 2% só reciclam Poliestireno (PS). Das empresas entrevistadas, 3% fazem exclusivamente a moagem, 63,3% delas fazem a granulação (pelletização) dos recicláveis, e 33% chegam à fase de reprocessamento e transformação.

Sobre a origem do material a ser reciclado, parte vem de cooperativas (28% em número de empresas e 48% do volume), parte do comércio atacadista (16% em número de empresas e 9% do volume) e parte industrial (41% em número de empresas e 36% do volume). Esse material é comprado 44% com várias apresentações, 16% sujo e prensado, 11% limpo e solto, 11% moído, 10% limpo e prensado e 8% sujo e solto.

Os empresários entrevistados avaliaram o mercado em 2014. 66% acreditam que o mercado piorou em relação ao ano anterior, 16% acreditam que está estável e 18% apontaram que melhorou. Também se manifestaram sobre o preço do material reciclado em 2014. 65% dos entrevistados disseram que o preço foi reduzido, 25% declararam estável e 10% que o preço aumentou. Diante desse cenário, 71% dos entrevistados declararam que não planejaram investimentos para 2015/2016 e 29% disseram que sim, investiriam nos anos de 2015/2016.

Apesar da intenção de investimento parecer pequena, está acima da média da indústria brasileira. Segundo o professor Leandro Fraga, coordenador desta pesquisa, o número é significativo, uma vez que à mesma época, a média de intenção da indústria nacional em investir ficava abaixo deste patamar, ao redor de 19%, segundo o especialista. “Trata-se de uma cadeia produtiva que se desenvolve com seus próprios recursos e poderia fazer ainda mais se contasse com apoio público ou privado”, disse.

Mapeamento dos pontos de entrega de recicláveis – O trabalho de pesquisa da FIA foi realizado em duas frentes. Além da pesquisa sobre a reciclagem do plástico, foi feito o mapeamento georreferenciado dos PEVs (Pontos de Entrega Voluntária). Foram cadastrados 1.936 pontos, em 61 cidades de 20 estados brasileiros, que podem ser acessados via aplicativo ou pela internet.

O APP “Reciclagem de Plásticos” permite ao usuário acessar rapidamente o endereço do PEV mais próximo de sua casa ou estabelecimento comercial. As buscas pelo PEV ou por recicladores podem ser feitas por meio do CEP, nome de rua e, no caso dos aplicativos para celular, por georreferenciamento automático, quando o aparelho possuir essa função.

Ao clicar no ícone do símbolo da reciclagem, o usuário acessará um box com o nome e endereço do posto, além de informações como os materiais plásticos recolhidos naquela unidade: PET, PEAD, PVC, PEBD, PP, PS e outros tipos de materiais como aqueles procedentes de produtos como CDs e DVDs, carcaças de eletrodomésticos, carcaças de computadores e eletroeletrônicos em geral, autopeças etc.

Os dados podem ser acessados gratuitamente pelo APP “Reciclagem de Plásticos”, que está disponível para download aos usuários de smartphones com sistema iOS e Android, ou via internet: www.reciclagemdeplastico.org.br

Tanto o mapeamento de PEVs, quanto o levantamento sobre a indústria de reciclagem fazem parte das ações do Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast), que tem como um de seus pilares difundir as vantagens do plástico com intuito de  mostrar à sociedade de soluções que esse material oferece para vida moderna.

CeluloseOnline

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Setor plástico pede mais incentivos à reciclagem

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Setor plástico pede mais incentivos à reciclagem

13/10/2016 – Para fomentar a reciclagem no País, o caminho mais fácil é torná-la economicamente interessante. A opinião é defendida por diversas esferas, tanto públicas quanto privadas, que veem a atividade com um potencial muito maior do que o seu tamanho atual. Um dos caminhos apontados é o incentivo fiscal à reciclagem, com desonerações e financiamento que tornem o segmento atrativo não apenas social e ambientalmente, mas também do ponto de vista financeiro. Propostas nesse sentido já são discutidas.

plástico água

O tema foi debatido ontem na sétima edição do Energiplast, evento organizado pelo Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado (Sindiplast). O presidente da entidade, Edilson Deitos, comenta que há, no Estado, um pleito para equiparar a situação do ICMS com o que já é realizado em alguns outros estados.

