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Especial: Resíduos Sólidos – Tercio Borlenghi Neto – A Importância da Lei n° 12.305

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Especial: Resíduos Sólidos – Tercio Borlenghi Neto – A Importância da Lei n° 12.305

12/11/2016 – A Lei n° 12.305, sancionada em 2 de agosto de 2010, institui a PNRS – Política Nacional de Resíduos Sólidos. Entre outras coisas, a PNRS prevê a eliminação dos lixões por todo o país e, também, a implantação de sistemas de reciclagem, reuso, compostagem, tratamento de resíduos e coleta seletiva em todos os munícipios brasileiros.

Às cidades, foi concedido o período de quatro anos, encerrado em 2 de agosto de 2014, para que se adequassem às exigências da legislação. Contudo, quando o prazo se esgotou, somente 40% dos municípios havia implementado ações capazes de atender a lei. A disposição irregular de resíduos é considerada crime ambiental e passível de multa.

A gestão adequada do lixo não promove apenas benefícios ao meio ambiente. O impacto social é grande também, uma vez que as cooperativas de valorização de resíduos abrem centenas de posições de trabalho. Com uma exigência maior sobre sistemas de reciclagem e afins, certamente novos centros serão abertos e mais empregos ofertados.

O fato é que, sancionada há quase oito anos, a Lei n° 12.305 alcançou resultados inexpressivos até o momento. A premissa da legislação é ótima, mas na prática ainda não promoveu grandes mudanças. E isso se deve a uma série de fatores.

É preciso haver um forte compromisso entre instituições públicas, iniciativa privada e sociedade para se fazer cumprir o que propõe a PNRS. No Brasil, em especial nas médias e pequenas cidades, falta conhecimento técnico e infraestrutura para atender as demandas da lei.

Cada município deve avaliar suas necessidades e criar uma logística de gestão de resíduos que se adeque a sua realidade específica, englobando todas as zonas de sua área. Não raro, percebemos que habitantes das regiões centrais e mais populosas têm mais acesso à coleta seletiva, por exemplo, do que aqueles que residem em regiões mais afastadas.  E o que acontece com o lixo? É depositado em terrenos baldios e aterros irregulares, expondo o meio ambiente à contaminação e colocando, ainda, a saúde humana em risco.

Às indústrias, cabe assumir toda a responsabilidade sobre o produto que fabrica, inclusive com o fim de sua vida útil, adotando sistemas de logística reversa. Este é, aliás, um dos instrumentos da PNRS. Mas é sabido que grande parte das empresas, talvez a maioria, não coloca o princípio da logística reversa em prática.

À comunidade, como um todo, fica o dever de conhecer melhor a legislação, cobrar sua aplicabilidade e se comprometer em ter uma atitude proativa em relação ao meio ambiente. Todos, sem exceção, só têm a ganhar com o apoio e incentivo às iniciativas sustentáveis.

*Tercio Borlenghi Neto é diretor executivo do Grupo Ambipar, organização formada pelas empresas Ambclean, Ambitec, Bioland, Descarte Certo, Resi Solution e Suatrans. O Grupo Ambipar é uma empresa com quase 90 anos de experiência em soluções ambientais integradas, constituída por capital 100% brasileiro.

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Produção de resíduos sólidos no país cresceu 1,7% em 2015

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Produção de resíduos sólidos no país cresceu 1,7% em 2015

16/10/2016 – A quantidade de resíduos sólidos urbanos gerada no país em 2015 totalizou 79,9 milhões de toneladas, 1,7% a mais do que no ano anterior. No período, foi registrado também aumento de 0,8% na produção per capita de resíduos sólidos: de 1,06 quilo (kg) ao dia em 2014, para 1,07 kg ao dia em 2105. Os dados foram divulgados no dia 4 desse mês pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

residios_solidos“O resultado coloca o Brasil como o quarto maior gerador de resíduos sólidos no mundo, é muita coisa, e o que nós percebemos é uma rota ascendente, que tem vindo dessa forma na última década, e que ainda não demonstrou uma linha de reversão. É um dado preocupante”, disse o diretor presidente da Abrelpe, Carlos Roberto Vieira.

De acordo com o levantamento, houve uma leve melhora nos números sobre a destinação final dos resíduos sólidos. Em 2015, 58,7% do lixo produzido foi destinado para locais adequados, como aterros sanitários. Em 2014, esse índice foi 58,4%. No entanto, os dados mostram que cerca de 60% das cidades brasileiras ainda destinam seu lixo inadequadamente, ou seja, para lixões ou para os chamados aterros controlados.

“Uma das pistas que temos para explicar esse problema, essa nossa deficiência e porque temos levado tanto tempo para avançar, está no volume de recursos aplicados no setor de resíduos sólidos, que em 2015 foi de R$ 10 por habitante por mês para fazer frente a todos os serviços de limpeza urbana”, ressaltou Vieira.

