CompararComparando...

Temperatura no Brasil pode aumentar 5°C até 2100

Lendo Agora
Temperatura no Brasil pode aumentar 5°C até 2100

09/10/2016 – A temperatura no Brasil pode aumentar entre 1°C e 5°C até o fim do século, segundo o PBMC (Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas). Com isso, a tendência é que haja um aumento na quantidade de eventos extremos no país, como secas, chuvas intensas e até fenômenos incomuns, como furacões.

A alta emissão de gases de efeito estufa é o que catalisa esse aquecimento. O principal deles é o dióxido de carbono – em 2012, 55% das emissões totais foram de CO2, 29,1% de metano e 14,9% de óxido nitroso, de acordo com estimativas do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação).

O desmatamento, as queimadas, a agropecuária e a queima de combustíveis fósseis são os principais responsáveis pelas emissões de gases do efeito estufa. No terceiro caso, o vilão é o metano produzido durante o processo digestivo do gado bovino, o “pum do boi”.

As emissões de dióxido carbono continuam em escala ascendente em alguns setores. O maior aumento foi verificado no de energia –que compreende a queima de combustíveis fósseis, emitidos principalmente pelos meios de transporte– que aumentaram 37,8% de 2005 para 2012, segundo o MCTI.

temperatura global

Por outro lado, as emissões de CO2 foram reduzidas em mais de 85% no mesmo período no setor de uso da terra e florestas, ainda segundo o ministério.

A secretária-executiva do PBMC, Andrea Santos, atribui a redução a políticas de combate ao desmatamento. Afirma, contudo, que a tendência é que as emissões voltem a aumentar.

“O controle não está mais tão efetivo quanto antes. O país deu uma escorregada por causa das crises econômica e política. As emissões pelo desmatamento estão voltando”, diz.

Segundo o climatologista do Inpe Gilvan Sampaio, o ano de 2016 teve o dobro de queimadas de 2015.

“O desmatamento e as queimadas são o maior problema ambiental brasileiro, não só na Amazônia, mas também no cerrado e outros biomas. O ideal seria reduzi-los a zero”, afirma.

Para os especialistas, a melhora no cenário depende do investimento do poder público em energias renováveis, incentivando também projetos de pequeno porte. “A energia solar, por exemplo, é caro. Deveria haver um estímulo para pessoas instalarem nas residências”, afirma Sampaio.

Fonte: Folha de S. Paulo

albany 728
Qual é a sua impressão?
Amei
100%
Curti
0%
Não Gostei
0%
Sobre o Autor
Celulose Online
Celulose Online

Deixe um Comentário