“Queremos que o setor de reciclagem tenha um tratamento único em todo o País, mas que seja algo bem-feito que incentive, não que dê brecha para sonegação”, argumenta. As conversas são tratadas com as secretarias estaduais do Desenvolvimento e da Fazenda, e a proposta principal é da instituição do crédito presumido sobre produtos finais feitos a partir de materiais reciclados.

Além disso, como os prazos estabelecidos pela Política Nacional de Resíduos Sólidos em 2010 nunca foram cumpridos para o fim dos chamados lixões, falta matéria-prima às recicladoras. Inicialmente previsto para 2014, o limite para a substituição dos lixões por aterros sanitários foi estendido até 2021, conforme o tamanho dos municípios. As indústrias do setor, geralmente pequenas, estariam atuando hoje com apenas 50% da sua capacidade.

gomes-jcrsO pleito também existe nacionalmente, com foco principalmente em desonerações. Ex-catador, o presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Cadeia Produtiva da Reciclagem, deputado federal Carlos Gomes (PRB-RS), defende que haja formas de baratear os produtos feitos de material reciclado. “Como a população vai comprar papel reciclado, se é 30% mais caro do que o feito de celulose virgem?”, comenta Gomes.

As propostas defendidas pela Frente englobam a redução na taxa de importação de equipamentos de transformação, que hoje podem chegar a 100% do preço do produto, mais linhas de crédito do Bndes e a isonomia fiscal entre os estados. Embora faças críticas à posição do Planalto, que na sua opinião não tem e nunca teve a reciclagem na sua pauta, Gomes defende que os ministérios estão receptivos a ideia. O deputado não dá prazos para que as propostas saiam do papel, na figura de Medida Provisória ou mesmo de Projeto de Lei.

A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), que atende boa parte dos setores envolvidos na produção de resíduos sólidos, também possui uma proposta. Os principais tópicos, segundo a diretora de assuntos técnicos da entidade, Andrea Carla Barreto Cunha, envolvem a desoneração da folha das empresas recicladoras, que passariam a pagar 1% sobre a receita bruta, além de créditos fiscais em energia, e redução no valor mínimo da linha Pró-Plástico já existente no Bndes, que passaria dos atuais R$ 5 milhões para R$ 1 milhão.

Até 2014, últimos dados disponíveis, o Brasil reciclava apenas 3% dos resíduos produzidos, que geravam em torno de R$ 12 bilhões ao ano.

Fonte: JCRS

 

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Resíduos coletados na Paralimpíada serão reciclados

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Resíduos coletados na Paralimpíada serão reciclados

A primeira parte dessa ação inédita de inclusão e defesa ambiental não passou despercebida pela imprensa internacional que cobria a Olimpíada

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26/09/2016 – Enquanto os paratletas disputam o pódio, outro time atua nos principais pontos de exibição dos Jogos, assim como aconteceu na Olimpíada: os catadores de resíduos sólidos cadastrados no projeto Reciclagem Inclusiva, que faz parte do programa Ambiente Solidário, da Secretaria do Ambiente. Em campo, 240 trabalhadores se dividem entre as instalações de Deodoro, Maracanã/Maracanãzinho e Parque Olímpico da Barra. Outra parte do grupo, cerca de 60 pessoas, está a postos nas cooperativas para separar o material que seguirá para a reciclagem. É a primeira vez que esse tipo de ação ocorre em megaeventos.

O projeto já mostrou a que veio. Desde a realização dos Jogos Olímpicos e agora durante as disputas paralímpicas, os catadores já recolheram 594 toneladas de resíduos sólidos. Do total coletado, 244 toneladas foram destinadas para a reciclagem, das quais 189 eram de papelões, 23 de material plástico e 31 de metais.