Os serviços de coleta mantiveram o alto índice observado nacionalmente nos anos anteriores, de 90,8%. No entanto, ainda persistem as diferenças regionais: no Sudeste, 97,4% do lixo produzido é coletado; em seguida vêm as regiões Sul (94,3%); Centro-Oeste (93,7%); Norte (80,6%); e Nordeste (78,5%).

Fonte: AgênciaBrasil

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Empresa transforma tubo de pasta dental em mesa, cadeira e casa de cachorro

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Empresa transforma tubo de pasta dental em mesa, cadeira e casa de cachorro

26/06/2016 – A artista plástica e empresária Claudia Schalka, 57, encontrou uma forma de reaproveitar tubos de pasta de dente reprovados pelo controle de qualidade da indústria e que seriam descartados em aterros sanitários ou incinerados.

Ela mói e prensa os tubos e os transforma em placas que podem virar telhas, portas, paredes, mesas, cadeiras, armários, pisos, casinhas de cachorro, entre outros.

A Ecotop foi criada em 2003, em Barueri (30 km a oeste de São Paulo), mas o registro no Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) saiu somente em 2007.

ecotopA empresária diz que seus clientes são designers, arquitetos e as indústrias moveleira e naval. Ela afirma que suas placas também já foram transformadas em embalagens para bebidas, carroceria de caminhão, tapume para obras e capa de caderno.

Atualmente, a empresa produz de 7.000 a 10 mil placas por mês. A empresária, no entanto, não revela o faturamento nem o lucro do negócio.

Segundo ela, a companhia recebe 100 toneladas de tubos por mês somente da indústria. Eles são entregues limpos, sem nunca terem sido utilizados.”Por não haver uma coleta seletiva eficaz em São Paulo, não conseguimos reaproveitar muitos tubos oriundos de reciclagem”, diz Schalka.

A  empresária afirma que somente 2% dos tubos que recebe vêm da reciclagem. “Não são de cooperativas, mas de amigos e de pessoas que conhecem o meu trabalho e que guardam as peças para me entregar.”

De acordo com a empresária, esses tubos são entregues com o mínimo de pasta de dente e, por isso, não precisam ser higienizados antes de serem moídos e prensados. “A quantidade é tão pequena que não afeta o processo.”

“Depois que prensamos o material, ele sai totalmente maleável da máquina e pode ser facilmente transformado em vários produtos.”  Schalka não revela, no entanto, o que vai na composição da placa e nem a temperatura na qual ela é submetida por considerar segredo industrial.

Indústria precisa reduzir erro

Para Daniel Levy, mentor da Endeavor, organização de fomento ao empreendedorismo, o descarte de 100 toneladas de tubos de pasta de dente por erro da indústria é grave.

“A preocupação socioambiental não deve estar concentrada apenas nas empresas que atuam com a produção sustentável. A indústria precisa reduzir essa margem.”

Mercado sustentável está em forte expansão

De acordo com ele, apesar do desperdício da indústria, a economia circular, ou seja, aquela que procura resgatar o que seria jogado fora para ser utilizado novamente na cadeia produtiva, vem crescendo.

“A população está se conscientizando sobre a importância de cuidar do meio ambiente e valorizando produtos que foram criados com material que seria jogado fora ou que foi retirado da natureza.”

Desenvolvimento de tecnologia pode ser caro

Levy afirma, no entanto, que quem quer investir na área deve ter a consciência de que estará explorando algo novo, e que o processo de reaproveitamento de material vai exigir alto investimento.

“Por estarmos falando de um segmento que ainda é novidade, são poucos os processos que já começaram a ser testados.  O empreendedor provavelmente vai precisar criar todas as etapas do processo, fazer vários testes até chegar ao produto final.”

Onde encontrar:

Ecotop: http://www.ecotop.com.br

CeluloseOnline

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Especial: Resíduos Sólidos – Camila Datti – PNRS: você deveria conhecer

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Especial: Resíduos Sólidos – Camila Datti – PNRS: você deveria conhecer

16/04/2016 – A Lei n´ 12.305, de 2 de agosto de 2010, “institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), altera a Lei n´ 9.605 de 12 de fevereiro de 1998 e dá outras providências”. Por sua vez, o Decreto n´ 7.404 de 23 de dezembro de 2010 regulamenta a Política Nacional de Resíduos Sólidos e cria comitês responsáveis pela delegação de poderes. Com relação a recursos, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, entre 2010 e 2014 o governo federal destinou R$ 1,2 bilhão à PNRS.

Já o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que ainda está sendo elaborado, incluirá um processo de mobilização e participação social, a realização de audiências e consultas públicas; portanto, seguirá os ditames do caput do art. 225 da Constituição Federal de 1988. O artigo 31, inciso II da PNRS trata da divulgação de informações relativas às formas de evitar, reciclar e eliminar os resíduos sólidos; nesse diapasão, o princípio de Direito Ambiental invocado pelo inciso II é o da participação.

