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Workshop discute melhores práticas para gestão das águas subterrâneas em Rio Claro (SP)

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Workshop discute melhores práticas para gestão das águas subterrâneas em Rio Claro (SP)

workshop27/11/2015 – Representantes do poder público da Unesp e de entidades e órgãos ligados ao meio ambiente se reuniram no CEA (Centro de Estudos da Ambientais) para prestigiar a abertura do III Workshop de Águas Subterrâneas dos Comitês PCJ: Conhecer para usar e Proteger, promovido pelo Comitê e pela Agências das Bacias PCJ, com o apoio da Unesp e da Câmara Técnica de Águas Subterrâneas.

Em sua fala, Vinícius Rosa Rodrigues, Coordenador da Câmara Técnica de Águas Subterrâneas, comentou que a água é imprescindível para a sobrevivência do ser humano que dela vive e depende. Por conta disso, ele destacou a importância do workshop para discutir as melhores práticas e os rumos da gestão da água subterrânea. No entanto, ele observou que muitas vezes a sociedade concentra esforços na busca por novas fontes de água deixando de lado outras situações que influenciam no processo como a perda das redes de distribuição.

O professor e coordenador do CEA/Unesp, José Silvio Govone também ressaltou a importância da água para a sobrevivência da vida e lembrou da crise hídrica e dos racionamentos. “Quando sente a falta é que se dá valor ao que se tem”, disse. Govone frisou que água será cada vez mais necessária por isso a importância de realizar eventos como esse para debater as potencialidades e fragilidades do sistema.

“Falar de água é falar de vida” disse o professor José Cláudio Von Zuben ao iniciar sua fala. Segundo ele, é necessário reforçar os estudos porque é o conhecimento que gera a relevância e importância do tema.

O diretor do Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro Sérgio Nobre declarou que o CEA, unidade complementar da Unesp, é o embrião de pesquisas na área ambiental, o cerne para início de novos projetos desenvolvidos pela universidade. De acordo com ele, é no ambiente acadêmico que se realizam os estudos sobre o meio ambiente. Nobre afirma que a função da universidade é se preocupar com o futuro, por isso eventos como o workshop são importantes para a difusão de ideias.

A vice-prefeita Olga Salomão falou um pouco sobre o Plano Diretor de Rio Claro que tramita na Câmara Municipal. Conforme ela, o ponto mais importante do documento é o mapeamento da zona rural do município que possui muitas riquezas minerais que interferem diretamente no dia a dia das pessoas. Ela comentou que 48% da argila do pólo cerâmico estão em Rio Claro.

A cidade possui quase 1.500 nascentes, das quais mais de 600 estão degradação e 88 totalmente degradadas. Rio Claro tem ainda 27 microbacias e está iniciando um trabalho de recuperação de nascentes. Olga considerou importante discutir a questão da água que deve ser tratada como um bem de todos.

Leo Urbano também falou sobre a preservação das nascentes, trabalho iniciado pela Agência das Bacias PCJ. Segundo ele, a entidade vai incentivar a elaboração de projetos e buscar parcerias para resolver os passivos em relação às nascentes. Urbano abordou ainda a crise hídrica enfrentada pela região Sudeste que mudou conceitos e incentivou o combate ao desperdício e o uso racional da água.

Entretanto, ele comentou que em meio a crise as águas subterrâneas foram tratadas pela mídia como salvadoras dos problemas do mundo, por isso a importância do tema do workshop “Conhecer para Usar e Proteger”. Para ele, é preciso saber qual a situação e o panorama e a partir disso implementar as ações necessárias para a boa gestão dos recursos.

Fonte: Canal Rio Claro / Adaptado por CeluloseOnline

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