– O projeto é benéfico não apenas pela questão ambiental, mas pela geração de renda para os catadores cadastrados. É um trabalho socioambiental inédito no mundo, pois nas edições anteriores dos Jogos, empresas eram contratadas para recolhimento dos resíduos sólidos, muitas vezes jogando os materiais diretamente nos aterros, sem a lógica da reciclagem – explicou Ricardo Alves, coordenador socioambiental e de articulação institucional da Secretaria do Ambiente e coordenador do programa Ambiente Solidário.

A primeira parte dessa ação inédita de inclusão e defesa ambiental não passou despercebida pela imprensa internacional que cobria a Olimpíada, sendo assunto em matérias de alguns países europeus e dos Estados Unidos e em todo o Brasil. Não é para menos: após a coleta seletiva no período, 127 toneladas foram recicladas. Além da receita destinada aos catadores, gerou uma economia de 9.134 metros cúbicos de água, 506 megawatts/hora (MWh) de energia e preservou quase três mil árvores.

Placar disponível para a população

A quantidade de material recolhido pelos catadores é registrada pelo Placar da Reciclagem, disponível no site www.rj.gov.br/web/sea. A ferramenta contabiliza o material reciclável coletado durante os Jogos e informa o tipo de resíduo encontrado, assim como o volume de recursos naturais poupado com a destinação ambientalmente adequada desse material.

Fonte: Correio do Brasil

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Tetra Pak capacita 420 professores com oficinas sobre reciclagem e cidadania em Santa Catarina

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Tetra Pak capacita 420 professores com oficinas sobre reciclagem e cidadania em Santa Catarina

18/09/2016 – A Tetra Pak, em parceria com a consultoria Arte e Vivências, encerrou neste mês de setembro uma série de dez edições de suas Oficinas Pedagógicas em Santa Catarina. O projeto capacitou 420 coordenadores e professores do estado nas cidades de Gaspar, Joaçaba, São Bento do Sul, Garopaba, Guaramirim, Concórdia e municípios do Meio Oeste Catarinense. A iniciativa fez parte do programa Cultura Ambiental nas Escolas, que oferece informações a professores da rede pública e privada sobre reciclagem, meio ambiente, coleta seletiva e cidadania.

tetra pakNa ocasião, os profissionais foram orientados sobre como trabalhar os temas dentro das salas de aula. De acordo com Valéria Michel, Diretora de Meio Ambiente da Tetra Pak, as oficinas são fundamentais, especialmente, para a ampliação do conhecimento dos estudantes. “O conteúdo apresentado no projeto é levado para a vida toda. Nosso objetivo é contribuir para a formação de cidadãos responsáveis com o meio ambiente e que consigam enxergar as questões ambientais como um ponto substancial para o desenvolvimento de uma sociedade”, destaca.

Gerenciamento adequado de resíduo sólidos e a orientação sobre descartes de embalagens longa vida estavam entre os conteúdos contemplados pelas oficinas. Como parte da capacitação, os professores ainda receberam kits de educação ambiental, composto por cartilhas, vídeos, revistas e banners que podem ser compartilhados com os alunos.

Educação Ambiental para dentro da sala de aula

O programa Cultura Ambiental nas Escolas, criado em 1997, já beneficiou mais de seis milhões de estudantes e mais de 40 mil escolas públicas e privadas com informações sobre reciclagem, meio ambiente, coleta seletiva e cidadania.

Para dar continuidade a este trabalho, em novembro de 2009 foi lançado o Portal Cultura Ambiental nas Escolas. O site www.culturaambientalnasescolas.com.br oferece informações sobre a questões ambientais, com destaque para o ciclo de vida dos materiais, incluindo os processos de reciclagem. Ainda para despertar o interesse das crianças nestes importantes temas, a plataforma oferece opções lúdicas, com jogos e exibição de vídeos interativas.