Em linhas gerais, o descarte final dos resíduos sólidos no Brasil sempre foi um problema enfrentado por seus municípios. Infelizmente, a maioria deles continua fazendo de maneira incorreta.

Porém, desde a promulgação da lei, dobrou o número de cidades que prestam serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos. Contudo, seus governantes vêm encontrando grandes dificuldades para colocar em prática o que impõem os planos nacional, estaduais e municipais e até mesmo de redigir esses planos. Trata-se de modificar todo o planejamento da destinação e disposição do lixo residencial e industrial e, em pouco tempo, criar e gerenciar uma logística completamente nova. Além da coleta, destinação dos resíduos sólidos e disposição dos rejeitos, cabe também à prefeitura ensinar conceitos sanitários e ambientais à população.

Na teoria o Plano Nacional será inovador. Na prática tem caráter de urgência e poderá trazer resultados positivos para a saúde da população e meio ambiente. Na realidade, apesar de se esforçarem para atender suas exigências, algumas regiões mais pobres do país não possuem recursos para isso e a ajuda federal não tem sido suficiente. Esse tipo de iniciativa é muito comum em países europeus e realmente funciona. Entretanto, estão melhor estruturados e possuem mais condições financeiras para tornarem realidade o proposto.

Outro aspecto importante a ser ressaltado é a necessidade de informar a comunidade envolvida, sob a pena de descumprir princípios e normas ambientais. Isto tende a facilitar a participação dos cidadãos na responsabilidade compartilhada com o poder público e o setor empresarial, que é base fundamental para o alcance dos objetivos do plano. Somos diretamente afetados por essas diretrizes já que temos a obrigação de, além de separar o lixo (que é parte essencial da educação ambiental), procurar locais de destinação correta dos materiais. Porém, de uma maneira geral, os municípios não disponibilizam contêineres de coleta seletiva próximos às residências e as cooperativas de catadores não alcançam todos os bairros.

O investimento da indústria no ciclo de vida do produto não tem sido o ideal. Por exemplo, pilhas, baterias, lâmpadas e equipamentos eletroeletrônicos e seus componentes, que deveriam retornar para o fabricante e assim completar o ciclo que define a logística reversa, não encontram ponto de descarte especificado para que todos os brasileiros os utilizem.

Fica claro que a participação da sociedade na problemática dos resíduos sólidos deve ser muito maior do que temos praticado até então e temos o dever de nos informarmos mais profundamente sobre a legislação vigente.

Artigo produzido em parceria com Carolina Colombo, Marjorie Strabelli e Anselmo Spadotto. E publicado inicialmente no Jornal Cruzeiro.

* Camila Datti é engenheira ambiental formada pela Unesp-Sorocaba. Carolina Colombo e Marjorie Strabelli são graduandas em Engenharia Ambiental pela Unesp-Sorocabae e Anselmo Spadotto é professor da Unesp-Sorocaba. Título original: “Política Nacional de Resíduos Sólidos: você deveria conhecer!”

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Poluição: Uma nova economia do plástico é urgente

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Poluição: Uma nova economia do plástico é urgente

“No mundo todo, mais de 70% do plástico produzido é depositado em aterros ou lançado em cursos d’água”, alerta o professor e especialista em Ciências Ambientais.

06/04/2016 – A poluição provocada pelo descarte inadequado do excedente gerado pela lógica do consumo exacerbado, inerente ao sistema capitalista, que alimenta a obsolescência e incentiva a substituição incessante de bens de todo tipo, é um problema conhecido. As consequências desse comportamento também são sabidas, porém ele continua recorrente. A situação se agrava quando ao examinamos o material do qual é formada a maior parte desses produtos descartados: o plástico. Pesquisas revelam que as diversas formas assumidas pelo plástico, seja a presente emgarrafas PET ou nas fraldas descartáveis, levam cerca de 450 anos para se decompor na natureza. O pior é que a maior parte de todo o plástico produzido no mundo não é reutilizada e é descartada de forma inadequada, poluindo aterra e principalmente a água, tanto rios como oceanos.

Em entrevista por e-mail à IHU On-Line, o professor e especialista em Ciências Ambientais, Reinaldo Dias, chama a atenção para os dados divulgados recentemente pelo relatório “A nova economia do plástico: repensando o futuro”, elaborado pela Consultoria McKinsey & Co. e a Organização Não Governamental Ocean Conservancy e apresentado neste ano no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. Para o pesquisador, o estudo é “um alerta para a humanidade de que estamos inviabilizando a vida marinha, sua diversidade e o enorme potencial que os oceanos possuem de produzir alimentos que amenizariam o problema da fome no mundo”.

Segundo o professor, atualmente “há cinco grandes manchas de lixo nos oceanos que podem ser vistas do espaço e que contêm cerca de 90% de resíduos plásticos. A ilha de lixo situada entre o Havaí e a Califórnia tem uma extensão de 1,4 milhão de km2. A mancha menos conhecida é a do Oceano Índico, mas acredita-se que é enorme, podendo chegar a uma extensão de 5 milhões de km2”.

O Brasil, através da Lei 12.305/2010 busca regulamentar a questão do descarte de lixo instituindo a Política Nacional dos Resíduos Sólidos. Porém, da mesma forma que outras tantas leis no país, tais normas não são cumpridas. Diasaponta que “a lei havia dado prazo até agosto de 2014 para que as cidades acabassem com os lixões e aterros sem condições técnicas, no entanto até hoje menos de 40% dos municípios atingiram a meta estabelecida e se mantiver a média de crescimento do setor, o objetivo somente será atingido em 150 anos”.

O pesquisador afirma que a conscientização sobre o papel individual de cada cidadão, se responsabilizando pelo descarte correto do lixo que produz, e uma mudança na mentalidade política e econômica em relação à reutilização são os caminhos mais promissores em direção à mudança desse cenário. “A questão da reciclagem, de plástico e de outros materiais, deve ser vista dentro do contexto de formação de uma economia verde, de maior eficiência energética e na perspectiva do desenvolvimento sustentável. Nesse caso, deve ser considerada um novo nicho industrial, de transformação do lixo em riqueza”, ressalta.

Reinaldo Dias é graduado em Ciências Sociais, mestre em Ciência Política e doutor em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP. É especialista em Ciências Ambientais pela Universidade São Francisco – USF e atualmente leciona no curso de Administração do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas – CCSA da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Reinaldo Dias

Confira a entrevista.

O que representam os dados do relatório “A nova economia do plástico: repensando o futuro”, elaborado pela Consultoria McKinsey & Co. e a ONG Ocean Conservancy e apresentado no Fórum de Davos?

Reinaldo Dias – Representa em primeiro lugar um alerta para a humanidade de que estamos inviabilizando a vida marinha, sua diversidade e o enorme potencial que os oceanos possuem de produzir alimentos que amenizariam o problema da fome no mundo. Em segundo lugar representa uma reafirmação da cultura do desperdício que afeta as empresas, mas também os cidadãos. É a incapacidade de pensar que os recursos são limitados e escassos, e que os espaços públicos devem ser tratados com os mesmos cuidados com que tratamos as áreas particulares.

Um terceiro ponto diz respeito à incipiente compreensão humana da nossa dependência do mundo natural, do qual dependemos totalmente, não havendo um único material em nossas casas e cidades que não tenha origem natural. Esse aparente distanciamento da cultura humana em relação à natureza deve ser combatido, pois não criamos um mundo artificial que independe do natural, eles são interdependentes e temos que realizar um intenso trabalho deeducação ambiental para que todos os humanos compreendam isso.

Qual é o impacto, em termos de quantidade e potencial poluente, causado hoje ao meio ambiente pelo uso e descarte inadequado do plástico?

Reinaldo Dias – No mundo todo, mais de 70% do plástico produzido é depositado em aterros ou lançado em cursos d’água resultando em perdas enormes para alguns setores como o turismo, navegação e pesca. Além disso, também há um custo significativo para o poder público, que se vê às voltas com problemas causados pelo descarte inadequado desses materiais, como entupimento de redes de água e esgoto nas grandes cidades, causando alagamentos e destruição dos equipamentos públicos e a mortandade de peixes e outros animais de água doce e marinhos. Muitos animais ameaçados de extinção, como as diversas espécies de tartaruga, morrem em grande númeroasfixiados pela ingestão de plástico.

Que caminho em geral o plástico faz antes de chegar aos oceanos? De onde provém a maior parte desse material?

Reinaldo Dias – Predominantemente do descarte feito pelas pessoas, garrafas pets estão entre os mais encontrados, entre outros objetos de uso pessoal. Esse plástico das residências vai para os rios e daí para os oceanos. O aumento da conscientização das pessoas de que sua ação individual causa esse impacto no mundo natural é fundamental para combater o problema.

Qual é a área mais poluída dos oceanos? Por quê?

Reinaldo Dias – Todos os mares apresentam correntes que se movem-se na forma de uma espiral e, na medida que avançam, vão concentrando todos os resíduos que encontram no caminho, formando ilhas ou manchas de lixo marinho, constituído principalmente de material plástico.

cinco grandes manchas de lixo nos oceanos que podem ser vistas do espaço e que contêm cerca de 90% de resíduos plásticos. A ilha de lixo situada entre o Havaí e a Califórnia tem uma extensão de 1,4 milhão de km2. A mancha menos conhecida é a do Oceano Índico, mas acredita-se que é enorme, podendo chegar a uma extensão de 5 milhões de km2.

De que forma o Brasil trata da questão do descarte adequado do lixo? Como estão as políticas para este setor? E em outros países, quais tratam desse tema de maneira melhor e pior no planeta?