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Mercado de reciclagem do Brasil movimenta R$ 3 bilhões, destaque para o setor de papel e papelão

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Mercado de reciclagem do Brasil movimenta R$ 3 bilhões, destaque para o setor de papel e papelão

08/09/2016 – No setor de papel e papelão, diferentemente de outros, os fabricantes também atuam como recicladores, e há muitos anos já existe a compra das aparas, comercializadas em seu maior volume pelos aparistas. Atualmente, o Brasil figura entre os maiores recicladores de papéis do mundo, recuperando cerca de 60% daquilo que é consumido internamente. De acordo com o presidente do Cempre, o mercado de reciclagem geral do País movimenta hoje cerca R$ 3 bilhões, com potencial para gerar valores muito maiores.

Reciclagem-de-papel apara papel papelão

Segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA), do governo federal, o Brasil perde R$ 8 bilhões por ano ao levar para lixões e aterros materiais recicláveis que poderiam voltar à produção industrial. Hoje o lixo gerado diariamente chega a 198.800 toneladas, com coleta de 173.700 toneladas, conforme dados do Cempre. Desse total, a fração seca reciclável dos resíduos urbanos corresponde a 31,9%, dos quais 13,1% de papel e papelão. Grande parte do trabalho de reciclagem deve-se aos catadores ainda informais que atuam na ponta da cadeia.

Elizabeth Carvalhaes IbáA representatividade do volume de produção da indústria de papéis para embalagens no contexto do setor de papel é relevante, pois responde por quase 50% do total fabricado de 10,4 milhões de toneladas em 2015, conforme indicadores da Secretária de Comércio Exterior (Secex). Representada pela Ibá (Indústria Brasileira de Árvores) no Acordo Setorial de Embalagens de papel e papelão, as fabricantes signatárias estudam neste momento as melhores formas de ampliar suas ações em prol da logística reversa, de acordo com Elizabeth de Carvalhaes, presidente executiva da associação.

Para Elizabeth, a evolução do Acordo Setorial de Embalagens deverá elevar o volume de aparas no mercado, levando à necessidade de se adotarem políticas públicas de incentivo à reciclagem e conscientização social sobre a importância do correto destino dos produtos já usados e seu reaproveitamento. “A redução do volume de resíduos nos aterros sanitários passa obrigatoriamente pela tomada de consciência da população, que tem papel fundamental no auxílio aos catadores e ao setor privado para aumentar a reciclagem de produtos”, declarou.

Quem concorda com Elizabeth é Leandro Farina, gerente da Qualidade e Meio Ambiente da Celulose Irani, fabricante de embalagens e chapas de papelão ondulado. “A reciclagem aumentará efetivamente na medida em que aumentar o consumo de produtos que utilizam embalagem e for de fato estimulada a atividade de separação e coleta seletiva. Outras dificuldades estão no próprio momento econômico do País, que, sem crescimento, não apresentará perspectivas de aumento de produção”.

Sem esperar mudança alguma ou incentivo governamental, a Celulose Irani tem elevado seu percentual de coleta direta de aparas dos clientes de chapas de papelão ondulado como prática da logística reversa.

“Trata-se de um modelo mais sustentável que reduz custos e tem menor impacto ambiental na cadeia logística”, destacou Farina. Enquanto empresas como a Celulose Irani fazem sua parte na prática da lei, as entidades buscam desenvolver ações voltadas à conscientização social sobre a importância de se reciclar cada vez mais.

Para dar suporte às ações, a Associação Brasileira de Embalagem (Abre), uma das intervenientes anuentes do Acordo Setorial de Embalagens em conjunto com a Ibá, tem trabalhado nesse processo, incentivando o desenvolvimento da cadeia.

“Entendemos que um dos processos para tornar isso possível se dá através do diálogo com todos os elos envolvidos. Recentemente desenvolvemos um material sobre embalagem e sustentabilidade em parceria com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) sobre os desafios e orientações no contexto da economia circular. Essa última edição focou bastante no ciclo de vida do produto e seu devido uso, com uma embalagem que tenha eficácia na produção e na distribuição, bem sobre nos modos de reduzir perdas e, com isso, criar um valor intrínseco para fortalecer a cadeia da logística reversa”, destacou Luciana Pellegrino, diretora executiva da Abre.

A Abre também desenvolveu, em conjunto com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), uma norma técnica que orienta o descarte seletivo e de materiais de embalagem, com o objetivo de aumentar o engajamento do consumidor, que passa a perceber-se como parte da cadeia de reciclagem.