Reinaldo Dias – O Brasil possui a Lei 12.305 de 2010 que instituiu a Política Nacional dos Resíduos Sólidos, que se fosse cumprida estaríamos numa situação bem melhor do que estamos agora. A lei havia dado prazo até agosto de 2014 para que as cidades acabassem com os lixões e aterros sem condições técnicas, no entanto até hoje menos de 40% dos municípios atingiram a meta estabelecida e se mantiver a média de crescimento do setor, o objetivo somente será atingido em 150 anos. O problema somente será resolvido com vontade política e amadurecimento da população em relação à necessidade de destinação correta do lixo.

A política pública da destinação de lixo no Brasil deveria dar um enfoque central na educação ambiental ampla, precisa ser uma política efetiva de Estado, sem improvisos. Um dos países que enfrenta melhor o problema é aAlemanha, em termos de eficiência e sendo considerada a campeã da reciclagem. Nesse país, dos resíduos gerados,45% são reciclados, 38% queimados e 17% são destinados à compostagem. A política europeia para o lixo está focada no slogan “lixo pode virar ouro”, que incentiva a criação de negócios relacionados com o reaproveitamento dos resíduos descartados.

Os países com a situação mais deplorável no que diz respeito ao tratamento do lixo são inúmeros, sendo impossível identificar o pior. É importante destacar a contribuição negativa dos países desenvolvidos ao descartarem seu lixo em países em desenvolvimento, principalmente localizados na África e na Ásia, neste último caso com destaque paraBangladesh, que recebe em suas praias grande quantidade de material depositado por navios originados de países ricos.

 No caso do Brasil, há dados sobre a situação dos rios quanto à poluição com lixo?

Reinaldo Dias – Os dados são específicos para determinados rios que chamam mais atenção, como o Tiete ouPinheiros em São Paulo, mas a situação se repete em todo o país, principalmente nas cidades. É facilmente encontrável na Internet cenas de acúmulo de milhares de garrafas PET e outros materiais em determinados pontos dos rios. Alguns cursos d’água se assemelham mais a esgotos a céu aberto irradiando mau cheiro, fenômeno comum em todas as capitais brasileiras. Infelizmente esta é a situação, que somente será resolvida com a ação efetiva do poder público, punindo empresas que contaminam e aumentando o nível de conscientização da população sobre o problema.

É possível encontrar uma alternativa ao uso do plástico? Quais são as variáveis envolvidas nesse processo?

Reinaldo Dias – O plástico tornou-se um componente essencial na nossa vida, é difícil encontrar no ambiente humano algum lugar onde não haja esse tipo de material. O que pode ser feito sempre é um melhor uso, com aresponsabilidade compartilhada do seu descarte entre fabricantes, comerciantes e consumidores. Outro movimento deve ser a adoção, em alguns produtos, de plásticos formados por material biodegradável, que ameniza seus impactos ao meio ambiente, como por exemplo, nas sacolas utilizadas no comércio.

No mundo, o Brasil é o campeão na reciclagem de latas, reciclando 98% do total produzido no país. Por que ainda não se tem índices de reutilização como estes para o plástico?

Reinaldo Dias – Este é um bom exemplo de como pode ser encontrada uma solução no contexto do atual modo deprodução capitalista, que é o vigente. A reciclagem das latas de alumínio foi transformada num bom negócio, sendo menor o custo de sua reciclagem do que a sua obtenção diretamente na natureza.

O plástico deve trilhar o mesmo caminho, tem que viabilizar negócios rentáveis que gerarão empregos e contribuirão para o meio ambiente. A questão é que a relação custo-benefício está desfavorável para que isto aconteça, pois a principal matéria-prima para o plástico, que é o petróleo, está em queda livre, com preços cada vez menores, o que barateia o seu custo de produção. Neste caso, a solução seria a criação de políticas de incentivo ao setor, maior profissionalização dos empreendedores com a adoção de métodos de gestão adequados para o setor e geração de empregos decentes, pois ocorre neste campo muita exploração de mão-de-obra, com a justificativa de que se está oferecendo trabalho para pessoas necessitadas. Isso tudo deve ser permeado sempre, e fundamentalmente, pelo aumento da conscientização, o que implica em políticas públicas amplas de educação ambiental.

De que maneira a reciclagem, além de contribuir para a preservação do ambiente, pode também exercer uma função social?

Reinaldo Dias – Como havia mencionado anteriormente, temos que enfrentar o problema de que muitos programas de reciclagem de plástico envolvem uma exploração da mão-de-obra, buscando neste caso a redução de custos. Isto contraria frontalmente a proposta de sustentabilidade que envolve a reciclagem e a formação de uma economia circular, pois se foca somente no aspecto econômico e marginalmente no ambiental e social. A reciclagem pode exercer um importante papel social, como mostra o exemplo da União Europeia onde o tratamento de resíduos emprega mais de dois milhões de pessoas e com uma receita estimada em mais de 145 bilhões de euros.

Deseja acrescentar algo?

Reinaldo Dias – A questão da reciclagem, de plástico e de outros materiais, deve ser vista dentro do contexto de formação de umaeconomia verde, de maior eficiência energética e na perspectiva do desenvolvimento sustentável. Nesse caso, deve ser considerada um novo nicho industrial, de transformação do lixo em riqueza. Acontece que para que isto ocorra deve haver uma mudança de mentalidade, que pode começar nas universidades, incentivando a criação de startups voltadas para a reutilização de materiais descartados como negócio viável. Os estudantes devem aprender a ver o lixo como uma mina de múltiplos materiais que foram retirados da natureza e que podem ser reutilizados com diminuição de custo de fabricação.

Um bom exemplo ocorreu na reunião do clima, a COP21 que aconteceu em Paris em dezembro de 2015. Nesse evento a Adidas e a “Parley for the Oceans”, uma organização sem fins lucrativos que visa a proteção dos oceanos, apresentaram um calçado esportivo inovador que possui sua parte superior e uma sola impressa em 3D, fabricadas com resíduos plásticos dos oceanos. A iniciativa, além de contribuir para a diminuição da contaminação nos oceanos, cria um produto que já nasce com uma imagem positiva sancionada pela sociedade.

O preconceito em relação ao manuseio do lixo deve dar lugar a uma abordagem de máxima reutilização dos materiais descartados. Cabe aos empreendedores tornar o negócio viável adotando soluções criativas para cada caso: plásticos, alumínio, papel, metais, produtos eletrônicos etc. O desafio é este para as universidades: geração de empreendedores que veem o lixo como fonte de riqueza, um dos componentes de um sistema circular e não como um produto final de um sistema linear que ainda é predominante em nossa economia.

Fonte: IHU

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Cinco questões sustentáveis para observar em 2016

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Cinco questões sustentáveis para observar em 2016

questões11/02/2016 – No fim de 2015, 195 países assinaram o novo acordo climático com o objetivo de limitar o aquecimento global abaixo de 2ºC até 2100. No texto final, fruto de duas semanas de negociações intensas entre as nações, há o comprometimento da comunidade internacional em implementar, a partir de 2020, políticas sustentáveis para cumprir as premissas do acordo.

Na ocasião, a principal proposta brasileira foi reduzir o desmatamento para diminuir a emissão de gás carbônico em 43% até 2030. Porém, quando o assunto é sustentabilidade, cinco pontos merecem atenção em 2016. Confira:

Crise da água

O baixo volume das principais represas do país, principalmente do Sudeste, ainda será motivo de preocupação para a população. A leve melhora nos índices no fim de 2015, graças às chuvas de verão, não deveriam diminuir a prevenção e o consumo racional do recurso natural. Afinal, em abril de 2016 começa um novo período de estiagem no país, o que exige planejamento para garantir água até o próximo verão.

Energia

A matriz energética brasileira já é composta por 42,5% de energias renováveis, principalmente com um crescimento nas fontes alternativas às hidrelétricas, como eólica, solar e biomassa. Como a crise hídrica deve seguir em 2016 e as opções não renováveis contribuem para a emissão de gás carbônico, a expectativa é continuar com um crescente investimento nas energias eólica e solar, principalmente.

Resíduos sólidos

Prevista para ser implantada em 2014, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que visa a acabar com aterros sanitários, foi esticada até 2018 pelo Governo Federal. Porém, estados e municípios têm até agosto de 2016 para apresentarem seus planos, se quiserem continuar recebendo verbas da União para serviços nesta área. Portanto, os governos estaduais e municipais terão seis meses para apresentarem propostas.

Desmatamento

Entre 2001 e 2012, o Brasil conseguiu reduzir em 70% o desmatamento na região da Floresta Amazônica e 40% no país como um todo. Entretanto, nos últimos dois anos, o índice teima em subir e, em 2015, teve um aumento de 16% na extração ilegal de árvores da Amazônia. Em 2016 a fiscalização precisa aumentar caso o governo federal queira cumprir sua promessa na Conferência do Clima, em Paris.

Jogos Olímpicos

Em agosto, a cidade do Rio de Janeiro realiza os Jogos Olímpicos, maior competição poliesportiva do planeta. A promessa é realizar uma edição totalmente “verde”, com medidas sustentáveis. Para isso, a organização espera consumir 70% menos de energia em suas instalações e aproveitar 80% do material em futuras montagens, graças a acordos e parcerias com organizações internacionais, como PNUMA (Programa das Nações Unidas sobre Meio Ambiente).

Fonte: Envolverde / Adaptado por CeluloseOnline

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Mesmo com a crise econômica, gestão de Resíduos Sólidos no Brasil não pode ser abandonada

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Mesmo com a crise econômica, gestão de Resíduos Sólidos no Brasil não pode ser abandonada

RWM Brasil 2015, único evento sobre gestão integrada de resíduos sólidos, acontece dias 29 e 30 de Setembro, em São Paulo. A Feira reunirá empresas internacionais e nacionais e especialistas globais debaterão as soluções em um Fórum.