“A indústria pode ajudar os programas de coleta seletiva a alcançarem um maior índice de recuperação de materiais. Para isso, desenvolvemos uma orientação nas embalagens de bens de consumo para o descarte correto, orientando a população. Trata-se da norma n.º 16.182/2013, que já pode ser conferida em várias embalagens no mercado”, disse a diretora executiva.

Espera-se ainda qualidade superior dos materiais. Segundo o gerente da Qualidade e Meio Ambiente da Celulose Irani, a expectativa é de melhorar a qualidade dos materiais recicláveis a partir de uma coleta cada vez ais profissionalizada. “Ainda temos de 3% a 4% de materiais diferentes de fibra que contaminam as aparas. Trata-se de contaminantes e materiais proibitivos, como metal, plásticos diversos, panos e areia, entre outros”, destacou Farina.

O presidente do Cempre destaca que todas essas ações estão sendo monitoradas para posterior apresentação, conforme previsto no próprio Acordo Setorial de Embalagens. No prazo de 36 meses após a assinatura, o sistema de monitoramento deverá contabilizar pelo menos 50% do volume que cada um dos integrantes do sistema de logística reversa recolheu e contabilizar o peso dos materiais das embalagens colocadas no mercado pelas empresas.

“Temos rotinas de prestação de contas com os setores, que nos passam as informações, as quais consolidamos com empresas especializadas para prestar contas do compromisso com o governo”, esclarece Bicca. Ele destaca ainda que um dos desafios de hoje consiste em coletar tal informação. Por esse motivo, um dos compromissos será desenvolver um sistema de rastreamento, monitoramento e contabilização. “A informalidade hoje existente na coleta reflete diretamente na dificuldade em quantificar esses volumes. É difícil saber de onde o material veio e quem o coletou. Apenas na ponta da cadeia conseguimos medir isso; atualmente, é a única maneira de se obterem dados confiáveis”, ressaltou.

Fonte: Revista O Papel / Agosto de 2016

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Como funciona uma usina de reciclagem?

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Como funciona uma usina de reciclagem?

08/08/2016 – O Brasil ainda pode e deve melhorar bastante quando o assunto é a organização e coleta do lixo. A maneira como a coleta é realizada atualmente não é insuficiente e o destino final do lixo, na maioria das vezes é inadequado. A reciclagem tem sido estimulada no país, mesmo que de forma ainda não suficiente, mas para isso é necessário uma estrutura de coleta seletiva do material reciclado, além de usinas de reciclagem capazes de transformar esse material.

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A usina de reciclagem tem como atividade básica a transformação de materiais recicláveis coletados, tais como: papéis, alumínio, plástico, vidros e entre outros. Sendo assim, ela converte o lixo em matéria-prima para a indústria que a utilizará na fabricação de novos produtos que serão encaminhados para o consumo do cidadão novamente, criando assim um ciclo.

Ainda existem poucas usinas de reciclagem no Brasil, já que para se manterem necessitam de um alto investimento financeiro, o que inviabiliza a adoção de usinas em diversos municípios do país.

Conheça melhor o processo de reciclagem das usinas:

• Primeiramente as usinas de reciclagem recebem os materiais a serem reciclados de empresas de coleta ou cooperativas de catadores, que buscam ou recebem estes resíduos de residências e/ou empresas;

• Depois os materiais recebidos são separados de acordo com o tipo de resíduo. Nessa etapa muito material é descartado por não ser reciclável ou por não estar em condições aceitáveis (ou seja, o material não pode estar sujo ou com resíduos orgânicos, entre outros problemas). Tudo aquilo que não se aproveita da triagem é direcionado aos aterros;

• O material é separado e prensado;

• Finalmente todo o material originado é vendido para empresas de diferentes setores.

O processo é realizado de forma mais eficaz quando o lixo coletado é separado de forma correta. Muitos produtos são perdidos por estarem sujos, com resíduos orgânicos, óleo ou até misturados com papéis higiênicos, entre outros problemas. Por isso é importante uma conscientização da população daquilo que é e o que não é reciclável, além do manuseamento correto do material que será reciclado.

Fonte: Pensamento Verde

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Usina de reciclagem transforma bituca de cigarros em papel em Votorantim (SP)

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Usina de reciclagem transforma bituca de cigarros em papel em Votorantim (SP)

Caixas coletoras em vários pontos do município facilitam descarte ecológico. Tecnologia 100% nacional foi feita em parceria com uma universidade.

25/07/2016 – A cidade de Votorantim (SP) se tornou a primeira do Brasil a ter uma usina de reciclagem de bitucas de cigarro. O projeto 100% nacional, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Brasília,  transforma o material em papel. O município já tem inúmeras caixas coletoras dos resíduos, o que facilita o descarte ecologicamente correto das bitucas.

Uma vez por semana, funcionários fazem a coleta das bitucas nos pontos de descarte. No total são 2.600 caixas em 17 municípios. Por mês são coletados 130 quilos. A engenheira ambiental Daniela Ribeiro explica a importância de se retirar da meio ambiente esse produto. “A bituca no solo vai causar alteração na qualidade da terra, assim como da água, se for descartada na água. Isso é ruim para o ecossistema, como a fauna e flora.”

Já na usina, o material passa por uma triagem. Depois, as bitucas são colocadas em uma espécie de caldeirão com água e uma solução química, que faz a desintoxicação.

Bituca de cigarro em Votorantim (2)

Depois de 5 horas fervendo a 100ºC, a mistura descansa e se resfria. Só depois é peneirada e lavada em tanques. Desse processo sai uma massa celulósica. A ideia da reciclagem é do diretor industrial Marcos Poiato, que trabalhava na indústria farmacêutica e percebeu o nicho de mercado. “Com o sucesso da lei antifumo, as pessoas começaram a jogar mais do que já jogavam os resíduos dos cigarros nas calçadas e ruas. Foi onde bolamos esse processo todo”, destaca.
Ao todo, com 25 bitucas, é possível fazer uma folha de papel, utilizada em atividades pedagógicas. Os profissionais da usina também realizam palestras de educação ambiental na rede municipal de ensino para conascientizar a população.

“As pessoas se envolvem nesse tipo de trabalho e fecha um ciclo muito interessante, além de todo o aspecto ambiental, tem a geração de emprego, com artesanato”, diz o secretário do meio ambiente da cidade, Ricardo Naccarati.

Fonte: G1

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Empresa transforma tubo de pasta dental em mesa, cadeira e casa de cachorro

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Empresa transforma tubo de pasta dental em mesa, cadeira e casa de cachorro

26/06/2016 – A artista plástica e empresária Claudia Schalka, 57, encontrou uma forma de reaproveitar tubos de pasta de dente reprovados pelo controle de qualidade da indústria e que seriam descartados em aterros sanitários ou incinerados.

Ela mói e prensa os tubos e os transforma em placas que podem virar telhas, portas, paredes, mesas, cadeiras, armários, pisos, casinhas de cachorro, entre outros.

A Ecotop foi criada em 2003, em Barueri (30 km a oeste de São Paulo), mas o registro no Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) saiu somente em 2007.

ecotopA empresária diz que seus clientes são designers, arquitetos e as indústrias moveleira e naval. Ela afirma que suas placas também já foram transformadas em embalagens para bebidas, carroceria de caminhão, tapume para obras e capa de caderno.

Atualmente, a empresa produz de 7.000 a 10 mil placas por mês. A empresária, no entanto, não revela o faturamento nem o lucro do negócio.

Segundo ela, a companhia recebe 100 toneladas de tubos por mês somente da indústria. Eles são entregues limpos, sem nunca terem sido utilizados.”Por não haver uma coleta seletiva eficaz em São Paulo, não conseguimos reaproveitar muitos tubos oriundos de reciclagem”, diz Schalka.

A  empresária afirma que somente 2% dos tubos que recebe vêm da reciclagem. “Não são de cooperativas, mas de amigos e de pessoas que conhecem o meu trabalho e que guardam as peças para me entregar.”