26/09/2015 – Sancionada em 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) mobilizou governos, empresários e a sociedade civil. Mas diversos setores envolvidos na gestão de resíduos sólidos ainda precisam colocar em prática a PNRS. A RWM Brasil 2015, evento internacional dedicado à gestão de resíduos sólidos, que acontecerá nos dias 29 e 30 de setembro, no Transamérica Expo Center, em São Paulo, posiciona-se hoje como um dos elos mais importantes entre esses diversos setores: o de reunir especialistas e empresas nacionais e estrangeiras e apresentar soluções para a gestão do lixo em todas as cidades brasileiras, em conformidade com a PNRS.

Para Jesus Gomes, diretor da i2i Events Group, empresa que organiza a RWM na Inglaterra, há mais de 48 anos, e a RWM Brasil 2015, “a PNRS é fundamental para o País e o gerenciamento de resíduos sólidos uma área estratégica e relevante para todas as sociedades modernas que querem cidades mais sustentáveis”. Gomes aponta ainda que priorizar o meio ambiente também é uma maneira de enfrentar crises econômicas e que a gestão de resíduos sólidos não pode ser abandonada. “Aplicar a PNRS será sinal de maturidade sócio-ambiental-econômica”.

Prova disto são as soluções que o evento traz na sua edição de 2015. Entre elas, a que será apresentada pela Hitashi Zosen Inova, que utiliza avançada tecnologia para a transformação (térmica ou biológica) do lixo em energia limpa, solução para uma área estratégica e que reflete o alcance da sustentabilidade para a economia do País. Já o grupo Sorain Cecchini Tecno (SCT), responsável pelo maior tratamento biológico de compostagem da Europa, para mais de 20 mil toneladas de lixo por dia, traz novas tecnologias de tratamento mecânico e biológico dos resíduos. Mais de 100 empresas estão confirmadas na RWM Brasil 2015. Deste total, 15% são grupos internacionais.

Fórum

Em paralelo à exposição de serviços e produtos, o evento realizará novamente o Fórum ABRELPE – RWM Brasil 2015, com uma programação especial para promover a troca de experiências entre especialistas, empresários e gestores estaduais e municipais. Entre os temas do Fórum, destaque para “Governança da Gestão de Resíduos na Prática”, com apresentação de um case internacional; “A Taxa Municipal de ‘Lixo’: os Desafios e Vantagens de sua Cobrança”, e “Linhas de Financiamento para a Gestão Integrada dos RSU: Experiências e Casos de Sucesso”.

BNDES e ISWA

Representantes do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e da ISWA (Associação Internacional de Resíduos Sólidos) estarão entre os palestrantes do Fórum ABRELPE – RWM Brasil 2015. A palestra Magna será com o presidente do Comitê Científico e Técnico da ISWA, o grego Antonis Mavropoulos, que abordará a crise econômica na Grécia e como o país tem mantido a sua gestão de resíduos sólidos neste momento crítico. Antonis também apresentará pesquisa inédita, que resultou no relatório ‘Wasted health, the tragic case of open dumps’ (Saúde desperdiçada, o trágico caso de lixões a céu aberto), um caso de saúde pública.

Crescimento

A organização da RWM Brasil 2015 prevê para este ano crescimento 30% maior no número de visitantes e interessados em buscar soluções nas novidades e tecnologias apresentadas. Na edição anterior, o evento gerou mais de R$ 1 bilhão em negócios durante os dois dias da feira.

“As projeções são muito boas, até porque estamos em plena sintonia com as demandas brasileiras e mundiais no que diz respeito a sustentabilidade. Há também uma maior conscientização sobre a importância do gerenciamento dos resíduos sólidos para a sociedade”, comenta o diretor da i2i Events Group.

Como nos anos anteriores – esta será a terceira edição da RWM Brasil -, o evento reunirá novamente especialistas, gestores e empresários brasileiros e de diversos países. Em 2014, 34% dos participantes eram gestores de resíduos, 19% representantes municipais e 42% da área de serviços e consultorias, sendo 20% gestores públicos (governos e agências de meio ambiente, estaduais e municipais) e 80% responsáveis por empresa de reciclagem, transformação de resíduo em energia, saneamento e instituições financeiras.

Além das soluções e tecnologias apresentadas por empresas nacionais, a edição anterior contou com a participação de representantes  empresariais de 17 países, como Reino Unido, Suíça, Alemanha, França, Espanha, Itália, Canadá, Estados Unidos, Finlândia, Japão, Suécia, Noruega, Áustria, entre outros.

Site RWM Brasil 2015 e Programação Congresso RWM Brasil 2015

rwm residuos solidos

 

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Em Portugal, 71% das casas fazem reciclagem, diz estudo

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Em Portugal, 71% das casas fazem reciclagem, diz estudo

01/08/2015 – A SPV (Sociedade Ponto Verde) divulgou que em Portugal 71% das casas separam as embalagens usadas para a reciclagem. O número é dois pontos a mais quando comparado com 2011. Este dado faz parte do estudo “Hábitos e atitudes face à separação de resíduos domésticos 2015”, divulgado pela Câmara de Lisboa.

Durante a apresentação dos resultados, o diretor de marketing da SPV, Mário Raposo, disse que as famílias que separam materiais recicláveis de todos os tipos, aumentaram de 47%, em 2011 — ano do estudo anterior —, para 59%, e que hoje apenas 12% separam só “uma ou duas coisas”.

A figura feminina responsável pelo agregado familiar é considerada “relevante” na adesão à separação de resíduos tanto por separadores totais (47%) como por parciais (49%). Em cerca de 25% das casas já se faz sentir a “pressão” de jovens e crianças para separar os resíduos. O que faz com que seja “uma questão de tempo” até estes lares “cederem”, e ganharem hábitos de defesa do ambiente, garante o director de marketing da SPV.

reciclagem - papel - portugal

Ainda de acordo com o estudo, a distância a percorrer entre os lares e o ecoponto mais próximo foi apontada como um dos aspectos mais negativos (43%) da separação de embalagens.

No distrito de Lisboa, a adesão ao processo de separação de embalagens usadas atinge 79%, seguindo-se Leiria, com 75%. Em Lisboa, 67% das 633 famílias observadas fazem a separação doméstica de embalagens usadas de forma total, ou seja, sem quaisquer erros, enquanto 21% não faz qualquer tipo de separação.

Fonte: publico.pt / Adaptado por CeluloseOnline

 

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Seminário sobre gestão sustentável dos resíduos sólidos acontece em Porto Alegre (RS), a partir de amanhã (18)

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Seminário sobre gestão sustentável dos resíduos sólidos acontece em Porto Alegre (RS), a partir de amanhã (18)

Resíduos sólidosDa Redação

17/05/2015 – Discutir a situação do Brasil na questão do tratamento de resíduos. Este é o objetivo da 4ª edição do Seminário de Gestão Sustentável de Resíduos Sólidos: Cidade Bem Tratada, que acontece entre os dias 18 e 19 de maio, no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre (RS).

Gestores públicos, agentes de fiscalização, líderes empresariais, cooperativados e técnicos especializados estarão reunidos para discutir questões como: o que o Brasil e os municípios estão fazendo para se adequar à PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos); como empresas estão equacionando a questão da logística reversa; qual o tratamento que entidades públicas, privadas, indústrias e comércio deveriam dar aos seus resíduos, entre outras.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas através do site www.cidadebemtratada.com.br.

CeluloseOnline

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Prefeito de Votuporanga (SP) visita Espanha para trazer ideias sustentáveis

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Prefeito de Votuporanga (SP) visita Espanha para trazer ideias sustentáveis

10/05/2015 – O prefeito de Votuporanga (SP), Junior Marão, esteve na Espanha para conhecer projetos voltados à iluminação pública, geração de energia a partir de resíduos sólidos e cidades digitais. Marão também se reuniu com empresas interessadas em se instalar no Brasil.

Em Santander, o prefeito se reuniu com empresários espanhóis que gostaram pela infraestrutura urbana e de saneamento de Votuporanga.

“Foi uma viagem excelente. Nestas cidades, Barcelona principalmente, há soluções que são copiadas pelo mundo todo. As lideranças vão até lá para ver o que eles fazem no sentido de urbanismo, mobilidade urbana e meio ambiente. Fui ver projetos de iluminação pública para que a cidade tenha um serviço muito mais eficiente, moderno e com economia nas contas”, conta Marão.

Junior MarãoPara fazer a troca do sistema de iluminação pública de Votuporanga, a cidade precisa de R$ 40 milhões. “Não temos condições de fazer isso sozinhos. A única forma de conseguir seria por meio de parceria público privada, que a Câmara já fez a apreciação, analisou e aprovou o projeto”, explica o prefeito.

Marão destacou ainda que foi muito importante conhecer pessoalmente os projetos realizados naquele país.

“Verificamos como funciona todo o sistema e hoje podemos analisar de forma muito mais criteriosa. Fomos também a Zaragoza conhecer o sistema de solução de energia por meio de resíduos sólidos”, revela.

Por fim, em Santander, o prefeito conheceu as cidades inteligentes. Por meio de aplicativos de smartphones, a pessoa tem condição de saber absolutamente tudo o que a cidade tem para oferecer. Com isso o cidadão sabe a hora que vai passar um ônibus de determinada linha, por exemplo.

Fonte: Jornal A Cidade Votuporanga / Adaptado por CeluloseOnline

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