De acordo com a empresária, esses tubos são entregues com o mínimo de pasta de dente e, por isso, não precisam ser higienizados antes de serem moídos e prensados. “A quantidade é tão pequena que não afeta o processo.”

“Depois que prensamos o material, ele sai totalmente maleável da máquina e pode ser facilmente transformado em vários produtos.”  Schalka não revela, no entanto, o que vai na composição da placa e nem a temperatura na qual ela é submetida por considerar segredo industrial.

Indústria precisa reduzir erro

Para Daniel Levy, mentor da Endeavor, organização de fomento ao empreendedorismo, o descarte de 100 toneladas de tubos de pasta de dente por erro da indústria é grave.

“A preocupação socioambiental não deve estar concentrada apenas nas empresas que atuam com a produção sustentável. A indústria precisa reduzir essa margem.”

Mercado sustentável está em forte expansão

De acordo com ele, apesar do desperdício da indústria, a economia circular, ou seja, aquela que procura resgatar o que seria jogado fora para ser utilizado novamente na cadeia produtiva, vem crescendo.

“A população está se conscientizando sobre a importância de cuidar do meio ambiente e valorizando produtos que foram criados com material que seria jogado fora ou que foi retirado da natureza.”

Desenvolvimento de tecnologia pode ser caro

Levy afirma, no entanto, que quem quer investir na área deve ter a consciência de que estará explorando algo novo, e que o processo de reaproveitamento de material vai exigir alto investimento.

“Por estarmos falando de um segmento que ainda é novidade, são poucos os processos que já começaram a ser testados.  O empreendedor provavelmente vai precisar criar todas as etapas do processo, fazer vários testes até chegar ao produto final.”

Onde encontrar:

Ecotop: http://www.ecotop.com.br

CeluloseOnline

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Dia Mundial da Reciclagem: saiba como reutilizar o papel

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Dia Mundial da Reciclagem: saiba como reutilizar o papel

29/05/2016 – No Dia Mundial da Reciclagem – 17 de maio – vale a reflexão sobre nosso papel na produção do lixo individual e coletivo, bem como colaborar para reciclar todo esse resíduo acumulado. No processo de reciclagem, preserva-se o meio ambiente, diminui a poluição do solo, da água e do ar, reduz o custo de produção e diminui o problema com o descarte de lixo. Reciclar se torna uma atitude cada vez mais importante para a manutenção da saúde do planeta e das pessoas.

Você sabe descartar o lixo corretamente? Confira algumas dicas que separamos:

Reciclagem-correta

Qual é o valor do lixo?

De acordo com o blog Ambiente Brasil, com somente 1 kg de lixo, obtemos energia suficiente para manter:

  • Secador de cabelos por 24 minutos.
  • Máquina de lavar por 20 minutos.
  • Geladeira por 2 horas e 52 minutos.
  • TV por 5 horas e 45 minutos.
  • Forno elétrico por cerca de 22 minutos.
  • Ferro elétrico por 43 minutos.
  • Computador por 5 horas.

rolinho_guirlanda_seeyoutheredesignOs materiais mais reciclados são o papel, o plástico, o vidro e o alumínio, mas nós podemos reciclar também alguns materiais que existem na nossa casa e transforma-los em decorações, como o Rolo de Papel Higiênico.

Ele é um dos materiais mais fáceis de se encontrar em nossa casa e mais fácil para se criar algum artesanato, são infinitas as possibilidades de criação. Você não gasta nada, faz coisas de qualidade e criatividade e decora o lugar que preferir!

Gatinhos-Rolo-de-papel-higiênicoMuitas mulheres, de tempos em tempos, adoram dar uma repaginada ou renovada na decoração das suas casas.  Mas como todos nós sabemos, ornamentos e enfeites podem ter preços astronômicos. Que tal aprender a produzir um lindo adorno que irá ficar ótimo em sua sala de estar ou até mesmo como uma peça de decoração para a sua mesa de jantar?

Fonte: IndaialPapel

 

vaga
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